As vezes acho, não gosto da certeza, o altruísmo ser a forma mais egoísta do ser. É uma espécie de masturbação, um voyeurismo, você sentir prazer em supostamente fazer o bem sem saber se sequer faz bem. É quando não há troca, quando o outro que tanto importa parece não importar, ou não ser tão importante.
Onde a ação, embora deseja a reação, parece ser maior.
Não sei bem se o bem que se faz no altruísmo é mais bem.
Ainda bem que só acho, pois se tivesse certeza seria um tanto quanto desconfortável. Saber que a ação, o fim, supera a finalidade das relações, as reciprocidades, a rede de interdependência. Que o eu promete realização com uma dependência independente do sentimento do outro.
Certo modo, parece, ser uma contradição a realização do si sem nada esperar para si do outro. Rompe com a lógica da aproximação, da união das diferenças, da conexão.
Acho que desconsidera o movimento bi, tri, pluri e celebra uma espécie de unilateral.
Nenhum comentário:
Postar um comentário