Acredito sim, no que sinto, em todos sentidos, mas sei algumas coisas parecerem não ter explicação.
As vezes invoco Deus, desde pequeno aprendi, mas quase sempre com pouca convicção.
Nas minhas aflições mais significativas, até então, pedi o auxílio, mas, aparentemente, nunca recebi.
Assim foi quando senti minha mãe parecer partir, e ela se foi.
Assim acontece na angústia diária de viver sem ela.
Também sem meu pai, que logo depois se foi, mas nem cheguei a pedir nada, tinha impressão não ser, outra vez, atendido.
Por mais que incrédulo pareça, confesso, as vezes sinto a energia que muitos chamam de Deus.
Pouco peço, mais converso, sozinho, achando com um ele conversar.
É meio vício, droga, vicia.
A gente sabe que fala com o nada, mas será?
Converso, peço, amor, discernimento, graça em resposta as desgraças, sorriso.
Peço, quando me sinto só e sem ninguém a não ser as energias, que formam Deus, santos, entidades, a natureza.
Não sei se é coisa de Deus, talvez pela falta de explicação, mas algumas coisas acontecem e só a gente parece ter e poder resolver. Muito como fruto de nossas escavações, das nossas buscas e investimentos, das nossas crenças em nós mesmos.
Quase sempre acho que nós somos os nossos próprios deuses, mas sempre fica um será, será destino, será consequência, será que será?
Nós, nos empenhamos, buscamos, investimos, e precisamos decidir, submeter, conquistar, acreditar que podemos até conseguir ou desistir.
Se existe Deus e nós somos a sua imagem e semelhança, ainda por ele fomos assim criados, não é nenhuma heresia, como na balada do louco, pensar e acreditar que Deus, pelo menos o meu, sou eu.
Eu sempre fui obrigado a resolver meus problemas, minhas dores, minhas necessidades desnecessárias, mas precisas. Algumas dessas pendências, e dependências, parecem não serem, mas todas são sim resolvidas, de uma forma esperada ou desesperada, de outra forma ou de outra explicável ou inexplicável, ou não, no fim.
Lembro do Deus, meu pai enfermo, que avisava logo resolveria o seu e o nosso problema, resolveu depois de 39 dias de hospital, num 9 de dezembro de 2016.
Quando tudo acabar, para esse Deus que sou eu, não sei o que será, mas terei mais um problema resolvido?
Hoje nem sei se quero ser esquecido ou ser lembrado, não faz muita diferença, afinal eu sou só o Deus meu.
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