Eu quero morrer?
Não, não, eu queria viver.
Mas, viver é ter de suportar só dor, só solidão, só fracasso, só tristeza?
Se é, acho que ninguém quereria viver, nem mesmo sobreviver.
Isso é castigo, carma, desgraça, praga, maldição, e viver, acho que não é só isso não.
Na realidade o que não quero, não posso, não consigo é viver numa desvida, embora saiba que o início principia o fim, acho que não gosto dessa morte em vida.
Parece, que nessa ilusão de liberdade, a que somos aprisionados, sentir, amar, sofrer e doer, viver ou não viver, morrer, definitivamente não é opção, mas falta.
Nada depende do querer, do desejo, das tentativas, dos esforços concentrados e contínuos, mas, e principalmente, do acontecer.
Não adianta toda dedicação se não há talento, não adianta todo talento se não há oportunidade, não adianta oportunidade se não há reconhecimento, não adianta reconhecimento se não há surpresa... - seria possível prolongar o encadeamento, mas não precisa - não adianta surpresa se não há tesão e isso de pouco adianta sem paixão e amor.
Podemos pensar a escolha ser nossa, individual, que nós escolhemos, trilhamos, construímos, mas só respondemos a estímulos, a leis de compensação.
Perguntas são feitas, e desfeitas, apenas para as respostas conhecidas, reconhecidas e direcionadas pela percepção do alcance.
Esse raio é muito limitado, e é sim um estado de aproximação dado pelo sistema de probabilidades, mais ainda possibilidades determinadas por nossas habilidades, conhecimentos, pelas noções de capacidade adquiridas e desenvolvidas.
Só nos apaixonamos e amamos quem conhecemos, admiramos, aproximamos, trocamos, por quem nos dá prazer de estar, faz sonhar e promete, promete ser ainda melhor quando juntos.
A promessa, comumente, é quase sempre melhor que a realidade.
Todavia a realidade existe, se toca, se reconhece, se realiza e a promessa só promete.
Por isso é tão difícil arriscar, ter coragem de apostar e poder perder o que se tem para tentar o que falta.
Para amar é preciso conhecer, reconhecer e se reconhecer merecedor capaz de desejar esse amor.
Sobretudo esse amor parecer ser, por mais difícil e improvável, possível.
O principal motivo de amar é...
Sei que não tem nada a ver, ou haver.
Mas tem gente de tão especial que não cabe num foi, sempre e só existe no é.
É pra sempre. E, a sede não acaba depois que a gente bebe água.
Sacia, por um tempo, mas inúmeras vezes se será necessário saciar.
A gente aprende que essa memória está para nossa história assim como nossa história está para a sua existência.
Que a sua lembrança aquece o viver no lembrar e não conseguir esquecer.
As vezes é preciso tentar ou, mais bem, aprender a conviver com a improbabilidade do acontece não acontecer.
Essas pessoas tão especiais que não pertencem a um pertencer, a um estar, e só a temos ao não vê-las somente num lugar, limitadas, após compreender esse ser solto no ar, na compreensão do amar.
Pra essa gente a sensação da gente é de receber até quando entrega.
Ninguém jamais conseguirá ser completamente feliz, mas pode todo dia sorrir, sentir alegrias, se iludir e tentar enganar a máxima, a lógica, se acreditar.
A chave está na crença, não precisa entender por não precisar explicar.
Não é o objetivo, mas o subjetivo. A promessa é sempre muito melhor que a realidade e a realidade é uma bosta.
A mentalidade do guardião, de todo e qualquer guardião, aquele que guarda, deve se baser no princípio do respeito e da responsabilidade. O guardião, fundamentado nesses valores, não impõe a força, a violência, o conflito. Muito pelo contrário, com a sua atuação e presença impede, reduz, evita tais modelos, ações, respostas.
A única resposta plausível para a guerra, a paz, se constrói com inteligência, conhecimento, responsabilidade, compreensão e alternativas.
O enfrentamento, última...