Todos podem alterar, corrigir, reescrever. Apenas conserve a versão anterior e publique a sua. Não esqueça de incorporar seu nome. Resgatar o tempo perdido, usar a ciência como ferramenta, despertar para o renascimento, fornecer opções para preservação do meio.
quarta-feira, 19 de julho de 2023
Bebi até a última gota que havia na minha garrafa de alegria.
Quando acabou não sabia mais o que, nem se algo tinha.
Ainda não sei, quando acabou, em que se transformou o que sobrou.
Mesmo, aparente, a garrafa não ficou vazia, só, aparentemente, nada restava.
Mas como é o que ninguém cria, nem pode destruir, a garrafa antes cheia, de alegria, teve o seu espaço ocupado por outra energia.
E o corpo, outro recipiente do ingrediente, agora cheio do que antes não havia, ainda espera esse algo transformar e se transformar.
Alguma alegria, ser transportada por para outros recipientes, outros corpos, pois é, poisé, energia.
Nem sei se se transforma, talvez so mente, somente, se mente, mude de lugar, troque de copo, de garrafa, de recipiente, de corpo e siga a outro lugar, isso é trans portar.
Existe transformação se tudo ficar no mesmo lugar, é possível trans portar?
As pessoas parecem não querer saber o que significa.
Na realidade, na maioria das vezes elas, inconscientemente, não dão importância aos significados.
Sabe, as pessoas não sabem o que significa, principalmente, por realmente não saberem o que significa.
Por desaprender a valorizar os significados.
A gente só descobre que precisava saber o que significa quando não dá mais para significar os significados. É quando eles começaram realmente a significar.
domingo, 16 de julho de 2023
Não existe nada de diferente entre seres humanos, aliás somos assim classificados, seres humanos.
Todo o funcionamento desse organismo e qualquer órgão, sangue…conforme a tipologia e padrões são comuns.
Não existe diferença, mas diversidade, somos diversos, completamente diversificados, nada natural é exatamente igual, portanto, se nada é igual como pode ser diferente?
Parece esquisito, paradoxal, mas só é possível admitir diferenças entre iguais…
Qual a diferença???
E se houvesse o ser perfeito, o impossível possível, nós, no alto da nossa perfeita imperfeição, procurariamos exaustiva e principalmente por possíveis imperfeições.
Indeléveis…aplicariamos todo o nosso conhecimento e preconceito na busca de prováveis incompreensões, apenas para auferir/conferir qualquer alguma semelhança.
Selexcia
Não existe verdade, pelo menos absoluta, pois tudo é relativo, determinado por perspectivas e, principalmente, expectativas. Em todo e qualquer fato, mesmo em situações isoladas com apenas um sujeito, o evento possui ao menos um ponto de observação, referência e incontáveis outros não percebidos. A verdade, se houvesse, seria a totalidade, completa, na íntegra, sem pontos cegos, invisíveis, desapercebidos, negando a possibilidade de questionamentos por outrem.
Portanto, obviamente também não existe mentira, apenas diferentes perspectivas, expectativas, realidades, compreensões…
Para tudo, por mais absurda, desaprovada, ilegal e imoral, de acordo com a mentalidade da época, existe ao menos duas explicações, as vezes três, uma que afirma, outra a questionar e ainda outra a ponderar, todas determinadas por juízos e valores.
História é o que acontece agora, temperada, no futuro.
Em outras palavras, a partir do ponto futuro, não do passado, mas da perspectiva e da expectativa distanciada do tempo, presente, o da execução.
Para que serve?
Dentre outras justificativas, teorias, respostas, afirmo servir para desenvolver o raciocínio, o pensar…
Por um viés muito simplista, é aquilo que, apesar de todos os protocolos e registros, precisa ser contado.
No dia 2 de setembro de 2019 o fogo ardeu e queimou o Museu Nacional. Em meio a notícias, cobertura jornalísticas, enquanto as chamas ardiam o conjunto arquitetônico e o acervo nele guardado eram transformados. Simultaneamente as histórias de pessoas que emocionados, tristes e chocadas, eram arremetidas a outra dimensão. Saiam, mesmo sem saber, do status de funcionários, pesquisadores, socorristas, para a imortalidade de personagens históricos. Nenhuma energia pode ser criada ou destruída, mais que listar o nome dos que trabalham e, no futuro, trabalharam na restauração, reconstrução, ou manutenção da estrutura física, se faz imperioso registrar a experiência, histórica, transformadora.
O Museu não mais será o que era, na realidade nunca foi ou é, continua e continuará sendo o resultado de seres em transformação, cujos destinos e funções é da metamorfose.
Por isso virou violão, violino, virou poesia, virou canção, virou teses, artigos, matérias, campanhas, doações, emoção e contribuição, a vida de pessoas, cooperação, virou e sua missão é virar…
É fundamental lembrar, para quem duvida desse processo transformador, da chácara construída por… que se transformou através da doação em acomodação/casa da família reinó em 180…depois em palácio imperial, em 1822…depois em Museu Nacional, escola, centro acadêmico…Na realidade transforma e se transforma, transforma as vidas das pessoas que se transformaram, estudantes em pesquisadores, em professores, em doutores… energias acumuladas, compartilhadas, doadas e recebidas…
Aliás, o prédio, o corpo, só encontra significados ao permitir significar para seres que a impregna com as suas existências a existência com vida, por isso o museu vive, e viverá enquanto vida houver a partilhar energias…camadas de significados…
O ser inanimado tem um estado anímico alimentado pela…
Como é possível negar as almas, emoções, lágrimas, sorrisos, prazeres incorporados em paredes, cinzas, chamuscadas, nos móveis, utensílios, relíquias… não precisa ser fênix, dizer renascer, aliás o processo é similar, como disse o poeta .. a morte da lagarta se chama borboleta…
Cinza, madeira, cimento, cal, galagala, barro, pó…poeira, sentimento e emoção…
Aliás, história é o exercício de registrar e contar o que precisa ser lembrado, não consegue, pela importância para alguém, cair no esquecimento, ou melhor, recordar, re-cordis, que significa voltar a passar pelo coração…
E assim, não se reconstrói, mas dá continuidade a transformação de um patrimônio público.
Logo após o fogo ser controlado, corações, corpos e cérebros cansados, em meio ao rescaldo, talvez deles mesmo, continuaram a trabalhar. As suas funções, talvez as mesmas, tiveram as rotinas alteradas, muitas pessoas acumulando outras preocupações, além das habituais, e sendo obrigadas a aprender o que jamais imaginaram ser preciso aprender.
Começaram a contabilizar, friamente, não só os prejuízos, mas as perdas que sempre são irreparáveis, o que em meio ao que achavam ser perdido poderia e como poderia ser recuperar, restaurar, além de projetar as possíveis e prováveis novas faces do museu. Idéias, sugestões…
Pontuar os projetos, discussões.
Numa reportagem, sobre as mulheres, algumas delas, foram proferidas as seguintes frases, expressões, sentimentos…
Pensar em depoimentos
Em relação ao primeiro inventário… acervo pedido, recuperado…
Num segundo momento…
As somas necessárias… orçamentos…
Doações…
Entidades que participam…
Anônimos…
Iniciativas…eventos…
Amigos do museu…apoios…
Contas na cgu…
Previsões…
Imagens…
Pessoas/trabalhadores…modeladores, escultores…
Desfecho…
O fogo ao invés da primeira percepção, a da destruição, acendeu a chama da transformação. O Museu Nacional, limitado ao acesso, ao toque e a presença de alguns, limitado a dimensão do Rio de janeiro, majoritariamente, se projeta a um processo de internacionalização, ao alcance Mundial, universal…
Ampliação, estendida, majorada…espectro, radiação…irradia…
Palavras são precisas apenas para coisas, para o que não são traem, criam armadilhas.
