quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Se não houvesse o amor, ainda bem que há.
Poderia o sonhador sonhar?
Acho que não. 
O lado bom é que não teria ilusão, mas ruim é que se iludir não nos faria sorrir.

Ainda quero desligar...
Desaparecer, não ser.


Bom dia queridona, querida, pessoa, amiga, amor.

Parabéns, pelo dia, por um dia, por esse dia e por todos também.

Também muito, muito obrigado, pelo carinho, amizade, compreensão, por entregar paciência, sabedoria, sinceridade e atenção.

E por falar no que desejo, desejo que deseje o que desejar e se realizem os desejos antes mesmo desse desejo desejar. 

Um beijo no coração e obrigado.

As pessoas que amo quase enchem as faltas que faltam em mim.

Não sou inteiro, sou partes, partes a se compor enquanto não faltar amor.

Mas se faltar se acaba e acabou.

infelizmente não consigo ser feliz.

Eu acho.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Dentre o que não gosto, poucas coisas, provavelmente a maior aversão é ao pedido de desculpas.
Não tenho problema em pedir, muito menos em reconhecer, admitir, envergonhar e arrepender do erro, ofensa, agressão, desrespeito.
E é justamente por isso.
Pedir desculpas é oportuno, é recorrente, é cortez e civilizado, mas seria melhor não ter motivos para fazê-lo.
Vicia, vira mania, permite errar sem vontade de acertar.
Mais bem, seria, não cometer o erro, não ofender, não agredir, não faltar com o respeito.
Essa é a minha lógica, cuidar e, mais aínda, ser natural não ter motivo para pedir desculpas.
Para isso é simples, se faz necessário respeitar, quando respeito há não há erro e culpa para se desculpar.
A palavra mais importante das relações humanas com todos e tudo é: respeito.
O respeito não requer pedidos de desculpas.
Pedir desculpas, infelizmente ou felizmente, não retira, então só devemos colocar, agir, atuar de maneira que não seja necessário retirar.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Deus

Minha religiosidade não é ortodoxa, tradicional, pelo contrário é nada convencional.
Acredito sim, no que sinto, em todos sentidos, mas sei algumas coisas parecerem não ter explicação.
As vezes invoco Deus, desde pequeno aprendi, mas quase sempre com pouca convicção.
Nas minhas aflições mais significativas, até então, pedi o auxílio, mas, aparentemente, nunca recebi. 
Assim foi quando senti minha mãe parecer partir, e ela se foi.
Assim acontece na angústia diária de viver sem ela.
Também sem meu pai, que logo depois se foi, mas nem cheguei a pedir nada, tinha impressão não ser, outra vez, atendido.
Por mais que incrédulo pareça, confesso, as vezes sinto a energia que muitos chamam de Deus.
Pouco peço, mais converso, sozinho, achando com um ele conversar.
É meio vício, droga, vicia.
A gente sabe que fala com o nada, mas será?
Converso, peço, amor, discernimento, graça em resposta as desgraças, sorriso.
Peço, quando me sinto só e sem ninguém a não ser as energias, que formam Deus, santos, entidades, a natureza.
Não sei se é coisa de Deus, talvez pela falta de explicação, mas algumas coisas acontecem e só a gente parece ter e poder resolver. Muito como fruto de nossas escavações, das nossas buscas e investimentos, das nossas crenças em nós mesmos.
Quase sempre acho que nós somos os nossos próprios deuses, mas sempre fica um será, será destino, será consequência, será que será?
Nós, nos empenhamos, buscamos, investimos, e precisamos decidir, submeter, conquistar, acreditar que podemos até conseguir ou desistir.
Se existe Deus e nós somos a sua imagem e semelhança, ainda por ele fomos assim criados, não é nenhuma heresia, como na balada do louco, pensar e acreditar que Deus, pelo menos o meu, sou eu.
Eu sempre fui obrigado a resolver meus problemas, minhas dores, minhas necessidades desnecessárias, mas precisas. Algumas dessas pendências, e dependências, parecem não serem, mas todas são sim resolvidas, de uma forma esperada ou desesperada, de outra forma ou de outra explicável ou inexplicável, ou não, no fim.
Lembro do Deus, meu pai enfermo, que avisava logo resolveria o seu e o nosso problema, resolveu depois de 39 dias de hospital, num 9 de dezembro de 2016.
Quando tudo acabar, para esse Deus que sou eu, não sei o que será, mas terei mais um problema resolvido?
Hoje nem sei se quero ser esquecido ou ser lembrado, não faz muita diferença, afinal eu sou só o Deus meu.



O que a gente mais precisa, quer e faz a vida valer a vida não se pede, não se compra, não se promete.
O que importa, faz sentido...

domingo, 19 de setembro de 2021

Risco, rabisco...

O risco, o rabisco, significar...

Arrisco o risco, corro o risco, do rabisco, significar... desenho, desenha, de senha, desenhar.

O a riscado, é arriscado...

É arriscado o a riscado a riscar...

Só se deve ter coragem de tudo arriscar quando o que se tem a perder, insuficiente, não é tão necessário diante do que se pode ganhar.

Quando não é suficiente, mas necessário é aconselhável muito pensar.

Não dá para perder tudo para nada ganhar.  

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Uma vida entra noutra vida para com viver. Quando uma vida entra noutra vida a vida passa a ser vívida e vivida.
A vida entra noutra vida como dádiva, entra para dar vida a vida que não convivia, que mesmo viva era perdida, não vivia.
Essa tal de vida da vida a vida ...

Eu queria parar de sentir a angústia, essa dor no meu ser, queria não só chorar, queria voltar a sorrir, queria viver, mas tem horas que sinto que não será possível.
É tanta lágrima, é tanta dor, a solução é sentir um sorrir ou não sentir mais nada, mas não consigo vivo não sentir...

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

A proximidade permite não somente formas, maneiras, de conhecer. Obriga ao exércicio dos outros sentidos, e assim reconhecer. A gente conhece e reconhece pela visão, mas também pelo cheiro, pelo toque, pela têmperatura, pelo frio e pelo calor, pelo sabor, gosto. Gosto disso, a gente identifica pela escrita, pela fala, pela voz, pelo sussurro, pelo gemido. Pelo andar, pelos pêlos, ou por não tê-los, pelos apelos.

Quando a gente conhece, reconhece pelo olhar, pelo silencioso ou barulhento, pelo andar, pelo movimento. Reconhece até na distância, percebe a presença, a ausência, quando está e quando não estar.

Conhece por todos os sentidos, pelos aquilos, pelo que diz e não sabe dizer, pelo que faz. Reconhece até quando não se recinhece, quando você não é você.

De perto, de longe, de cima, acima, embaixo, de lado, de frente, de costas, em pé e deitado.

Não precisa ver, não precisa tocar, não precisa tocar, se sente quem a gente conhece, faz parte e quer perto da gente.

A natureza é a resposta, não é uma, mas várias que sempre irão responder as perguntas feitas em cada época.
A cidade é resposta feita com os recursos naturais e intelectuais, perguntas, correspondentes a uma mentalidade. Por isso a cidade tem várias faces, várias linhas, variações arquitetônicas, referências trazidas que se somam as herdadas. A cidade é viva, dinâmica, sua aparência tem prazo de validade pois ela precisa se adequar, responder as demandas, as necessidades, as perguntas que foram, são e ainda serão feitas. É sempre a resposta da natureza para se transformar em lugar.
O Rio de Janeiro, um sítio impróprio para construir uma cidade, em virtude da sua topografia, das suas marcas naturais, lagoas, brejos, charcos, baixada na escarpa da serra da mata atlântica, litorânea, Elmo amador, cresceu por necessidade.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Tem muito tempo que eu não rio sozinho, não sinto aquele prazer absoluto de estar vivo.
Sabe, quando você suspira, sente alegria, satisfação, bem estar, aquela sensação de ser e ser é ser feliz?
Há tempos que não sinto nenhum prazer, e mesmo quando existiria uma razão pra sentir, é como arrotar depois de beber uma coca cola.
As vezes acho que nunca mais vou sentir, que não vou conseguir rir de mim, pra mim rir. Mas, apesar disso incomodar, não me preocupa, o que faz preocupar é achar que nunca mais vou conseguir sorrir para as outras pessoas. E quando falo sorrir é sorrir não com os dentes, com a boca, mas sorrir com as coisas que fazem o sorriso.
Sorrir simplesmente, com satisfação, sem a obrigação de sorrir, o sorriso de coração e não decoração.
Acho que não vou conseguir sorrir o sorriso livre, vivo, sem ...

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

O fim me assusta.

O fim, acho assustar qualquer um.

Parar de perguntar talvez não signifique esgotar as possibilidades de obter respostas.

Talvez seja não mais se importar, não ter mais interesse, negar a importância de obtê-las, não interessar.

É esgotar o motivo de fazê-las, de tê-las, já que nada se tem, só se porta, se comporta.

