Talvez esse modelo, ao qual chamamos democrático, não seja de fato a tão quista e consagrada Democracia. Há tempos, os princípios democráticos definham e são desfigurados em função de vírus com alto poder de contaminação e degradação.
Para consertar, se possível, esse arremedo remendado é necessário muito esforço, muito trabalho e muito amor. As instituições, sem exceção, assim como todos os setores, e por todos entendam todos, empresarial, religioso, segurança, acadêmico, imprensa, patrões, trabalhadores, civis, militares, estão doentes e sem a razão da sua finalidade primordial que é pública.
A única solução para essa epidemia que mina caráter, moral, ética, justiça, fraternidade, liberdade e igualdade é um reset. Talvez como feito no exemplo de Sodoma e Gomorra. Todos fomos corrompidos e corroídos pela ganância, egoísmo e idiotice.
É preciso sim um rebbot, começar de novo, novamente, outra vez. Os três poderes apodreceram, mas não só eles. A sociedade, como representação, como sociação, falhou.
Nada e ninguém é confiável.
O quadro pintado parece caótico, mas toda tinta disponível ainda será pouca para aproximar da realidade que é muito pior.
O Brasil se demole e se consome para alimentar governantes, desonestos, despreparados e desprezíveis, mas a culpa é muito mais de uma sociedade imatura e, novamente, de idiotes em larga escala.
Não queimamos só o filme, a imagem, a amazônia, nos queimamos e não estamos mais vivos.
Se faz urgente a autocrítica, apenas um reset, necessário, talvez não seja suficiente.
Precisamos amadurecer como gente, pessoa, se não quisermos amar, o ideal, deveríamos aprender a respeitar o outro, tudo aquilo que não se define como eu. Desse modo, outro é, primeiramente, o indivíduo, mas também a natureza, o ambiente, as instituições e, assim por diante.
Para eu existir é preciso e preciso o outro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário