sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Quem sou eu, quem eu sou, o que sou, como sou não consigo dizer.

Até posso tentar, mas acho ser o que vêem em mim. Sendo assim, com mais precisão, quem pode não sou, é você.

É você quem observa, acompanha meus passos, de diversos ângulos, diferentes perspectivas, próximo ou distante, me olha e consegue me ver.

Quem me conhece é você, sou limitado a me reconhecer.

Acredito muito no que falam de mim, no pensam, pois quase nunca me olho e poucas vezes me vejo, já esqueci o que em mim eu vi.


Desde 2010, por vontade ou não, eu não voto.

É agora, basta psicopatéticos, chegou a hora!!!


Ninguém é só inocente, tampouco é só culpado.

Todo mundo, e tudo na natureza, tem no mínimo dois "lados".

Apenas idiotas, imbecis, psicopatéticos, alucinados, acham possuir só virtudes, não ter defeito, não cometer pecado.

"Ninguém é só bom, nem ninguém é só mau…"

Não existe "gente de bem" ou, supostamente, o oposto "gente de mal", o que existe é semelhante, diverso, o igual que é diferente, em suma o que existe naturalmente, e somente, é Gente.


Até os idiotes têm razão.


Se pararmos para pensar, e ao pensar bem respeitar, reconhecer a individualidade do indivíduo, não é difícil perceber que, por mais abjeta, repugnante, condenável, segundo a condicionantes sociais, cada um tem as suas próprias necessidades, capacidades e valores.

O ser, o indivíduo, por mais divergências e fundamentações, é muito mais fruto do seu meio, das suas primárias referências. Mesmo ao nega-las, tais, referências, permanecem como parâmetros, como bases, como eixos da sua estrutura humana.

Quem nasce, cresce, em meio as condicionantes, ritmos, hábitos e práxis, tende a carregar na personalidade seus respectivos signos, códigos e representações.

Para não precisar ir a extremos, cabíveis e justificáveis, tomemos como exemplo a linguagem, a cultura, os padrões alimentares.

Uma criança, de qualquer origem, ao se desenvolver em meio a referências distintas, da original, não guardará nenhum resquício da anterior.

Os únicos traços, permanentes, são os endógenos, hereditários, genéticos.

O quão isso determina a personalidade, é outra questão...

Mogli...



Eu não preciso de armas, não preciso matar, não, não preciso de morte, não preciso ameaçar, não preciso roubar, não preciso rachar, não preciso mentir, ser desonesto, antiético, arrogante, escroto.

Não preciso esconder, não preciso de um dia de sigilo, e 100 anos pra quê?

Eu não preciso de ódio, não preciso de dor, não preciso de tratamento psiquiátrico, nem de puxa-saco, comprar justiceiro, capacho, gado bajulador.

Não preciso dar ordem, nem de inimigo, jamais do conflito, ser agressivo, agressor.

Não preciso de esmola, nem de miséria, nem de fome, não preciso garimpar, poluir, de laranja, desmatar.

Não preciso ser misógino, homofóbico, racista, facista, bufar, grunir, mentir, inventar, espumar e 1000 vezes afirmar, desesperadamente, não brochar para só tentar convencer que sou homem!

Para ser preciso, preciso e todo mundo precisa, precisa de transparência, honestidade, de comida, ser decente, precisa ter trabalho e renda, precisa de oportunidade, de educação, de saúde, de segurança, de fazer e ser parte, precisa de arte, de alegria, de sorrisos, precisa de paz, de olhar as pessoas e vê-las como irmã, como irmão, semelhantes diferentes, precisa da fraternidade, de solidariedade, de críticas, de amor, de respeito pela Gente.

A gente precisa de esperança, de Gente, para viver a minha, a sua a nossa vida.

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Sob o signo do trauma.


O Brasil, país inventado em 1500, nasce, cresce e, não, se desenvolve sob o signo de traumas.

Exploração predatório, ocupação predatória e, capitanias, hereditária, colonização, detergente, absolutista, república, escravagista.

Cacacteristicas, deprimentes, nas colunas, ou gênese, da deformação.

A Emergência de um Estado opressor e agressor, leva a construção da sociedade dividida entre tomadores predadores e despossuidos miseráveis.

A pobreza como missão leva ao desenvolvimento da crença, divina, como única solução, não provável, mas possível.

O talento, a preparação, a competência são secundarios e coadjuvantes da graça, da sorte, da benesse/esmola.




segunda-feira, 26 de setembro de 2022

 Para quem pode ser ruim a legalização das drogas?

Para quem não quer pagar impostos, para quem não quer o controle de qualidade.

Para quem não quer concorrência ampla.

Para quem não quer fiscalização.

Para quem não quer responder processos.

Para quem não quer a lei, a regulamentação, normas quanto a atividade.

Para quem precisa esconder.

Para quem precisa prometer, só prometer, o impossível.

Em todas as civilizações, em todas as épocas, sempre existiram e consumiram drogas.

Por que cigarro, álcool, café... e uma infinidade de outras substâncias que viciam, matam, alucinam, provocam distúrbios e causam efeitos colaterais de baixa, média e alta intensidade e duração são legalizadas???


Os imóveis não foram comprados com dinheiro vivo. Todo dinheiro público "desviado" causa prejuízos na educação, na saúde, na segurança, na sociedade, portanto o dinheiro "secreto", na "cueca", rachado, mata.




 A gente não é de ninguém, a gente nem é da gente.

Cansei de dizer minha, meu, mas estava, não sei, errado ou certo.

A gente não pertence, nem possui.

Só sei, a gente está, está com alguém, está filho, está enamorado, geralmente apaixonado, e paixão é na essência, se não na etimologia, sofrimento.

A gente está, não se sabe por quanto tempo, vivo.

Mas, de uma hora para outra o que está, estava, o que não estava, está.

Somos passageiros, passageiros da agonia, da felicidade, da esperança, do sentimento, do amor, do ser ser e do ser deixar de ser, quando o ser não mais estar.

Temporários, passageiros, viajantes, efêmeros, momentâneos.

Somos o que ainda não é e o que não é, mais ainda será.

Diante dessa condição, esse ser que não sabe quanto vai viver, não sabe quando vai morrer, só sabe que vai, e vive sem saber, não é dono de nada e não pode ser de nem dono de alguém.

A gente é tanta coisa pra tanta gente e pra outra tanta gente a gente nada é, as vezes nem gente.

Se fosse pra ser de algo, de alguma coisa, seríamos da natureza, da nossa natureza, que naturalmente não pertence e não possui.

A gente flutua, flutua nas transformações, nas relações, nas interações, nas transações, nas consistências, nas inconsistências, no ar, nas águas, não é de ninguém, ninguém nos tem, ninguém nos possui, somos instantes, momentos, somos sonhos, amor, amores, condicionados, sustentados pela materialidade imaterial do tempo.

Somos sementes, partes, metades, flores, cores, e as vezes até damos frutos, frutos que serão, de ninguém serão.

A gente pode até não ser de ninguém e ninguém da gente ser, mas quando está com alguém que está com a gente, esquece isso, se ilude, se acha completo, a gente tem dono, e alguém é dono da gente, da nossa emoção, do nosso coração, da nossa ação e reação, da nossa vida, a sensação é diferente, quando isso a gente sente, até gente se sente.



 As pessoas estão mais ocupadas naquilo que as outras falam e menos no que fazem.

Talvez, observar, o que fazem, as práticas, os hábitos, o comportamento sirvam para aclarar não só a percepção, mas a concepção, as características, a personalidade, a realidade.

Falam tanto de família, e o histórico é de separações, denúncias, desprezo, mal trato, perversidade.

Falam muito de Deus, mas liberam armas, munições, reforça o desejo de matar.

Derramam ódio, homenageiam assassinos, milicianos, bandidos.

Falam em pátria, mas atacam a constituição, desmerecem e perseguem os demais poderes.

Falam tanto de honestidade, mas roubam, racham, usam funcionários fantasmas, lavanderias, e o dinheiro vivo amealhado, sabe lá a origem, irrastreavel na compra de bens.

Desejam fake news, mentiras, para iludir, para enganar

Falam, falam, falam.

Falam o que não fazem e fazem o que não falam.


 Esgota, esgotado no esgoto esgota.


Leve, me leve, suporte, o ar.

O ar suporta, o leve, o pesado.

O vento, venta, aventa, possíveis, prováveis.

Sou agora, embora agora pode ser ontem, hoje, amanhã, agora é qualquer segundo, minuto, agora é toda hora.

Um instante, agora é agora, quando chega a hora.

Fácil vem depois do difícil, quando o saber.

Fácil, só é fácil quando se aprende, quando tem conhecimento.


 Ah se eu pudesse nascer novamente, se sobrasse uma nesga de memória, pressentimento, uma energia sobrenatural, eu faria muita coisa diferente.

Seria mais humano e menos descontente.

Saberia esperar o tempo responder as perguntas que ainda não sabia fazer.

Continuaria a agir com o coração, mais ainda, mais com ele.

Diria mais sim, muito menos não.

Se eu pudesse nascer novamente, procuraria mais compreender, mais aceitar, mais respeitar.

Andaria abraçado, de mãos dadas, sem vergonha, sem petulância, sem solidão.

Reconheceria, apresentaria e celebraria mais os amores, os afetos, os carinhos que recebi.

Não só reconheceria, também agradeceria e, com mais frequência, retribuiria.

Não ficaria tão inconformado com o que não deu certo, mas satisfeito com o que deu.

Não pediria tanto, aliás, não adianta muito.

Quereria menos e tudo que conseguisse agradeceria mais.

Não, não me entregaria a mediocridade, apenas transformaria a realidade com tudo o que percebi receber.

Mas, como isso é impossível, pelo menos improvável, só cabe o que me cabe, antes que essa vida acabe.


A gente sempre se preocupa, valoriza, esgota importância com o que quer.

Raramente com o que querem da gente...


quinta-feira, 22 de setembro de 2022

AMIGA

AMAR

AMOR 

AMIZADE

AM

É, já se passaram quatro anos.

É, rápido lá se vão quatro anos.

Sei, a gente já se ver antes, se encontrar nos corredores da vida, e às vezes, a mais tempo, estarmos no mesmo local, no mesmo bar.

Mas, se conhecer, se reconhecer, se achar e se descobrir nessa coisa, talvez maior que o nome, "eufemismo" de amor, tem mais ou menos quatro anos.

Sabe, antes disso, dessa condição, dessa troca, desse sentimento, desse consentimento, até podia te dar um parabéns, carinhoso, respeitoso e sincero. Mas, depois de embarcar nessa viagem de viver, compartilhar a experiência, receber o presente, me sinto completamente obrigado, não por obrigação, por reconhecimento, gratidão, prazer e, nunca é demais, amor, gritar muito obrigado.

Obviamente, também cabe o parabéns, votos de coisas boas, força, serenidade e sabedoria para assimilar, renascer e afrontar as vicissitudes quando não são.

Mais ainda, é gratificante poder mandar um beijo, dizer viva, desejar saúde, sorrisos, sonhos, sortidos, sortudos e, principalmente, saborosos…

Beijo no coração e - nunca é demais agradecer - obrigado minha amiga por entrar nessa coisa, confusão, chamada minha vida. Obrigado por deixar, permitir, me aproximar de você. Obrigado Gabi pela oportunidade de nascer, crescer, desenvolver essa coisa chamada amizade.


Amizade - do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar.





quarta-feira, 21 de setembro de 2022

A minha época é a que vivo.
É atual, é agora e depois do depois. Ela se renova a toda hora, não tem presente, só futuro passado.
É essa que se desenvolve enquanto vivemos.
Viver além de ser uma constante é aprendizado, atualização, adequação em processo, implica em sintonia com as modificações, transformações e ajustes dessa, sua, época.
Qualquer e todo apego a situações e condições pode ser compreensível, porém não pode ser desculpa para ignorar ou resistir as configurações da realidade, do cotidiano, do dia-a-dia.
É legítimo optar pelo conservadorismo, se achar e dizer ser conservador, viver no anacrinismo, desde que tudo aquilo que não for registro de progresso seja refutado.
Se a sua referência se dá na experiência vivida, por exemplo, das carroças, do lampião, da enciclopédia, por qual razão fazes uso de automóveis, de energia elétrica, de computadores?
É no mínimo incoerente, contraditório.
As épocas, sem excessão, são carregadas de marcas distintivas, que as caracteriza, distinguir e define, não é possível viver fora da sua época, mas se quiser tentar será necessário fugir dessa época, dessa sociedade, dessa "vida".
Diacronia/sinergia...

terça-feira, 20 de setembro de 2022

A gente pensa muito, geralmente, naquilo que sente necessidade.

No que falta, no que faz muita falta.

Penso, diariamente, no amor.

Penso, sinto, enfim, é curioso como acho ter tanto e o que tanto tenho falta, faz falta, faz muita falta.

Enfim, quero, queria, amar, preciso de amor.

E estava pensando, o que é o amor?

Já pensei em várias, inúmeras, respostas, mas nenhuma parece completa. Pelo menos não completamente.

Ultimamente pensei, com toda sinceridade, que o amor é uma oportunidade.

Oportunidade de dar significado a vida, de se sentir significante.

Oportunidade de colorir os dias cinzentos, nublados, e dar significado ao significado.

Tá aí. Pode não responder, não completamente, mas o amor é uma oportunidade de dar significado a gente.

Cada tempo tem os seus próprios moldes, formas, enformação.

Cada época produz os seus próprios templos, suas mentalidades, sua sociabilidade, sua condição humana e sua humanidade.

Seus palácios e seus castelos...

Num passado, recente, e ainda anacronicamente em alguns rincões, o machismo se confundia com masculinidade. Podia ser sinal de virilidade, de prestígio, um padrão a ser seguido.

O jogo da sedução não apenas permitia, mas quase obrigava a pegar no braço, puxar, roubar um beijo.

Ser agressivo, arrogante, grosso, grotesco, bruto, mal educado podia demonstrar charme, ser motivo de atração.

Por outro lado, ser delicado, educado punha em cheque a orientação sexual. Nesses tempos, pretéritos, primitivo, chorar era sinal de fraqueza, fragilidade, e as pessoas, sobretudo o homem, precisava ser forte. Era como ser fraterno, carinhoso, sensível fosse defeito, desvio…

Quem esperava era otário, quem pedia era...quem respeitava era lerdo... covarde, motivo de questionamento e de piadas, machistas, até de pessoas que eram tratadas com respeito e zelo… sinal de que, no linguajar popularizado, "não gostava da fruta".

As orientações sexuais, fora de um suposto padrão binário, eram negadas, discriminadas, perseguidas, desnaturalizadas, tratadas como distúrbios, doenças, e essas pessoas aberrações.

Há bem pouco tempo, não se admitia olhar adiante, cogitar possibilidades, distinções, diferentes, diversos, somente o provavel, no molde daquela forma, mereceria respeito.

Até bem pouco tempo, a crítica mais crítica foi a classificação de "politicamente correto" para tratamentos respeitosos as diferenças. Embora, tudo na pólis seja político, deveríamos aceitar a mudança dos tempos, aperfeiçoamentos, adequações, ajustes das conologias sociais e o óbvio, pessoas não são iguais. Na realidade, nenhuma forma, espécie, ser da natureza, natural, naturalmente não é igual, no máximo guardam semelhanças, portanto, se assemelham, são semelhantes.

Cada tempo produz o seu próprio tempo, e o tempo passado, com todas as suas peculiaridades, passou e será substituído, impreterivelmente, por um novo tempo a cortigir virtudes e defeitos, produzir suas próprias virtudes e defeitos que serão afinados por constantes ajustes, adequações e, naturalmente, substituídos pelas virtudes e defeitos de outro e sucessivo novo tempo.

Tudo muda o tempo todo no mundo, disse o poeta, o compositor, o popular, só o que não muda é esse eterno e constante estado de mudança.

Olha, não está errado dizer que a gente muda o mundo, por conta da nossa experiência, inquieta e insaciável, de viver. De se relacionar, conviver, descobrir, criar, inventar, transformar e se transformar enquanto vive e depois com o que a gente fez quando viveu. Mas, também, não está certo, por conta do mundo sempre mudar a gente através de todas as diversas respostas, ainda sem perguntas, que fornece para quem vive a experiência de viver, no mundo.

Não sei se é o mais certo ou errado, também não conseguirei saber, mas acho que a gente, toda gente, muda o mundo enquanto o mundo muda a gente e tudo, mundo na/da gente e gente do/no mundo, vira outra coisa sem deixar de ser o que naturalmente é.

A chave dessa resposta ainda não tem perguntas, ou dessa pergunta, ainda, não tem resposta, até podem ser, talvez seja, múltiplas e/ou não ser resposta ou pergunta.

O que muda o mundo, e a gente, é o encontro dá gente no mundo e o mundo de gente. Os encontros, as sinergias, as catalizes, as integrações, as desintegrações, as interações, ações e reações, transformações…

O mundo sem gente não faz sentido. Assim como na faria sentido gente sem mundo, sem as coisas do mundo, não há grandeza sem natureza. Nós somos o mundo e o mundo, lá no fundo, é nós, amarrações, junções, complementos, completude.

A chave não é combater as diferenças, as desigualdades, mas universalizar, garantir e permitir acessos das semelhanças. Em outras palavras, possibilitar oportunidades e respeitar todos semelhantes, reconhecer as semelhanças.

Como assina a natureza, no mundo natural nada é completamente igual, mas pode ser similar, semelhante.

O Estado, os Estados nacionais, invenção humana, artificial, tem como finalidade proteger, amparar, defender a individualidade dos indivíduos, desiguais, que com as suas contribuições, participações, interações forma um corpo, um mundo de gente, uma sociedade, o artifício e sentido de público, de todos, na forja do Estado.

O motor que move esse mundo e a gente que vive nesse mundo é movido pela transformação de possíveis em prováveis. Provável é um efêmero completamente dependente da descoberta sobre as infinitas possibilidades. Quase tudo é possível, num universo desconhecido de respostas as perguntas pertinentes são capazes de torna-las prováveis. Possível é a resposta para qual ainda não foi formulada a(s) pergunta(s). Para toda resposta não existe uma só pergunta e vice-versa.