Muitas vezes nos vemos despreparados pelo efeito das palavras, que dependem tanto de quem pensa e as usam quanto daquele que as recebe e pensa. Muitas vezes dizemos: não foi isso que eu quis dizer. Caiu na armadilha.
Nem sempre se sabe o que dizer, por mais querer, a palavra não descreve sentimentos e, por inúmeras vezes, arrasta a compreensão do que se quer entender.
A palavra só é eficiente em comunicar quando percorre a intimidade, o conhecimento, a vida de ambos, ambíguas, peculiaridades, ainda assim, não desarma armadilhas pois está vinculada a, no mínimo, às expectativas, distintas, diversas, particulares e individuais. Nunca é possível saber se o que se diz será compreendido como se quiz dizer.
Não adianta pensar bem, exaustivamente, a palavra dita, ou não, percorre caminhos e chega como se quer receber. A palavra tem remetente, tem destinatário, acerta, mas não prescinde causar efeitos no itinerário, ou no destino final.
Por isso há tantos ruídos, tantas exclamações, tantos julgamentos, tanta condenação.
A palavra pode e causa danos, irreversíveis, nunca será possível medir seus efeitos destrutivos, construtivos, transformadores…
Várias vezes ouvi pessoas dizerem que queriam mudar o mundo, mesmo sem se darem conta que elas estão mudando.
Ouvi, inúmeras vezes, pessoas dizerem que gostariam de mudar a si mesmas, serem melhores, não tenho opinião formada quanto a isso.
Eu nunca pensei em mudar o mundo, pelo contrário, também não pensei em mudar as pessoas, muito pelo contrário.
Sequer pretendo ser melhor, acho impossível, e acho que só conseguiria não ser o que seria, não ser o que sou.
Não sei se estou errado, mas acho perceber o mundo, e isso é aprendizado, através das suas múltiplas faces, por meio de "óculos" que descobrem e enxergam a diversidade.
Se pudesse dizer algo, objetivo, diria para todas as pessoas continuarem a serem plurais e diversas, ímpares, e a permitir encontros, combinações, interseções de suas subjetividades, objetivadas, únicas com as exclusivas das outras pessoas.
Acho assim não mudarmos o mundo, nem a nós mesmos, mas ouvir, ver, assinar, permitir, respeitar e compor harmonias, fundamentais, para o viver as nossas vidas.
sábado, 8 de julho de 2023
A grande ilusão do ser humano é pensar que pode mudar o vai acontecer.
As escolhas, as modify, as transformações vão acontecer do mesmo jeito, como era pra ser.
Mesmo com interferências humanas elas continuam a ser da mesma maneira.
E se previssenos o futuro, ainda nada poderíamos fazer.
E se o fizéssemos, se achassemos que o fizemos, ele se transformaria num outro futuro, que se pudessemos mudar novamente seria transformado e assim sucessivamente, sem chegar a qualquer mudança, só ficaríamos presos num looping limitado pelo nosso poder de alterar, mas limitado pela nossa curta existência, sem surpresas, sem dificuldades, sem necessidade de atravessar o portal, até chegar ao fim e acontecer o que já estava determinado, sem ou por saber o que de fato iria acontecer.
E pra quê saber do passado?
Não podemos evitar as sucessões, os erros e acertos continuam a se repetir, não é possível evita-los…
Conteúdo, história…argumento, desculpa, sei lá…o passado só serve para fazer sentido ao existir…o passado só conta os passos, sem dúvidas irá se repetir, com nova roupa, com outras tonalidades, em outro ritmo, com os mesmos significados.
Talvez não houvesse transformação…e o devir, qual é o étimo???
Viver é cíclico, começa ao nascer e leva até a morte…
As vezes parece estarmos pendurado num barranco, e quando aconteceu eu vi a queda, só me preocupei em não machucar ninguém…vi o carro arrebentado, me vi no hospital, todo quebrado, não achei que iria morrer…mas chegou gente, gentil, esforçados, generosos, preocupados, me tiraram daquela condição…não estava frágil, não estava com medo, apenas não sabia o que fazer…acho que ainda estaria lá, pendurado, se ninguém aparecesse, preocupado em não machucar alguém…
Talvez não, estava ligando para a seguradora, ia pedir socorro, um reboque…só não sei como iriam chegar no lugar que estava, não sabia o endereço, não sei se conseguiria passar a localização…e se pudesse será que chegariam antes de eu cair???
