As vezes, em quase todos os dias, a qualquer hora, dá vontade de gritar eu te amo.
Mas vem a dúvida, com status de dívida, será que posso?
Não, não deixei de amar o amor, mas não sei se o amor merece, se o amor carece.
Já pensei ser nada e descobri ser tudo, tudo que não merece ser visto, tudo que não precisa ser quisto, um nódulo, um sisto.
Do preciso a precisão, da necessidade a compulsão.
Quando a gente não tem nada inteligente, sentimental, com conteúdo a dizer a gente deve ser honesto e nada dizer.
O que eu disse era algo que não devia dizer, o que não disse era algo que não podia viver, o que eu quero é algo que não depende só e exclusivamente do querer, até depende do querer, de ser o mesmo, dos quereres se encontrarem, se quiserem pra querer acontecer.
A solidez, a solitude, a solidão e a solidariedade do beijo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário