segunda-feira, 25 de abril de 2022

 Acho impossível lembrar do quê de quem a gente não sabe esquecer...

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Eu quero o que você quiser.

Se você quiser que eu queira.

O meu desejo é que realize e se realize o que desejar.


Geralmente a tristeza é desprezada, é tremida, jamais desejada.

Mas a alegria e a felicidade dela dependem.

Não desejo só felicidade, alegria, muito menos tristeza, mas que sinta, conheça, reconheça, aprenda, descubra, revele e sinta em todos os sentido sentimentos.

Que seja viva, humana, natural…

Chore quando for para chorar, sorria quando a felicidade tocar, abraçar, beijar…


Quanto ao amor sou amador, amo amar mas sinto dor.

Doem as dores de amores…

Faria sentido sorrir se nunca fosse chorar?

A dor sentida do amor faz chorar e anuncia o sorriso, o sonho, a felicidade se aproximar quando o dodói sarar.


A vida acaba antes de morrer, acaba quando não estou perto de você…


Não sei se é certo querer algo de alguém, de alguém só quero o que ela der, o que ela dá.

Também não sei se é certo querer alguém, quero alguém se ela quiser…

Será que é certo querer, desejar, amar uma mulher?

Se é certo não sei, mas se ela você quer e você não só por isso a quiser errado não é!




Ao invés de perguntar porque não quis mais o mundo, a vida, pergunte se algum dia o mundo, a vida quis?


Para ser é preciso estar.

Não estar induz a um deixar de ser.

Por não ver, não encontrar, não sentir, não tocar é fácil desconhecer, não lembrar, esquecer, até deixar de ser por não estar.

O que era vira a imagem na memória que descolore, perde luz, se distancia a cada momento enquanto passa o tempo até não dar mais para exegar o que foi e não mais será.


domingo, 3 de abril de 2022

Eu sou uma história que acabou.

Uma história sem graça que não se precisa contar.

Eu sou uma história que foi, que era e não será.

Que chega ao fim, no máximo está prestes a acabar.

Depois de deixar de ser quem eu sou, ninguém vai lembrar.

Sou uma história que se contou e nunca alguém contará.

As histórias só são histórias se algum dia for possível continuar, continua a ser história se preciso lembrar.

Acessar, ter registro, relatar, reproduzir…

A história que se esquece, esqueceu, esquecível, difícil de lembrar…

Que existiu, mas em breve não existirá…

A história só existe se for possível conjugar o existirá...resiste…

Ninguém precisa entender, se esforçar, pra esquecer, nem lembrar, não dá para explicar...nem preciso foi, é ou será.

Só um ser, só um estar…


Sei que é difícil entender, mas se esforce para compreender quem compreende sempre estar no resto das vidas, e assim, no resto que resta das suas vidas...sendo sempre o resto que sobra. Só, resto.


A primavera de Platão…


Descobre que a sua vida não vive.

Provavelmente, que a sua morte não morre.

Que a vida morre, todo dia morre um pouquinho, e não consegue matar so um pouquinho dessa morte que lentamente te mata, segue, prossegue, continua e aos poucos vai matando, mata e matará antes do final, de chegar a hora definitiva, de matar… sabe o que é morrer, já estar morto antes da morte matar?

Uma vida que termina dez minutos antes do fim…

Uma vida que começa dez minutos depois do fim...

Provavelmente, é melhor calar quando achar que não tem nada de bom a dar, dividir, compartilhar.

Quando não se tem nada de bom a escrever, a dizer, a falar, é prudente calar.

Apesar do silêncio não poder preservar o bem estar, guarda potencial de não excitar sentimentos ruins.

O silêncio pode não ajudar, mas com mais frequência não causa desconfortos, tristezas, decepções.

O silêncio não diz mentira, também não entrega verdade, não é sínico, também não é sinceridade, ao contrário de não dizer nada reverbera muitos sons de achos, mas só revela o sentimento impossível de conter, aquele que grita e diz sem dizer, que não se pode esconder, querendo ou não querendo, sem querer, acontece como acontecer.

Em suma, quando tudo que se tem é nada a dizer, ou o que todos estão cansados de saber, por não dar para esconder, ainda o que ninguém precisa ou deseje escutar, ler, ver, presenciar, melhor é calar a qualquer coisa falar.



Não é difícil, para um significativo número de pessoas, confundir improvável e impossível.

Diversas vezes o improvável pode acontecer, nem todo mundo sabe a sutil diferença até o impossível aparecer.

E ele acontece, a gente percebe, a gente sente.

O impossível tem jeito de impossível, a gente nem precisa tentar.

Mas o impossível atenta, faz a gente confundi-lo com o improvável.

Mas a diferença é gritante.

Não perder é muito diferente de ganhar, mas existem valores que são impossíveis de apagar.

Se opta por não tentar ganhar o que não se tem para não perder o que importa.