Enfim, o que aconteceu tinha que acontecer exatament
e como foi…
Até queria dizer, lembrei de você, poderia ser, se fosse feita de lembrar ao invés de não esquecer…
Eu queria dizer, lembrei de você.
Mas não é verdade, até poderia ser, se fosse feita de lembrar ao invés de não esquecer.
As vezes eu acho que viajei, que fui aonde jamais pisei, senti ou vi.
Isso acontece quando acho as pessoas me levam aos lugares que eu nunca fui e jamais irei.
É muita pretensão, mas se elas lembram de mim, onde estão, suponho estar noutra dimensão, noutro estágio de ser.
Sei, é muita teoria da relatividade, mas não existe limites somente para a imaginação, para o sentimento, para a emoção, para a vontade de não estar, de apenas ser.
As vezes eu viajo, o pensamento me leva, mesmo sem saber, bem longe estou bem perto, estou em você.
Arte star
Artista
etimologia
Você é o mar onde quero mergulhar.
Penetrar no teu desejo, nas águas suas me molhar.
Você é o mar em que quero navegar, me perder na tua superfície, no teu profundo me encontrar.
Você é o mar onde quero me afogar, no teu ser naufragar.
Tem coisas que não são feitas para dizer, mesmo assim, acho que nunca mais vou te ver…
de você eu vou ver…
Que tá tudo bem…que pra mim tá tu
do bem…
Bom dia tia…tava lembrando, mamãe sempre contava, ente inúmeras histórias, a senhora me chamar de bobo. Que numa conversa com a senhora e a tia Silvia, você sugeriu, "educadamente", não chamar de Silvio José, mas Cesar…desde pequeno lembro ela contar muitas histórias, ela nunca ficou distante de vocês, embora estivéssemos longe, e nunca deixou a gente distante também. Contava quando e como a vida dela encontrou com as suas e virou as nossas, essa coisa mágica de gente que aprende a amar gente. Contava as histórias com a vovó, tia Vanda, sobre o vô João, da tia Fátima, sobre vocês, tio João, até sobre o Joli e veludo. Os passeios, os trabalhos, as aventuras, os carnavais, as roupas, esse encontro de irmãs, enfim essa coisa mágica que é achar vida em outras vidas… beijo tia…
O limite do humor é o sorriso, a risada, a graça…
Alguns comportamentos e pensamentos , anacrônicos, simplesmente não são e nunca foram engraçados, só insensíveis idiotes conseguem rir de peculiaridades do outro.
Preconceito, discriminação e desrespeito não são engraçados, pelo contrário, são maldosos, cruéis, tristes, desgraçados, sem graça.
A imagem recorrente em minha mente é de uma criança perdida, um garoto, e essa pessoa sou eu.
Invariavelmente me vejo, me sinto, sempre me achei perdido.
Perdido nesse mundo, perdido nessa vida, onde não me acho, para onde ir, aonde vou, nunca sei, acho que me sinto perdido porque nunca me encontrei.
É Vinícius, você é culpado.
Culpado por seguir as regras e desde pequeno contrariar a lógica, a anacrônica e perversa lógica, para superar limites e obstáculos.
Vini, você é muito culpado, por driblar as adversidades, por ser talentoso e bem sucedido.
Você é culpado por deixar para trás quem te persegue, quem dá botinadas, quem tenta impedir a arte, o preparo, a competência.
Vinícius Jesus Jr, você é culpado por ser humano, cobrar humanidade de desumanos, e tentar fazer o maior gol da sua, ainda curta, carreira contra um bando de animais tristes, racistas, que não sabem de nada.
