domingo, 12 de setembro de 2021

Por mais que seja planejada, projetada e preparada a história não nasce História, precisa ser experimentada, conhecida e contada, precisa acontecer. Assim como, ser sentida, reconhecida e entrar  memória. "Cada época fabrica sua própria Atenas, sua Roma...",... É coisa do presente com saudade do passado, que esse olhar, remetido ao futuro, reconhece como valor, pela importância os seus significados.

O grande problema da vida, numa construção anacrônica, do homem, dos indivíduos nas sociedades tem a ver com os resultados esperados, as metas estabelecidas, sempre pretenciosas, imediatas e sem muito avaliar o devir. Não basta querer, fazer como se pensa e não atentar que sempre se tratará de uma experiência, jamais cem por cento garantidas, dependentes do acontecer para acontecer. Depende das variações, das condições de temperatura e pressão, ainda mais das mentalidades, das aspirações e compreensões dos seres humanos, para ser mais preciso,cacrônico e diacrônico, por mais que essa realidade precise ser excessão e não regra, ainda do homem.

Fórmulas, métodos, receitas devem e precisam ser respeitadas, no entanto estão sujeitas a inconsistências, a vicissitudes, as falhas inerentes ao caráter humano, no dito popular pode desandar, a Nau, mesmo sem rumo, não foi feita para naufragar, mas acontece. A história não nasce História, é resultado por mais que se tente prever imprevisível, menos no campo das probabilidades e mais no domínio das possibilidades.

A história se conhece, se descobre, se aprende e continua a ser apreendida e aprendida.

No desafio de aprender ensinar a aprender, precisamos continuar a aprender com a certeza de que nunca aprenderemos tudo.

História é a experiência que não precisa ser registrada para ganhar registro. Marcante, marcada, deixa marcas, imprime...

Na maioria das vezes, na ambição de um suposto excepcional, escondido atrás de um desconhecido, se esvazia com desprezo o óbvio. Mas o óbvio, que já foi o escondido, já foi desconhecido, é o que se consolidou como ideia geral...

Óbvio não é um valor dado, mas conquistado, seguro, estabilizado, garantido, talvez por isso as vezes, muitas vezes, é desconsiderado, desvalorizado, por não ser esquecido, mas simplesmente lembrado como adquirido e preservado. Parece que a gente esquece do esforço para transformar e fazer com que o óbvio fosse óbvio...

A gente só dá valor a um valor quando o perde???

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