As vezes usam, questionavelmente, a expressão: superou o mestre.
Não acho ser correto.
Na realidade o filho, o aprendiz, o aluno é, como todos, um ser diferente e, obviamente, pensa e faz coisas diferentes.
O aprendiz aproveita, como atalho, o que já foi descoberto, aprendido, ensinado e por já ter aquilo feito, realizado, faz o que seu mestre, seu professor, sua mãe e seu pai não pensaram, não quieram, não puderam ou não tiveram tempo para fazer.
Objetivamente, o processo é de sucessão, acumulação, são novas experiências e resultados que fornecerão bases a uma eterna cadeia de sucessão para o desenvolvimento de novas descobertas, através de experiências e resultados.
Podemos dizer o aprendiz jamais superar e sim suceder, acrescentar, adicionar, complementar, seguir possíveis sentidos, prováveis direções tendo como pano, como tela, aquilo aprendido, e ensinado, pelo mestre.
Para simplificar, de forma bem simples, o aprendiz põe temperos, cobre com chocolate, acrescenta outra estrofe, outro acorde, outra tonalidade, um parágrafo, um capítulo, observa do seu ponto de vista, da sua perspectiva, expectativas, atualiza, modifica sútil ou bruscamente a forma e assim, consequentemente, também o conteúdo, o resultado.
O mestre sempre será o mestre, a referência, a inspiração, o guia de iluminação, da imaginação, a raiz que transforma as energias ao caule que conduz a seiva e permite o milagre da flor.
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