segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Embora o tempo não pare, apenas os dias, emoções gritam: realmente há existencia.

Se duvidar, tente lembrar de um dia qualquer em que não sorriu, não chorou, não sentiu, não se emocionou.

Sentir, lembrar, esquecer é o que faz viver.

Nos últimos anos passo muito tempo tentando, instintiva, espontânea, indiscriminadamente, fugir do nada.

Tenho tentado, mesmo sem saber, encontrar significado.

Todo dia o cara que acorda, diferente daquele que dormiu, espera acontecer algo que resgate os sentidos antes de se transformar no que não mais pode esperar.

…esperança.

Embora o tempo não pare ele só faz sentido quando acontece a emoção.

Por isso, talvez, não seja absurdo dizer o tempo só poder ser medido pelas batidas do coração.

Para nós, observadores, viajantes, estudantes, passageiros pelas marcas do tempo, desejo muita sensibilidade, criatividade, sabedoria para viver sentimentos e sensações.

Escrevo por não conseguir dizer.

Escrevo sem pretensão, apenas pela necessidade de desabafar ao escrever.

Sei que não posso dizer o que sinto, palavras não são capazes.

Sei que não posso dizer o que acho sentir, palavras podem ofender, incomodar, podem não querer ouvir, muito menos saber, por isso só escrevo.

As vezes acho que escrevo pra mim ao escrever para ti.

Mas só às vezes.

Escrevo para ninguém ler.

Também por achar que se um dia isso acontecer, saberá que em você pensava e isso poderá fazer sentir algo parecido ao que senti quando escrevi. esperança

Escrevo, acho, por condição, não por opção, sem regras, sem direção, por sentidos, como criança.

Mais do que pela necessidade de comunicar, transmitir, encontrar um lugar onde possa pendurar emoções.

Escrevo por ouvir, ver, tocar, e ainda sentir aquilo que não sei dizer depreende, se desprende, fica livre, ganha liberdade.

Escrevo porque aprendi, assim a guardar o que ninguém pode encontrar por fora ou por dentro do meu corpo, quando estiver morto.

Sentimentos não são voláteis, não são volúveis, são sentimentos, de pessoas, de gente, cuja natureza é se transformar, mesmo só.

Escrevo, para ainda achar que estou vivo.

sábado, 2 de dezembro de 2023

Sempre falei muito, queria ser ouvido.
Por muito tempo falei demais, para chamar atenção.
Ao me sentir sozinho só ouço o vazio, percebo o silêncio e a ausência nas minhas palavras.

sábado, 28 de outubro de 2023

Sentimento é aquilo que a gente sente e nem sempre consegue explicar.

Distância e distanciamento.

Um resulta de fatores físicos, espaço e tempo. O outro de psicológicos ou psicossociais, do desejo, domínio dos sentimentos e das emoções.

As vezes uso a esfarrapada desculpa da distância, para evitar encontrar.

Todos sabem, que não existe distância capaz de conter o ser quando precisa saciar a vontade, o desejo, de ver, de estar.

As vezes a vontade…

Acho que me escondo atrás da distância, ou me protejo através do distanciamento.

Pode parecer contraditório, mas distanciar impede a realidade, indelevelmente implacável, impiedosa, de dissolver, demolir, desintegrar os sonhos, impossíveis porém importantes.

A realidade ao acabar com a fantasia, com a ilusão, com a esperança, acaba com a gente, nos quebra, derrama e espalha os pedaços da gente no chão.

Enquanto a distância, o distanciamento, parece conservar uma ínfima esperança de encontrar o sonho impossível, improvável, esperando sentado, de braços, olhos e coração abertos, numa esquina qualquer do futuro…

A distância conserva a esperança do milagre…

Sei que só esperar não adianta de nada, mas dês esperar também…

Eu nem acredito em milagres, eu acho…nunca aconteceu comigo, ou se aconteceu foi tão sútil, não pareceu ter mudado o curso, o meu destino…

É curioso como a gente sente mais a falta, a ausência, a distância, o distanciamento…o cotidiano talvez seja feito de milagres, mas o que está presente é normalizado, naturalizado, contém pertencimento, parece dado…


Não só coisas, mas pessoas também ficam obsoletas. Em certo momento deixam de valer a pena, exigem sacrifícios descabidos, nem mesmo a boa vontade...

Não é fácil aceitar essa condição humana insatisfatória, mesmo a simpatia, a empatia, os sentimentos, não conseguem esconder o estado de degradação física, emocional, intelectual… Em suma, a sua incapacidade de produzir qualquer estímulo positivo, agradável, liquidam as energias que ativam os …do prazer.

Nesses casos, conscientemente, o isolamento é uma opção que parece responsável, coerente, no objetivo de evitar constrangimentos e, no mínimo, desconfortos.

Sabe quando alguém já não tem nada para dar, e tudo o que puder receber, além de não se considerar apto a retribuír, pode não importar.

As vezes tenho medo de receber… não sei se é isso, mas não sentir bem em tocar o cume e depois descer, voltar ao mesmo ponto.

Talvez a pior coisa seja o vazio que fica depois de ser enchido.

Já observou um balão, um saco, qualquer corpo antes de ser enchido e depois de esvaziado???

Embora antes estivesse vazio, não parecia, na sua forma objetiva, como objeto, íntegro, intacto…depois de receber conteúdo e ser esvaziado…perde padrões, resistência, fica deformado.

Um corpo depois da bariátrica exige outras e mais cirurgias…

Se sentir vazio é mais ou menos assim…não é agradável, muito pelo contrário, mas se assume uma forma, um padrão, e depois de receber carinho, abraço, amor e certo momento deixar de recebê-lo a dor é muito maior.

Tipo o vício, a gente não sente falta, necessidade, daquilo que desconhece, mas depois de provar, experimentar, acostumar, passa a depender, viciar…é tão difícil negar, querer, e saber que não vai ter, que precisa tentar, a todo custo, esquecer…

Pelo menos se contentar, aceitar a ausência…

Se precisa esvaziar, é melhor não encher.


As vezes eu queria pedir para me esquecer, embora saiba que isso não queira... muito pelo contrário…mas acho racional, não perder tempo, dispender energia, qualquer sentimento, com quem não merece, não presta, não vale a pena… eu.

Por isso tenho me escondido, me protegido, não sei, atrás do muro da solidão…ou penso assim preservar pessoas importantes…

Assim não causo desconforto, mágoa… não faço nenhum mal, a não ser a mim mesmo.


Seria ironia fosse qualquer outra razão.

Não fosse o coração, mais que ironia, seria decepção.

Entre tantos sentimentos, sentidos, toda emoção, vívida, não fosse o coração, que sempre mais apanhou, o motivo da volta ao princípio, do voltar a não ser.

Não estou triste, alegre também não posso estar, mas sereno, consciente.

Resignado, é possível dizer, afinal o final é lei do viver. 

Tantas vezes tomado pelo coração, aprendi a sofrer, escondi o choro atrás de sorrisos, colori ilusão.

Tudo foi muito, foi muito sorrir, muito chorar, foi muito sofrer.

Muita esperança, muita alegria, muito desespero, muito esperar e, acho, pouco ser feliz.

Sem sequer lembrar que um dia não iria mais bater.

Mas é só uma vida, nada mais que uma vida, quero crer.

Talvez digam "que pena", mas acho nem valer a pena.

Como disse, penso, acho, foi só uma vida incapaz de fazer bem para vidas.

Talvez não valha a pena chorar, nem você ou eu.

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Amor não precisa de sexo, não cobra retribuição, é sentimento desmedido com nenhuma explicação.

A gente ama o sexo, do jeito que for, mas sexo é mais amado com amor.


O amor é uma intercomunicação íntima de duas consciências que se respeitam. Cada um tem o outro como sujeito de seu amor.


Acho que amar é diferente de querer só pra gente.

Isso é posse, prender, é como querer pagar pelo presente, assim ignorar os significados do que é dado, que não tem preço, e não pode ser comprado.

Quando a gente ama o prazer está em achar que é feliz, por pensar que é feliz.

Acho que quando a gente ama não sente dor, até o que dói muito, para muitos, é sacrifício, dolorido, é indolor.

Sei que devia ser doloroso, mas nem todas as regras não valem para o amor.

Talvez a única seja o respeito, pelas escolhas, pelas opções…

Acho que amar é um se importar que não se importa em ter, abre mão do desejo, da vontade, da necessidade e se sacia com o sorriso, com a alegria e com ideia de  felicidade.

Não sei como é, mas acho que quando a gente não precisa aprisionar para se sentir perto, é amor


…de verdade.


Não queria usar "de verdade".

Verdade parece mentira, tentar conferir um selo de autenticidade, prende, contraria a ideia de liberdade, e amar é livre.

A gente ama até quem não ama a gente.

Alguém escreveu: "Entre a vida e a morte o amor está no meio".

Entre o final e o início existem tanto tudo, tanto conteúdo.

Viver, na realidade, não está nas extremidades, é o que acontece, as descobertas, as experiências, os aprendizados, nas tristezas e alegrias, no entre a noite e o dia...o desenvolvimento, até chegar o esvanencer...

Vida é o que está no caminho, percurso, jornada, estágio, é tudo que está no meio, achado no curto tempo, para ser exato, embora há bordas, também sobras, para a continuação da posteridade, viver é recheio.

Viver é obra inacabada...por isso a gente vive deixando o que fez para o que não se fez e outras fazerem.

Por isso acho que não te amo, pois te quero tanto, te quero só pra mim, desde que nos encontramos, que aconteceu, que te conheci, até o meu fim.


domingo, 15 de outubro de 2023

Não falei o porquê.

Não sabe e talvez nunca irá saber.

Mas ontem, me despedi de você.

Foi rebate falso, mas achava não ser, vivi a sensação.

Então, achei necessário dizer, dar um alô, demonstração de sentimento, de emoção.

Para quem é … não é só paixão.

É alguém por quem a gente sente aquilo que ninguém consegue entender, e a gente, simplesmente, não pode, não consegue explicar.

Acontece, é amor e é mais que amar.


Ontem fui fazer um procedimento, relativamente simples, cateterismo, e correu tudo dentro esperado. Mas, certo momento tive a sensação de poder ser a última chance, e sempre é, de demonstrar carinho, afeto, sentimento, mais que amor, por você. Beijo 


Outro dia achei que chegava a hora do fim me encontrar.

Não tive medo, encarei de frente.

Só chorei quando percebi que não tinha medo do fim.

Mas de nunca mais poder amar a mulher amada.

Senti medo de nunca mais poder sonhar, abraçar e beijar.

De não ter outra vez a oportunidade de encontrar.

Me perdi de vez, sem sentir medo do fim, e não importa se ela não gosta de mim.

Como disse Jorge, eu gosto dela mesmo assim.

Nunca deixe de dizer que ama quem é importante, seja lá quem for.

Não precisa ser dramático, não precisa apelar, ser com dor, diga algo simples, simplesmente por amor.


sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Enquanto pude eu sorri.

Sorri não para afrontar, e sim até perder o ar de tentar alegrar a tristeza que vive dentro de mim.

Sorri para enganar quem não me via chorar, queria que me aceitassem, queria fazer parte…

Sorri, até o fim das reticências, para esquecer as decepções, esconder minhas limitações, todas solidões, a falta de qualidade, de talento e de limões.

Enquanto pude sonhei, dormindo e acordado, sonhei com amor, queria amar, amei, queria ser amado, viver o encontro, das águas, do Negro e Solimões.

Mas o amor, também, nunca me quis.

Flertei com a vida, tentei tudo que sabia, o que aprendia, e mesmo assim ela não …quis saber de mim, sempre me disse não, de tanto insistir, algumas vezes achei ouvir um sim.

Tentei ignorar a rejeição, ainda tento, do fundo do coração, desesperadamente fugir da solidão.

Resisti, achei que não passava de uma fase, que precisava superar desafios, mas no fundo sabia, passa não.

Sempre surge uma provação, sucessivos obstáculos, inimagináveis dificuldades.

Tive muito medo, nas poucas vezes que fui feliz.

Não é incomum ter medo do desconhecido, do estranho, do que não se tem intimidade.

É assim que vejo a felicidade, tenho medo dela torturar.

Dela me encontrar, e deixar eu experimentar, sentir o sabor, para logo me abandonar, acabar e me deixar só, somente com o gosto, e muita saudade.

A minha felicidade sempre foi fulgaz, logo desintegrava, me arrasou, e acabou, na maioria das vezes, antes de começar.

Os meus sonhos, as minhas fantasias, as minhas ilusões, eufemismo para mentira, tentei transformar em verdade. 

Nunca quis acreditar, mas não dá para fugir dos demônios, da realidade.

Ela não cansa, sempre alcança, vence e você volta a ser apenas o que sempre foi, o que é e o que será.

