quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Meu existir sempre foi atormentado, de uma compreensão incompreensível, conformado, mas insatisfeito. Até poderia dizer ser insaciável, se soubesse pelo menos um dia o que me sacia.

Não é difícil o não sei no meu dizer. Quase sempre eu não sei, mas tenho vontade de saber. E, por mais que saiba, sei muito bem que ainda não sei.

Não faço nada com excelência, e sei que nunca vou fazer. Mas, mesmo sabendo das minhas limitações, me esforço com o que sei  para fazer o melhor do que não sei.

Não sou meio esquisito, mas completamente, mas as vezes penso esquisitos serem os outros...a única coisa que sei é que não sei além do que sei e que nunca vou saber o que não seii.

Não sei falar inglês, mas me esforcei, consigo ler, entender, mas não consigo pensar para poder falar inglês. É até um milagre eu falar, pois pensar é muito difícil. Nunca penso numa coisa, mas a partir dessa coisa surgem vias, linhas, conexões. Umas parecem ótimas, lógicas, mas o problema é cada coisa abrir e multiplicar possibilidades que se multiplicam progressivamente, abrem veios e mais veios, quaduplicam vias, até me perder e não conseguir voltar...

Finais felizes só existem enquanto não chegam ao fim.

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