Preclaro 

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

 Eu tive que aprender sozinho.

Aprender só, só aprender.

Eu era o que sou e não sabia o que era, acho que até hoje não sei.

Sempre fui moleque, imaturo, aventureiro, sempre arrisquei pois achava não ter nada a perder.

Só depois que perdi descobri que tinha, tinha tanto e hoje é que não tenho nada.

Acho que nunca mais vou ter alguma coisa, coisa alguma.

Perdi tudo o que tive e não dá para recuperar.

Não dá.

Não dá para recuperar o que se perde, principalmente aquilo que se perdeu por não saber que tinha.

Eu tinha tudo e hoje só tenho lembrança, saudade e muito arrependimento por aprender que tinha.

 As vezes usam, questionavelmente, a expressão: superou o mestre.

Não acho ser correto.

Na realidade o filho, o aprendiz, o aluno é, como todos, um ser diferente e, obviamente, pensa e faz coisas diferentes.

O aprendiz aproveita, como atalho, o que já foi descoberto, aprendido, ensinado e por já ter aquilo feito, realizado, faz o que seu mestre, seu professor, sua mãe e seu pai não pensaram, não quieram, não puderam ou não tiveram tempo para fazer.

Objetivamente, o processo é de sucessão, acumulação, são novas experiências e resultados que fornecerão bases a uma eterna cadeia de sucessão para o desenvolvimento de novas descobertas, através de experiências e resultados.

Podemos dizer o aprendiz jamais superar e sim suceder, acrescentar, adicionar, complementar, seguir possíveis sentidos, prováveis direções tendo como pano, como tela, aquilo aprendido, e ensinado, pelo mestre.

Para simplificar, de forma bem simples, o aprendiz põe temperos, cobre com chocolate, acrescenta outra estrofe, outro acorde, outra tonalidade, um parágrafo, um capítulo, observa do seu ponto de vista, da sua perspectiva, expectativas, atualiza, modifica sútil ou bruscamente a forma e assim, consequentemente, também o conteúdo, o resultado.

O mestre sempre será o mestre, a referência, a inspiração, o guia de iluminação, da imaginação, a raiz que transforma as energias ao caule que conduz a seiva e permite o milagre da flor.


 Mais que de terra a agricultura, qualquer cultura, precisa de umidade, precisa de água.

Quando se desmata não se mata somente a mata, mas nascentes, fontes, mananciais, córregos, ribeirões, rios, se disseca, elimina umidade, mata a água.


É significante, é significado.


"A raiva é mãe do medo, irmã da covardia" Chico Buarque - caravana.


Sinceramente, talvez esteja enganado completamente, pudesse até pensar diferente, mas na minha opinião racista não merece nem ser chamado de gente.


É muito óbvio, não é nenhuma novidade, também não é profundo, mas é fácil perceber.

Para tudo que não há explicação evoca-se o nome de Deus. E isso, embora seja, não chega a ser um grande problema. O problema, creio, é evocar o nome, a divindade, a energia mítica para não explicar o explicável e por na conta de Deus, dos deuses, das figuras e energias "sagradas" a responsabilidade.

Não, não foi Deus que quis assim.

Não, não é graças a Deus.

Todas as vezes que se põe na conta de um Deus suprimos a nossa diminuímos o nosso esforço, a nossa dedicação, o nosso talento, competência, aprendizado. Se, por um lado, pode também não ser um problema, apesar de ser e demover responsabilidades dos competentes, por outro retira a responsabilidade, a obrigações, o dever, por incompetência ou, pior ainda, por negligência/maldade/arrivismo dos culpados.

Deus é e pode ser a resposta para os crentes, mas não pode servir de escudo, bengala, desculpas para os aproveitadores.

Enquanto ignorar for a receita dos poderosos para a manipulação não seremos apenas ignorantes, despossuídos, miseráveis, mas escravizados a serviço da elite, dos ladrões, dos ricos...

A religião, há séculos, toma tudo e finge conceder, nada, migalhas. A fé, a crença, a religiosidade não pode ser tomada como uma grande caixa registradora, máquina de roubar dinheiro, potente droga, fonte de vício. Por isso a primeira coisa é falar por ti, te fazer repetir, tomar a sua palavra, o teu seu pensamento, o seu agir...e, óbvio, te controlar, te fazer ignorar e acreditar que é correto dar, trocar, material por imaterial, até não receber essa recompensa. Pois você precisa doar incessantemente, fazer apostas, como num jogo.

E como nada explica, de todas as sementes que semeou, com tantas probabilidades, se atribui a germinação a alcunha de graça, milagre, benção… pensa, se você ninguém semear pode uma semente germinar?

