quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Quando eu sou ela...não me mostro,

me olha, me vê e me deixa enxergar...

de fevereiro a fevereiro, per las abiertas janelas,

abro portas, pulo muros, sigo caminhos, faço parte, sou meio...

...no sol, na chuva, no rio, no mar, que molha...

na cama, na grama, na lama, não importa o lugar,

na primeira pessoa sou pessoa, cujo gênero é ser, ambígua, humana gente...

...nem fria, nem morna, nem quente, molhada, somente, pessoa, o suficiente.

...nem mais, nem menos, verso, vice-versa, diverso não é completamente igual, é natural, individual, pessoal, não é diferente...

 ...ser humano, humanamente transitivo, pede completar,

excelente é bom por um momento...ser é se transformar, perder, adquirir tocar propriedades...enfim, não é tudo muito louco, tudo é muito e é pouco.

Ah, sou ela, quando outra pessoa, também conhecida como ela ou aquela, me ama

se ela quiser, ou não, amar.

 

Às vezes me sinto sozinho.

Isso não é bom, mas pior é quando me sinto vazio.

Seria pouco dizer que estou insatisfeito, que pessoas fazem falta, que sonhar faz falta.

Não é só insatisfação, me sinto incompleto e não sei o que pode completar.

Até tenho ideia, mas não sei...

 História se compõe com marcas e rastros de cultura. Extratos, fragmentos, partículas, pedaços de reconhecimentos, observados, que interrelacionados demove, gradativamente as duras camadas da ignorância. A história não é apenas o fato, mas ele elevado a potência de único em virtude do poder de revelar, conduzir e, muitos diriam transformar, naturalmente assimilar.

Embora não se discuta a ideia, em determinados casos, refuto a promessa de transformação, pois esse é um processo natural, a mudança em virtude do movimento, constancia das energias..


Hoje eu não sei o que escrever.

Não sei o que falar,

Se tenho o que dizer.

Não sei se pode satisfazer.

O que poderá completar.

Simplesmente não sei.

e não sei se não saber é bom ou ruim.

Não sei se quero saber,

se importou, importa ou importará.

As vezes a gente quer algo e esquece de se perguntar.

Se quem a gente quer, que queira, também quererá.


A gente nunca sabe o que dizer, menos ainda o que a outra quer ou precisa ouvir, escutar, ler, saber. Por isso quase sempre fica em silêncio, prefere não dizer, ainda assim alimenta uma, pequena, esperança, a pretensão de sintonizar emissão a recepção…é que se faça ouvir o sentimento.   

A gente quase nunca sabe, nem vai saber, o que dizer, arrisca e as vezes diz o que alguém consegue entender. O ser humano é mobile, átomo em órbita, em movimento…

A melhor hora, o melhor momento, pode e não pode ser agora, quando é ninguém sabe nem vai saber.