Quando eu sou ela...não me mostro,
me olha, me vê e me deixa enxergar...
de fevereiro a fevereiro, per las abiertas janelas,
abro portas, pulo muros, sigo caminhos, faço parte, sou meio...
...no sol, na chuva, no rio, no mar, que molha...
na cama, na grama, na lama, não importa o lugar,
na primeira pessoa sou pessoa, cujo gênero é ser, ambígua, humana
gente...
...nem fria, nem morna, nem quente, molhada, somente, pessoa,
o suficiente.
...nem mais, nem menos, verso, vice-versa, diverso não é
completamente igual, é natural, individual, pessoal, não é diferente...
...ser humano,
humanamente transitivo, pede completar,
excelente é bom por um momento...ser é se transformar, perder,
adquirir tocar propriedades...enfim, não é tudo muito louco, tudo é muito e é pouco.
Ah, sou ela, quando outra pessoa, também conhecida como ela
ou aquela, me ama
se ela quiser, ou não, amar.
Às vezes me sinto sozinho.
Isso não é bom, mas pior é quando me sinto vazio.
Seria pouco dizer que estou insatisfeito, que pessoas fazem
falta, que sonhar faz falta.
Não é só insatisfação, me sinto incompleto e não sei o que
pode completar.
Até tenho ideia, mas não sei...
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