Talvez seja se esgotar, cansar, desistir de tentar, descobrir que não importa, se comportar e aceitar que nunca ia dar. 

Por fim, chegar ao assustador fim.

     

domingo, 12 de setembro de 2021

É muito pouco a alegria não ser tristeza... as pessoas, a vida merece mais...o ser merece mais...

Não sei se é isso o que eu quero, mas muitos dias não sinto vontade de qualquer coisa. Nestes eu não quero ir, mas não quero ficar, é um partir, como na música, sem dizer adeus.

As vezes peso se ainda vale a pena. Na realidade não, não está valendo. Mas, será que ainda valerá, ainda irá um dia voltar a valer?

Não sei, não tenho certeza, se tivesse e visse que a resposta é um não já teria ido, já teria partido. Mas, a falta de certeza ainda produz esperança. A esperança de voltar a sorrir, um sorriso vivo, um sorriso colorido. Entretanto, não sei por quanto tempo, e é essa a medida, ainda vou poder esperar.

Tô cansado e, mais que as dores, eu que não gosto nem um pouco da certeza, tô sofrendo muito com a incerteza. Mais ainda com não ter motivos, não encontrar caminhos, me sentir perdido...

Por mais que seja planejada, projetada e preparada a história não nasce História, precisa ser experimentada, conhecida e contada, precisa acontecer. Assim como, ser sentida, reconhecida e entrar  memória. "Cada época fabrica sua própria Atenas, sua Roma...",... É coisa do presente com saudade do passado, que esse olhar, remetido ao futuro, reconhece como valor, pela importância os seus significados.

O grande problema da vida, numa construção anacrônica, do homem, dos indivíduos nas sociedades tem a ver com os resultados esperados, as metas estabelecidas, sempre pretenciosas, imediatas e sem muito avaliar o devir. Não basta querer, fazer como se pensa e não atentar que sempre se tratará de uma experiência, jamais cem por cento garantidas, dependentes do acontecer para acontecer. Depende das variações, das condições de temperatura e pressão, ainda mais das mentalidades, das aspirações e compreensões dos seres humanos, para ser mais preciso,cacrônico e diacrônico, por mais que essa realidade precise ser excessão e não regra, ainda do homem.

Fórmulas, métodos, receitas devem e precisam ser respeitadas, no entanto estão sujeitas a inconsistências, a vicissitudes, as falhas inerentes ao caráter humano, no dito popular pode desandar, a Nau, mesmo sem rumo, não foi feita para naufragar, mas acontece. A história não nasce História, é resultado por mais que se tente prever imprevisível, menos no campo das probabilidades e mais no domínio das possibilidades.

A história se conhece, se descobre, se aprende e continua a ser apreendida e aprendida.

No desafio de aprender ensinar a aprender, precisamos continuar a aprender com a certeza de que nunca aprenderemos tudo.

História é a experiência que não precisa ser registrada para ganhar registro. Marcante, marcada, deixa marcas, imprime...

Na maioria das vezes, na ambição de um suposto excepcional, escondido atrás de um desconhecido, se esvazia com desprezo o óbvio. Mas o óbvio, que já foi o escondido, já foi desconhecido, é o que se consolidou como ideia geral...

Óbvio não é um valor dado, mas conquistado, seguro, estabilizado, garantido, talvez por isso as vezes, muitas vezes, é desconsiderado, desvalorizado, por não ser esquecido, mas simplesmente lembrado como adquirido e preservado. Parece que a gente esquece do esforço para transformar e fazer com que o óbvio fosse óbvio...

A gente só dá valor a um valor quando o perde???

sábado, 11 de setembro de 2021

Altruísmo

As vezes acho, não gosto da certeza, o altruísmo ser a forma mais egoísta do ser. É uma espécie de masturbação, um voyeurismo, você sentir prazer em supostamente fazer o bem sem saber se sequer faz bem. É quando não há troca, quando o outro que tanto importa parece não importar, ou não ser tão importante.

Onde a ação, embora deseja a reação, parece ser maior.

Não sei bem se o bem que se faz no altruísmo é mais bem.

Ainda bem que só acho, pois se tivesse certeza seria um tanto quanto desconfortável. Saber que a ação, o fim, supera a finalidade das relações, as reciprocidades, a rede de interdependência. Que o eu promete realização com uma dependência independente do sentimento do outro.

Certo modo, parece, ser uma contradição a realização do si sem nada esperar para si do outro. Rompe com a lógica da aproximação, da união das diferenças, da conexão.