Talvez existam milagres, mágicas, mas as dádiva divinais sobrevivem até o momento que não sejam explicáveis. Tipo o ser, enquanto não se saber quem plantou essa semente e porquê!





sexta-feira, 16 de setembro de 2022

As vezes eu tenho a sensação de não saber mais sonhar.

De não saber, desaprender, de não poder, de não conseguir, de ser proibido de sonhar.

Nesses momentos parece que o sonho, como tudo na vida, tem prazo de validade.

O tempo passou, a fábrica de sonho desandou, o sonho estragou, já não tenho muito tempo, nem capacidade de sonhar.

As vezes até tento, penso, insisto, mas logo a realidade traz de volta, desperta, acende a luz das limitações.

Pra sonhar é preciso uma porção, generosa, de ilusão, de esperança, de fantasia, não ter limites, de alucinação.

Pra sonhar não é preciso saber, mas acreditar na imaginação, que é possível, sobretudo, o improvável.

Quando a gente pisa o chão, racionalmente…

Eu sinto saudade, e pensar todo dia, toda hora, a cada segundo...pra simplicar, meu pensamento só pensa em você...

A natureza faz a gente de gente.

De dois, de três, de quatro, cinco, seis, dezenas, centenas, milhares, de indivíduos, de diferentes.

A gente, antes de ser gente, sem saber se gente vai ser, muito menos que sexo vai ter, já é amado muito antes de nascer.

Depois que nasce, mesmo antes de crescer, de aprender a falar, a andar, a olhar, aprende sem saber a amar.

A gente ama a mulher e o homem, as mulheres, os homens.

Ama Gente grande, gente pequena, gente preta, gente branca, gente amarela, gente parda, gente morena.

A gente ama gente.

Mãe, paí, avó, avô, tia, tio, irmã, irmão, prima, primo, amigos, amigas... A gente ama tanta gente, e para esse amor é tudo igual e é diferente.

A gente ama gente.

E gente, mulher e homem, mulheres e homens, mesmo sem saber o que a gente vai ser, nos ama também.

E a gente cresce, aprendendo a amar essa amores, amando toda gente que há.

Não tenho certeza, mas pelo que desde cedo aprendi, amar não é pecado.

Muito pelo contrário, acho que pecado é não aprender e nunca saber amar.

Eu aprendi a amar mulher e homem, homem e mulher, isso me define, eu amo quem o meu amor amar.

E se sempre foi assim, e assim sempre será, por qual razão insistem no desamor, na crueldade, no desrespeito, em recriminar homem que ama outro homem e mulher que ama outra mulher, e tentam desorientar a orientação de quem é somente o que é, gente, ser, humano, indivíduo, distinto, diferente, diverso, plural, semelhante?


Meu coração não escolhe quem amar, homem ou mulher, gay, lésbica, btqi..., ….ele simplesmente ama...ama gente 



Ah se eu pudesse.
Mudaria minha vida, faria ela ser bem diferente.
Tiraria o sofrimento, tiraria as dores, tudo o que acho errado, injusto…

Mas, será que uma vida tão perfeita seria perfeita sem...?

E se eu, não o destino, pintasse a minha tela, mudaria meu destino, faria algo diferente nessa vida da gente?

Hoje eu não lembrei de uma música pra você ouvir.
Até tentei, mas faltou inspiração, faltou vontade de dizer, faltou tudo, mas não faltou o pensar em você…

Prisioneiro de mim mesmo…
Não existe vontade de chorar, é justamente o contrário…
Nao se chora por vontade, talvez por necessidade…
A tristeza consome a calmaria, logo depois de devorar a alegria.
Apesar de não querer, o choro invade, ganha corpo, mistura vazio e saudade…
Se chora por dor, sofrimento, pela emoção, por amores, até por felicidade, é verdade, mas chorar não é legal, acontece quando vence a resistência e expõe a nossa fragilidade…
Acho que alguém pode até encontrar algo de bom no choro, mas, sinceramente, com esse alguém não faço coro.
Talvez as lágrimas possam molhar uma semente e ela germinar, mas choro, chorado, chorão, raramente, deixa de anunciar o fim de uma historia, o início de um terminar...ou de um acabar...


A memória desbota, perde as cores, os tons, deixa de ouvir ecos, os sons, os tons, de sentir odores, os cheiros, aromas…
O registro, o documento... conserva..

