Quem sou eu, quem eu sou, o que sou, como sou não consigo dizer.
Até posso tentar, mas acho ser o que vêem em mim. Sendo assim, com mais precisão, quem pode não sou, é você.
É você quem observa, acompanha meus passos, de diversos ângulos, diferentes perspectivas, próximo ou distante, me olha e consegue me ver.
Quem me conhece é você, sou limitado a me reconhecer.
Acredito muito no que falam de mim, no pensam, pois quase nunca me olho e poucas vezes me vejo, já esqueci o que em mim eu vi.
Desde 2010, por vontade ou não, eu não voto.
É agora, basta psicopatéticos, chegou a hora!!!
Ninguém é só inocente, tampouco é só culpado.
Todo mundo, e tudo na natureza, tem no mínimo dois "lados".
Apenas idiotas, imbecis, psicopatéticos, alucinados, acham possuir só virtudes, não ter defeito, não cometer pecado.
"Ninguém é só bom, nem ninguém é só mau…"
Não existe "gente de bem" ou, supostamente, o oposto "gente de mal", o que existe é semelhante, diverso, o igual que é diferente, em suma o que existe naturalmente, e somente, é Gente.
Até os idiotes têm razão.
Se pararmos para pensar, e ao pensar bem respeitar, reconhecer a individualidade do indivíduo, não é difícil perceber que, por mais abjeta, repugnante, condenável, segundo a condicionantes sociais, cada um tem as suas próprias necessidades, capacidades e valores.
O ser, o indivíduo, por mais divergências e fundamentações, é muito mais fruto do seu meio, das suas primárias referências. Mesmo ao nega-las, tais, referências, permanecem como parâmetros, como bases, como eixos da sua estrutura humana.
Quem nasce, cresce, em meio as condicionantes, ritmos, hábitos e práxis, tende a carregar na personalidade seus respectivos signos, códigos e representações.
Para não precisar ir a extremos, cabíveis e justificáveis, tomemos como exemplo a linguagem, a cultura, os padrões alimentares.
Uma criança, de qualquer origem, ao se desenvolver em meio a referências distintas, da original, não guardará nenhum resquício da anterior.
Os únicos traços, permanentes, são os endógenos, hereditários, genéticos.
O quão isso determina a personalidade, é outra questão...
Mogli...
Eu não preciso de armas, não preciso matar, não, não preciso de morte, não preciso ameaçar, não preciso roubar, não preciso rachar, não preciso mentir, ser desonesto, antiético, arrogante, escroto.
Não preciso esconder, não preciso de um dia de sigilo, e 100 anos pra quê?
Eu não preciso de ódio, não preciso de dor, não preciso de tratamento psiquiátrico, nem de puxa-saco, comprar justiceiro, capacho, gado bajulador.
Não preciso dar ordem, nem de inimigo, jamais do conflito, ser agressivo, agressor.
Não preciso de esmola, nem de miséria, nem de fome, não preciso garimpar, poluir, de laranja, desmatar.
Não preciso ser misógino, homofóbico, racista, facista, bufar, grunir, mentir, inventar, espumar e 1000 vezes afirmar, desesperadamente, não brochar para só tentar convencer que sou homem!
Para ser preciso, preciso e todo mundo precisa, precisa de transparência, honestidade, de comida, ser decente, precisa ter trabalho e renda, precisa de oportunidade, de educação, de saúde, de segurança, de fazer e ser parte, precisa de arte, de alegria, de sorrisos, precisa de paz, de olhar as pessoas e vê-las como irmã, como irmão, semelhantes diferentes, precisa da fraternidade, de solidariedade, de críticas, de amor, de respeito pela Gente.
A gente precisa de esperança, de Gente, para viver a minha, a sua a nossa vida.
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