quarta-feira, 15 de setembro de 2021

A proximidade permite não somente formas, maneiras, de conhecer. Obriga ao exércicio dos outros sentidos, e assim reconhecer. A gente conhece e reconhece pela visão, mas também pelo cheiro, pelo toque, pela têmperatura, pelo frio e pelo calor, pelo sabor, gosto. Gosto disso, a gente identifica pela escrita, pela fala, pela voz, pelo sussurro, pelo gemido. Pelo andar, pelos pêlos, ou por não tê-los, pelos apelos.

Quando a gente conhece, reconhece pelo olhar, pelo silencioso ou barulhento, pelo andar, pelo movimento. Reconhece até na distância, percebe a presença, a ausência, quando está e quando não estar.

Conhece por todos os sentidos, pelos aquilos, pelo que diz e não sabe dizer, pelo que faz. Reconhece até quando não se recinhece, quando você não é você.

De perto, de longe, de cima, acima, embaixo, de lado, de frente, de costas, em pé e deitado.

Não precisa ver, não precisa tocar, não precisa tocar, se sente quem a gente conhece, faz parte e quer perto da gente.

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