Acho que desconsidera o movimento bi, tri, pluri e celebra uma espécie de unilateral.

Ser criança é aprender.
Tá, não é só isso, mas além de um tanto de tudo, ser criança é experimentar pelas primeiras vezes, conhecer, descobrir, aprender.
Mesmo sendo coisa de criança, continuo a perceber e aprender a chuva como lágrimas a verter. Talvez, por isso não seja difícil pensar e compreender as águas do mar, dos rios, "vazar duma paixão"...mas, presta atenção, lágrima não nasce da tristeza, não surge da alegria, lágrima é a representação líquida da vida na forma de emoção.

presta atenção, lágrima não nasce da tristeza, não surge da alegria, lágrima é a representação líquida da vida na forma de emoção.
Quando a gente ama - eu  acho e ainda bem que não tenho certeza - por mais que não precise é sempre preciso dizer te amo... então te amo mulher...

presta atenção, lágrima não nasce da tristeza, não surge da alegria, lágrimas são a representação líquida, na forma de vida, da emoção
Não sei qual a dimensão da minha loucura....

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Meu existir sempre foi atormentado, de uma compreensão incompreensível, conformado, mas insatisfeito. Até poderia dizer ser insaciável, se soubesse pelo menos um dia o que me sacia.

Não é difícil o não sei no meu dizer. Quase sempre eu não sei, mas tenho vontade de saber. E, por mais que saiba, sei muito bem que ainda não sei.

Não faço nada com excelência, e sei que nunca vou fazer. Mas, mesmo sabendo das minhas limitações, me esforço com o que sei  para fazer o melhor do que não sei.

Não sou meio esquisito, mas completamente, mas as vezes penso esquisitos serem os outros...a única coisa que sei é que não sei além do que sei e que nunca vou saber o que não seii.

Não sei falar inglês, mas me esforcei, consigo ler, entender, mas não consigo pensar para poder falar inglês. É até um milagre eu falar, pois pensar é muito difícil. Nunca penso numa coisa, mas a partir dessa coisa surgem vias, linhas, conexões. Umas parecem ótimas, lógicas, mas o problema é cada coisa abrir e multiplicar possibilidades que se multiplicam progressivamente, abrem veios e mais veios, quaduplicam vias, até me perder e não conseguir voltar...

Finais felizes só existem enquanto não chegam ao fim.

As pessoas vivem pedindo uma chance, mas o que elas fazem com essa chance?
Nem sempre aproveitam. Na verdade, quase nunca aproveitam.
Saber por qual razão?
Sempre acham que merecem uma chance. Então, depois da chance pedida ser perdida acreditam que merecem uma chance.
Nunca contabilizam as chances recebidas, e sempre parece ser apenas uma, que embora sempre contem apenas uma, elas são mais uma, foram inúmeras e não são infinitas.
Não dá para saber quando será a última chance, felizmente não dá. Não dá para saber quando acabou, felizmente não dá.
A gente sempre vai pedir uma chance, só uma, mais uma, mas infelizmente ela pode não ser dada.
O bom disso, é que quando é negada essa chance, automaticamente são oferecidas outras oportunidades, que podem ser chances. 

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Desistir não é opção, mas quando acabam as forças, os recursos e os motivos, para resistir, é a falta dela.

Reset

Vivemos um momento de grande risco a Democracia e ela, infelizmente, não respira por aparelhos.
Talvez esse modelo, ao qual chamamos democrático, não seja de fato a tão quista e consagrada Democracia. Há tempos, os princípios democráticos definham e são desfigurados em função de vírus com alto poder de contaminação e degradação.
Para consertar, se possível, esse arremedo remendado é necessário muito esforço, muito trabalho e muito amor. As instituições, sem exceção, assim como todos os setores, e por todos entendam todos, empresarial, religioso, segurança, acadêmico, imprensa, patrões, trabalhadores, civis, militares, estão doentes e sem a razão da sua finalidade primordial que é pública.
A única solução para essa epidemia que mina caráter, moral, ética, justiça, fraternidade, liberdade e igualdade é um reset. Talvez como feito no exemplo de Sodoma e Gomorra. Todos fomos corrompidos e corroídos pela ganância, egoísmo e idiotice.
É preciso sim um rebbot, começar de novo, novamente, outra vez. Os três poderes apodreceram, mas não só eles. A sociedade, como representação, como sociação, falhou.
Nada e ninguém é confiável.
O quadro pintado parece caótico, mas toda tinta disponível ainda será pouca para aproximar da realidade que é muito pior.
O Brasil se demole e se consome para alimentar governantes, desonestos, despreparados e desprezíveis, mas a culpa é muito mais de uma sociedade imatura e, novamente, de idiotes em larga escala.
Não queimamos só o filme, a imagem, a amazônia, nos queimamos e não estamos mais vivos.
Se faz urgente a autocrítica, apenas um reset, necessário, talvez não seja suficiente.
Precisamos amadurecer como gente, pessoa, se não quisermos amar, o ideal, deveríamos aprender a respeitar o outro, tudo aquilo que não se define como eu. Desse modo, outro é, primeiramente, o indivíduo, mas também a natureza, o ambiente, as instituições e, assim por diante.
Para eu existir é preciso e preciso o outro. 


segunda-feira, 6 de setembro de 2021

É esquisito quando você sente melhor não haver amanhã.
Quando você não se importa se vai haver outro dia. E que tanto faz se agora fosse embora.
É muito ruim sentir que você tanto faz, e que não vai poder ver mais quem queria, quem gostava, quem amava, com quem se divertia.
É péssimo quando você ainda gosta de um monte de coisas, mas para tanto precisa estar sujeito a tudo. É fato que ninguém gosta de tudo, mas nem considera em função do que importa.
É foda, saber que ainda tem coisas que importam, pessoas que muito importam, mas como você não se acha tão importante para elas, pouco importa, ou mais nada importa.
Tem dias que acordo querendo resistir, faço forças para enfrentar e seguir, mas a cada hora que passa e nada acontece, que não acontece nada, sinto não estar perdendo tempo, mas me perdendo no vácuo, no...deve ter uma palavra para definir esse buraco, gap, lapso...
Mas não consigo mais me perder, isso não é bom, por não me encontrar para poder me achar...
Sabe pouco importa, ainda importa, mas cada dia o menos importa fica maior...
Os dias vão e aquele dia, aquele em que poderia dar certo, acontecer, não vem. A cada dia fico mais convicto, começo ter  certeza, e nunca gostei de ter certeza, que nunca virá.
Não estou perdendo tempo, não se pode perder o que não se têm, mas sem sacanagem, tô meio e muito cansado de querer acreditar na miragem...
Todo dia, que ainda acordo, penso nas últimas palavras que vou escrever...ainda não sei, mais pensei: Aqui jazz, blues, rock, MPB, samba, etc e roll... A música Toca até quando não toca mais...Quanto nunca mais ficou e nem vai tocar mais...
Eu nem sei se acreditei, mas amei até não mais poder...para acabar ia escrever amar, mas... não importa, não vai adiantar.
Sabe, é tanto trem partindo, assim rapidamente lembro do trem das onze, olho o trem, o último da estação, o trem da história, o trem das cores, o trem para as estrelas, o trem caipira, o trem da alegria, o Crazy train, o último vagão, do trem azul...
Trem da central, o trem fantasma, o trem da des ilusão... é o trem da despedida, da desistência...e eu disse que desistir de mim não é desistir de mim, mas desistir de você...
Você nunca vai saber o que eu não disse e você não quis entender...
Mas você não tem culpa, nem eu acho ter...

domingo, 5 de setembro de 2021

 As coisas que as pessoas procuram permitem encontrar as pessoas que procuram as coisas.

As coisas, grosso modo, propiciam o encontro das pessoas.

As pessoas não se procuram, o que por si só é um erro, mas se encontram por intermédio de coisas, mais que erro.

As pessoas se estabelecem ao redor de coisas, as coisas são nucleares, atraem e repelem as pessoas, as integram e as desintegram.

Pessoas podem e deveriam serem atraídas e repelidas em função de pessoas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

 "Tudo estava brilhando, mas você brilhava mais que tudo".

Até quando tudo brilha, você brilha mais que tudo...

Tudo brilha, mas você brilha mais que tudo...

Você brilha mais que o brilho.

Mais que o brilho, você brilha...

Tem uma razão para não te dar meu coração: não posso dar o que é seu desde o primeiro dia quando ele bateu.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Experiência

 "Experiência não é o que acontece com um homem; é o que um homem faz com o que aquilo lhe acontece." (Aldous Huxley)

Não sei se concordo com Huxley, provavelmente não.

A vida é experiência e experiência, obviamente, é a vida.

Não importa o que se faça com o que acontece, a experiência do viver é acontecer, mesmo quando parece que não acontece, quando nada se parece fazer, ainda assim se experimenta e somos experimentados pelo vida, pela experiência enquanto viver.