segunda-feira, 15 de maio de 2023

Parte das pessoas questionam: será que vai dar certo?


Não estão erradas, mas já parou para pensar?

Enquanto está dando, certo ou não, não está errado…

E, mesmo que não aparente, só no final da vida é que não pode dar, errado, certo, sei lá…só há dúvidas…


Somos imperfeitos porque só aprendemos com seres humanos, imperfeitos.

Se um dia deparassemos, se houvesse, com um ser perfeito, procurariamos nele, e achariamos, algo que não achamos perfeito.

Amo a imperfeição, com ela muito aprendo, mas também procuro observar a natureza, é a natureza do meu ser.


Ninguém quer o seu amor, só o seu, ama o seu amor.


Estava lembrando, embora desde bem pequeno convivesse com cães, Joli e veludo, da avó Creuza e da minha madrinha Silvia, aliás o Joli cuidava de mim desse bebê...ficava perto o tempo todo, e acho que gostava tanto dele .... Aliás, uma vez minha mãe me pegou com côco dele nas mãos e na minha boca .. convivesse com os inúmeros gatos, gansos, patos, até um tatú, do vô Pedro...o meu primeiro contato com a estimação, com algo de estimação, foi com um pé de abóbora...que eu cuidava, olhava, esperava as abóboras nascerem ... O primeiro meu, não era bicho, mas planta de estimação...

Estranho eu né???

A imortalidade - é o grande legado.


As vezes é incompreensível como o ser humano existe e persiste na Terra.

Apesar de todos os perigos, dos dinossauros, dos frios glaciais, do árido e insuportavelmente quente calor o ser humano existe.

Apesar de tantas tragédias, tantas pragas, pestes, fome e miséria a gente ainda existe.

A gente ainda existe por perceber a memória permitir o ser vivo.

E, como num passe de mágica, percebeu que pegadas podiam ser apagadas… e num passe de mágica inventa formas de registrar, criar artifícios para preservar memórias, naturais, artificiais.

Às vezes me questiono sobre o medo dessa tal de inteligência artificial, também tenho meus temores, mas recorro a quando inventaram a escrita, antes já registravam essa memória em desenhos, pinturas, arte, registros rupestres…

Imagina o medo que despertou em outros seres humanos???

É a memória a chave que abre portas e janelas que aparecem, vence obstáculos e conserva o ser humano, por enquanto, na Terra.

Ao registrar a sua memória o ser humano ganha outra dimensão, a imaterial por meios materiais.

Por meios artificiais se projeta ao natural.

É essa memória, acumulada, transmitida, aperfeiçoada que transporta pensamentos, experiências, conhecimento de um ponto a outro, em sintonia com o tempo.

É verdade que recuos são feitos, para adequar passos, ritmos, para compreender, mas nunca é preciso voltar a um zero, a um nada, a um espaço vazio. E assim caminha a humanidade, a partir desse ponto que o outro deixou.

Mesmo com tempo de vida limitado, uma vida curta, todo ser humano deixa a sua contribuição, escrita, falada, registrada em algum algo…e quando a vida acaba ele, de certa forma, permanece …as ideias, as ações, seus vestígios, suas pistas, sua pegada registrada, conservada, na sua obra pode ser encontrada e assim alguém partir desse ponto, do seu ponto, sem precisar começar tudo de novo, outra vez…começa a sua caminhada de uma tarefa, a partir da caminhada do outro, já realizada, marcada, e prossegue em constante progressão.

A memória, registrada em pau, pedra, papel, mídias, HDs, materiais ou na oralidade faz o ser humano mortal se tornar uma espécie de "deus" e ingressar na eternidade, não morrer jamais e, obviamente, possuir e ser possuído pela imortalidade.



domingo, 14 de maio de 2023

 O que sinto talvez, algum momento, seja sentido.

Escrevo o que sinto, talvez para alguém se faça sentido.


Só faz sentido o que se sente

Para ser sentido é preciso sentir.

Sentir faz sentido.