A natureza faz a gente de gente.
De dois, de três, de quatro, cinco, seis, dezenas, centenas, milhares, de indivíduos, de diferentes.
A gente, antes de ser gente, sem saber se gente vai ser, muito menos que sexo vai ter, já é amado muito antes de nascer.
Depois que nasce, mesmo antes de crescer, de aprender a falar, a andar, a olhar, aprende sem saber a amar.
A gente ama a mulher e o homem, as mulheres, os homens.
Ama Gente grande, gente pequena, gente preta, gente branca, gente amarela, gente parda, gente morena.
A gente ama gente.
Mãe, paí, avó, avô, tia, tio, irmã, irmão, prima, primo, amigos, amigas... A gente ama tanta gente, e para esse amor é tudo igual e é diferente.
A gente ama gente.
E gente, mulher e homem, mulheres e homens, mesmo sem saber o que a gente vai ser, nos ama também.
E a gente cresce, aprendendo a amar essa amores, amando toda gente que há.
Não tenho certeza, mas pelo que desde cedo aprendi, amar não é pecado.
Muito pelo contrário, acho que pecado é não aprender e nunca saber amar.
Eu aprendi a amar mulher e homem, homem e mulher, isso me define, eu amo quem o meu amor amar.
E se sempre foi assim, e assim sempre será, por qual razão insistem no desamor, na crueldade, no desrespeito, em recriminar homem que ama outro homem e mulher que ama outra mulher, e tentam desorientar a orientação de quem é somente o que é, gente, ser, humano, indivíduo, distinto, diferente, diverso, plural, semelhante?
Meu coração não escolhe quem amar, mulher, homem, gay, lésbica, btqi+, ….ele simplesmente ama...ama gente, ama animais, ama flora, ama a vida, ama a natureza... aliás, amar é a nossa natureza.
A gente ama...
Até o que parece feio, quando a gente ama descobre, revela, estampa a sua beleza...
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