Só quem teve furtada a árvore genealógica, perdeu a referência do lugar de origem, o sobrenome, sofre incansavelmente a chibata, o chicote e o açoite, material e simbólico, pode saber o quanto você é culpado.
Por ser culpado, muito culpado, não merece só a compreensão e o carinho, mas também todo respeito.
A ignorância, associada ao desconhecimento e a falsa ideia de supostas superioridades raciais, é responsável pelas maiores tragédias da humanidade, por massacres, perseguições e exploração. Erigiu as estruturas do nazismo, do fascismo e de todos os fundamentalismos. Passou da hora de percebermos que não somos iguais, também não somos diferentes, o sangue que corre em todas as veias é vermelho, é vermelho o sangue que corre no corpo de todos os seres humanos, independente das cores das peles. Reitero, não somos iguais, pois nada natural é igual, e não somos diferentes, mas diversos e semelhantes.
Não adianta dizer, nenhuma palavra consegue tocar um sentimento?
Nem todas as palavras, misturadas, organizadas, pensadas, inspiradas, desesperadas são capazes de traduzir o que se sente.
Exatamente,ninguém sente o que sinto.
Não tem tradução para emoção, nem pra sentimento, que só faz sentido quando sentido.
Só agente consegue entender, minimamente, o que sente e sabe ninguém ser capaz de sentir o que a gente sente.
Só a gente, exatamente, sabe como é, e até a gente as vezes nem entende.
Só sabe que nasce de repete, sem querer, ou querendo sem saber, que cresce pelo que olha, pelo que vê com olhos, cheiros, ouvidos, mãos e coração, pelo querer na alma da gente.
É prazer e sofrimento, esperança e dor, numa tentativa, sofismavel, insuficiente, de tentar explicar o que não se entende, a gente diz que é amor.
Mas nem a palavra mais bonita comporta tudo o que é, ou o que se acha ser.
Ser, é isso que é, e por ser o que é, é que não adianta dizer, se no teu ser não é, não pode ser.
Só posso dizer que, muito pelo contrário, não é sem querer.
Secreto, discreto, esperando você voltar, chegar…
A tristeza não é lugar recente, embora ultimamente, com mais frequência, eu não tenha motivos para sorrir.
Sempre foi assim, a tristeza sempre assombrou o meu caminho, mora em mim.
É, eu sou triste e ainda me entristeço.
Alguns dias, como hoje, eu fico mais triste.
Deve ser porquê, há tempos, eu não sinto alegria.
As vezes penso que essa agonia, essa falta de vontade, esse momento perdido, alguma coisa ruim anuncia.
Na verdade eu tenho medo, muitas vezes quando esse sentimento invade meu ser algo estranho, alguma tragédia, não demora acontecer.
Quase sempre eu choro, sinto vontade de chorar, momento antes da notícia, do motivo da tristeza, chegar.
Parece uma anunciação.
A realidade é que eu estou ainda mais triste do que era, do que fui.
O fracasso, a tristeza, não permite nenhuma decepção, pois eu sei que não é pra ser, e nada de bom vai acontecer.
Ainda assim, tenho muito medo de perder o que não tenho, o que não tive nunca vivi, nunca vou ter e viver.
Nessas horas, nessas que são ainda mais tristes que a tristeza natural, normal, sinto mais vontade de sumir, de partir, mas ainda assim, um rasgo de esperança diz, lá de longe, bem fraquinho, vindo do fundo, bem baixinho, que ainda devo persistir.
Parar e esperar o que sei, acho, nunca irá acontecer…me deito com a tristeza, só com ela, e sei que será a única companhia quando acordar, mas não posso desistir de esperar, já sei, não vai acontecer, mas não consigo desligar, nunca esqueço de lembrar.
E se acontecer alguma coisa ruim, uma hora irá acontecer, nada posso fazer.
Hoje estou muito triste e com muito medo, tomara não chegar nenhuma notícia de algo ruim com alguém que amo, mas nada posso fazer.
Por isso, vou ficar quieto e chorar no meu tempo, no meu momento…
Talvez por você não ser o bem do seu bem…
A dor nunca passa, a gente só absorve, assimila, não se acostuma, convive sem aprender a com ela conviver..
