segunda-feira, 15 de maio de 2023

A imortalidade - é o grande legado.


As vezes é incompreensível como o ser humano existe e persiste na Terra.

Apesar de todos os perigos, dos dinossauros, dos frios glaciais, do árido e insuportavelmente quente calor o ser humano existe.

Apesar de tantas tragédias, tantas pragas, pestes, fome e miséria a gente ainda existe.

A gente ainda existe por perceber a memória permitir o ser vivo.

E, como num passe de mágica, percebeu que pegadas podiam ser apagadas… e num passe de mágica inventa formas de registrar, criar artifícios para preservar memórias, naturais, artificiais.

Às vezes me questiono sobre o medo dessa tal de inteligência artificial, também tenho meus temores, mas recorro a quando inventaram a escrita, antes já registravam essa memória em desenhos, pinturas, arte, registros rupestres…

Imagina o medo que despertou em outros seres humanos???

É a memória a chave que abre portas e janelas que aparecem, vence obstáculos e conserva o ser humano, por enquanto, na Terra.

Ao registrar a sua memória o ser humano ganha outra dimensão, a imaterial por meios materiais.

Por meios artificiais se projeta ao natural.

É essa memória, acumulada, transmitida, aperfeiçoada que transporta pensamentos, experiências, conhecimento de um ponto a outro, em sintonia com o tempo.

É verdade que recuos são feitos, para adequar passos, ritmos, para compreender, mas nunca é preciso voltar a um zero, a um nada, a um espaço vazio. E assim caminha a humanidade, a partir desse ponto que o outro deixou.

Mesmo com tempo de vida limitado, uma vida curta, todo ser humano deixa a sua contribuição, escrita, falada, registrada em algum algo…e quando a vida acaba ele, de certa forma, permanece …as ideias, as ações, seus vestígios, suas pistas, sua pegada registrada, conservada, na sua obra pode ser encontrada e assim alguém partir desse ponto, do seu ponto, sem precisar começar tudo de novo, outra vez…começa a sua caminhada de uma tarefa, a partir da caminhada do outro, já realizada, marcada, e prossegue em constante progressão.

A memória, registrada em pau, pedra, papel, mídias, HDs, materiais ou na oralidade faz o ser humano mortal se tornar uma espécie de "deus" e ingressar na eternidade, não morrer jamais e, obviamente, possuir e ser possuído pela imortalidade.



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