Minha família não anda armada.
Minha resolve na conversa, sem porrada, nunca na bala.
Minha família não anda na manada, não abre a porteira, e na canetada deixa passar a boiada.
Minha família não dá canelada, não pede emprestado, é de gente vacinada, se não é completamente de bem, de mal também não é, ninguém virou jacaré.
Minha família age com o coração, com a lei, com a razão, acata a constituição, não tem político, nem psicopatético, muito menos ladrão.
Não tem fábrica de chocolate, nem laranjal, ou mansão, também não faz rachadinha nem rachadão, ô cara de pau isso é corrupção.
Gado...safado 
Minha família sabe, na realidade, a palavra que mais fácil sai da boca dos safados, vagabundos, larápios, salafrários, corruptos, criminosos, mentirosos é, é, é...
"É mentira Terta?"
Verdade!

Chega de fascismo, de racismo, de machismo, de psicopatetismo, de intolerância, de ignorância, de familicia, de Rachadinha...

Filha do medo, a raiva é mãe da covardia.


sábado, 3 de setembro de 2022

 O Outro


O Outro só é importante para um Outro que se importa com o Outro.

Esse Outro encontra no Outro o que precisa, não aquilo que sacia a necessidade que é insaciável, mas aquilo que o completa.

Como são tantas as necessidades, várias as precisões, o Outro sabe que o Outro devolve o tanto quanto ele pode dar.

E essa relação recíproca o faz encontrar sentido, dar vazão a qualidade da sua razão.

Dá somente o que pode retribuir.

Devolve todo amor que reconhece receber e na medida exata que pode amar sabe entregar. 

O Outro complementa o Outro.

Um do Outro não é inteiro, tampouco metade, apenas parte.

É até uma parte que parte para encontrar Outra parte.


Viver se parece com catar amoras, acho tantas outras coisas também, a gente olha e vai pegar o que vê e quando toca, pra colher, por conta da perspectiva, algumas se escondem e aparecem outras, aumentando e diminuindo as expectativas.

Aparece o que não se vê e desaparece o que se viu.

Algumas são fáceis de pegar, outras, difíceis, carecem de um certo esforço.

Mas todas, como respostas, estão lá, precisa perguntar, olhar, mudar o foco, se afastar, se aproximar para poder pegar.

Elas não se escondem, mas também não se mostram, estão presentes, dadas, dispostas, assim como respostas, possíveis, esperando, passíveis, a pergunta.

Depende, como já dito, do lugar do olhar, do se pode enxergar, e a gente só consegue ver se ampliar o raio de visão, o campo de opção, as possibilidades de perceber.

O Outro


O Outro só é importante para um Outro que se importa com o Outro.

Esse Outro encontra no Outro o que precisa, não aquilo que sacia uma necessidade, já que essa é insaciável, mas é aquilo que completa.

Como são tantas as necessidades, várias precisões, o Outro sabe, e não precisa, que o Outro devolve o tanto quanto ele pode dar.

E essa relação, recíproca, solidária, complementar faz o outro no outro encontrar sentido, dar razão a qualidade da sua razão.

Da somente tudo o que pode retribuir.

Devolve todo amor que reconhece receber, e mesmo sem reconhecer, na medida exata ama porque pode amar e saber entregar. 

O Outro é o faz o Outro inteiro.

É quando o inteiro é inteiro por inteiro, e nunca foi metade.

Um do Outro não é inteiro, tampouco metade, apenas parte.

Partes que quando se encontram ampliam, dão significado, originam outra dimensão.

É até parte que parte, parte que fica, parte que não reparte mas encontra Outra parte.


Viver se parece com catar amoras, acho tantas outras coisas também, a gente olha e vai pegar o que vê e quando toca, pra colher, por conta da perspectiva, algumas se escondem e aparecem outras, aumentando e diminuindo as expectativas.

Aparece o que não se vê e desaparece o que se viu.

Algumas são fáceis de pegar, outras, difíceis, carecem de um certo esforço.

Mas todas, como respostas, estão lá, precisa perguntar, olhar, mudar o foco, se afastar, se aproximar para poder pegar.

Elas não se escondem, mas também não se mostram, estão presentes, dadas, dispostas, assim como respostas, possíveis, esperando, passíveis, a pergunta.

Depende, como já dito, do lugar do olhar, do se pode enxergar, e a gente só consegue ver se ampliar o raio de visão, o campo de opção, as possibilidades de perceber.



O Outro


O Outro só é importante para um Outro que se importa com o Outro.

Esse Outro encontra no Outro o que precisa, não aquilo que sacia uma necessidade, já que essa é insaciável, mas é aquilo que completa.

Como são tantas as necessidades, várias precisões, o Outro sabe, e não precisa, que o Outro devolve o tanto quanto ele pode dar.

E essa relação, recíproca, solidária, complementar faz o outro no outro encontrar sentido, dar razão a qualidade da sua razão.

Da somente tudo o que pode retribuir.

Devolve todo amor que reconhece receber, e mesmo sem reconhecer, na medida exata ama porque pode amar e saber entregar. 