Entende que, certo modo, ela não passa, só passa a ser parte da gente.
E assim a gente se transforma, sem se modificar, a dor insuportável se conserva e, até se transforma, as vezes em algo que o ser transformado consegue, pensar, suportar...
A gente, como a dor, nunca deixa de ser o que era, só o que será, apenas é o que é com mais ingrediente, órgão, sentido, emoção e/ou sentimento.
Não dá para entender essa dor, também não dá para não sentir, e só se sabe esperar, até des esperar ...
De repente, a qualquer momento ela vai doer, e dói porque tá dentro, faz parte, parte dentro de um eu, que passou a ser o que é você.
Se é bom ou ruim, se é ruim e bom, não se sabe dizer.
As vezes dói muito, dói tanto que não parece conseguir aguentar, mas se sente sabe ser e estar, ainda vivo.
Talvez seja isso, só estando vivo pode se sentir dor, e a gente só sente essa dor que é dor, e dói demais mesmo sem doer, mas dói em algum lugar, por reconhecer quando não acertou, por sentir amor e, felizmente, poder estar vivo e descobrir aprender a
amar.
O que que eu vou dizer de você?
De você, o que que eu vou dizer?
Eu vou dizer que você é linda,
Mas isso todo mundo sabe,
Você é Monalisa.
É obra de arte, minha melhor parte, não é prima, mas dona, do meu renascimento.
Saudade é máquina do tempo, traz a tona a emoção, faz sentir um sentimento.
Não dá pra se perder antes de se achar.
Eu ando por aí, não sei a hora, a direção, nem o lugar.
Sem você é tudo baldio, sou um não ser, sem sono, sou cachorro vazio.
O que que eu vou dizer, sem nem lembro, só não consigo esquecer.
Talvez que amo, e mesmo triste entendo não poder me amar.
Só dá para explicar, o que a gente consegue, minimamente, entender.
Amor é assim, é feit
o de sentir.
Outro dia ouvi alguém falar, primeiro a gente se apaixona e depois aprende amar.
Não foi assim que aconteceu, desde que vi te amei, o sentimento cresceu, o amor se tornou algo que não dá para explicar, e o tempo faz a cada dia mais me apaixonar.
Parece que não tem receita, é um presente e acontece.
Como diz uma antiga canção, "só Deus, sabe o que será de mim sem você".
Vejo, hoje, dias passar, cada um deles sinto que não quero mais ser, aprendi a simplesmente estar.
Seria exagero dizer sempre te quis, mas também não é mentira que sim.
Engraçado como a gente vive muitos sonhos na vida.
A gente vive muitos sonhos e enquanto o vivemos muitas vezes não percebemos.
Achamos a sensação, a realização…
Boa parte das vezes pensamos os resultados.
Boa parte das vezes, esquecemos de considerar as dificuldades, os imponderáveis, os esforços na superação.
O resultado é, obviamente, importante, mais ainda é o processo, o percurso, a viagem, as pessoas que se juntaram num caminho.
Chegar a um ponto, a um destino, é consequência da junção, da cooperação, da participação, do apoio, dos suportes. E essa composição, além de inestimável, é legado, deixado, para ser, qualquer dia, qualquer hora, encontrado, acessado e aproveitado.
Eu queria escrever algo sobre encontro, caminho, tempo, experiência, superação e resultado. Até rabisquei algumas palavras, mas…
É mais importante agradecer a vocês, membros do projeto, por acolher o meu embarque nessa viagem, a todos muito obrigado.
Na maioria das vezes as pessoas não deviam dizer o que pensam, ou acham que pensam, pois se pararem para para pensar, realmente, podem concluir que não era exatamente o que pensavam e, pior, que não pensaram antes de dizer.
Estranha/estranho, desconhecida/desconhecido sempre assina a primeira identidade de um amar, de uma amizade.
A justiça sempre será assinará uma sentença justa para alguém e ao contrário também.