O Outro é o faz o Outro inteiro.

É quando o inteiro é inteiro por inteiro, e nunca foi metade.

Um do Outro não é inteiro, tampouco metade, apenas parte.

Partes que quando se encontram ampliam, dão significado, originam outra dimensão.

É até parte que parte, parte que fica, parte que não reparte mas encontra Outra parte.


Viver se parece com catar amoras, acho tantas outras coisas também, a gente olha e vai pegar o que vê e quando toca, pra colher, por conta da perspectiva, algumas se escondem e aparecem outras, aumentando e diminuindo as expectativas.

Aparece o que não se vê e desaparece o que se viu.

Algumas são fáceis de pegar, outras, difíceis, carecem de um certo esforço.

Mas todas, como respostas, estão lá, precisa perguntar, olhar, mudar o foco, se afastar, se aproximar para poder pegar.

Elas não se escondem, mas também não se mostram, estão presentes, dadas, dispostas, assim como respostas, possíveis, esperando, passíveis, a pergunta.

Depende, como já dito, do lugar do olhar, do se pode enxergar, e a gente só consegue ver se ampliar o raio de visão, o campo de opção, as possibilidades de perceber.









A natureza faz a gente de gente.

De dois, de três, de quatro, cinco, seis, dezenas, centenas, milhares, de indivíduos, de diferentes.

A gente, antes de ser gente, sem saber se gente vai ser, muito menos que sexo vai ter, já é amado muito antes de nascer.

Depois que nasce, mesmo antes de crescer, de aprender a falar, a andar, a olhar, aprende sem saber a amar.

A gente ama a mulher e o homem, as mulheres, os homens.

Ama Gente grande, gente pequena, gente preta, gente branca, gente amarela, gente parda, gente morena.

A gente ama gente.

Mãe, paí, avó, avô, tia, tio, irmã, irmão, prima, primo, amigos, amigas... A gente ama tanta gente, e para esse amor é tudo igual e é diferente.

A gente ama gente.

E gente, mulher e homem, mulheres e homens, mesmo sem saber o que a gente vai ser, nos ama também.

E a gente cresce, aprendendo a amar essa amores, amando toda gente que há.

Não tenho certeza, mas pelo que desde cedo aprendi, amar não é pecado.

Muito pelo contrário, acho que pecado é não aprender e nunca saber amar.

Eu aprendi a amar mulher e homem, homem e mulher, isso me define, eu amo quem o meu amor amar.

E se sempre foi assim, e assim sempre será, por qual razão insistem no desamor, na crueldade, no desrespeito, em recriminar homem que ama outro homem e mulher que ama outra mulher, e tentam desorientar a orientação de quem é somente o que é, gente, ser, humano, indivíduo, distinto, diferente, diverso, plural, semelhante?


Meu coração não escolhe quem amar, mulher, homem, gay, lésbica, btqi+, ….ele simplesmente ama...ama gente, ama animais, ama flora, ama a vida, ama a natureza... aliás, amar é a nossa natureza.

A gente ama...

Até o que parece feio, quando a gente ama descobre, revela, estampa a sua beleza...



sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Ahh se eu pudesse!!!
Se eu pudesse fazer alguma coisa diferente, diferente do que fiz nessa vida, sei bem o que faria.
Tentaria ser um filho melhor para minha mãe. Mãe que me deu vida, que me deu a vida e me fez viver.
Nada muito difícil, apenas não diria não e para tudo sempre sim.
Sim até para o que achava desnecessário, exagerado, desperdício, extravagância.
Aceitaria os presentes que ela queria me dar, e não diria não precisa, assim deixaria ela sentir o prazer de fazer o que gostaria.
Aceitaria todos os carinhos, elogiaria mais, reconheceria ainda mais o meu amor por ela e dela por mim.
Acho que assim seria um filho melhor.
Talvez eu tenha sido um bom filho, mas poderia ser ótimo, excelente e fazê-la ainda mais orgulhosa, satisfeita, realizada, reconhecida.
Mãe a senhora sempre foi muito amada, mas eu poderia poderia dizer, repetir, mostrar mais o quanto "eu te amo".
Sei que disse muitas vezes, com palavras, com gestos, com carinhos, com nossa intimidade, com a nossa ligação espacial, conexão mediúnica, mas...acho que amor nunca é demais.
Minha mãe, minha amiga, minha alma, te amo, te amei e enquanto tiver essa vida que você me deu vou te amar.
Obrigado e desculpe, desculpe mil vezes, por não te dizer tudo que deveria insistentemente dizer...
Se eu pudesse, se tivesse outra oportunidade, isso eu faria diferente.