Nada mais, nem diferente, longe demais daquilo que achou querer, se esforçou para, sem sucesso, ser.

Leva um tempo para entender, que o que não é, é o que não pode ser.

Chega um momento que já não se pode mais, não restam forças, crença não mais há, nem sobra esperança, e aceitar a sua condição não é opção.

Aí, conscientemente só sobra a mediocridade, a insuficiência e a insatisfação de o ser doente, medíocre, insuficiente e insatisfatório.

Não desafiei, não contestei, só usei todas as forças, por ignorância, sem saber da proibição.

Mas não tem jeito, inda mais para um sujeito, com essa predestinação.

Diversas vezes me enganei, achei que podia achar, que não era proibido de sonhar.

Mas chega uma hora que a gente cansa de perder, nada mais parece importar, a gente sente que não importa, nunca irá ganhar, realizar…

A gente cansa, desacredita, se perde em certezas e finalmente deixa de achar que pode achar.


domingo, 1 de outubro de 2023

O que fazer quando viver não dá mais nenhum prazer?

Eu tenho me perguntando, muitas vezes, qual graça tem viver?

Não sei se a vida acaba, mas viver perde a graça, o encanto.

E não adianta chorar, esperar, tampouco desesperar, a hora chega quando tiver que chegar.

A gente até tenta negar, mas dá para perceber que sorrateiramente, silenciosamente, há tempos, ela chega.

Teoricamente, é muito antes da hora chegar.

E, na verdade, nem é hora, é o imprevisível momento que menos se espera, e sempre chega sem menos esperar.

E nada importa, invariavelmente, sempre haverá um futuro que termina antes de começar.

É louco.

Seja ontem, amanhã, daqui a pouco, a hora é sempre um agora.

Não tenho medo de partir, de me transformar, ter o meu corpo decomposto e se recompor para assumir outras formas, deixar de ser inteiro, partes ser.

Só sinto saudade, mesmo antes da metarmofose acontecer.

Sinto muita saudade de quem se foi e não voltou, do que não foi, do que não pôde ser, do quê, não aconteceu, e agora sei, não acontecerá.

Não queria que chorassem, mas se chorarem, quem sou eu para dizer o quê pode ou não fazer?

Também, acho que não fará diferença ser ou não lembrado, ser ou não esquecido, ser ou não, o fim, enfim.

As vezes acho fazer tempo, algum tempo, que morri.

Morri várias vezes, quando as vidas disseram não, e queria achar poder um sim ser.

Não é morrer, de verdade, é quando a gente acha que nada ninguém nunca mais irá dizer.

De verdade, seria menos difícil não fossem, é só quando as pessoas importantes deixam de ser fundamentais.

Tenho chorado demais, e sei os motivos.

Talvez, o maior de todos, é que muitas vezes achei, gosto de achar, ser a última vez que veria, estaria, sorriria, choraria, conviveria, ria, ria, ria… com alguém, com algumas pessoas…choro agora por achar que está chegando a hora de não mais só achar…

Não é a solidão, fora sentir a dor de perder quem amo, e amor não acaba, meu outro maior medo é da certeza…já disse, mas nunca é demais reiterar, sempre preferia achar…e mais importante do que saber responder, é perguntar!







 Não esqueço as inúmeras vezes que a noite, a madrugada, não acabava.

Depois da noite, da madrugada, desesperada, via que o dia amanhecia, e a solidão perdurava.

Depois do bar, do restaurante, da boate, da festa, da "noite", as pessoas iam para suas casas, e eu ainda tinha horas solitárias a esperar.

Depois de andar, sozinho, esperava o ônibus chegar.

Depois esperava no ônibus ele saír, só partem de hora em hora.

Depois dessa espera, esperava vencer a distância e atravessar o percurso, um longo caminho, até minha distante casa.

As vezes o sono, o cochilo de um sozinho no coletivo, ainda fazia o trajeto ser mais longo. Muitas vezes precisei caminhar por quase horas para voltar ao ponto onde deveria parar.

Imaginava a quantas horas as pessoas, amigas e amigos, já estariam seguras, confortáveis e, provavelmente, dormindo.

Ou, o que deveriam ter feito após eu seguir e não mais estarmos juntos.

Só depois de muitas horas, finalmente, conseguia chegar.

Muitas vezes ouvia minha mãe perguntar algo, conversar alguma coisa, fazer um carinho, dar um beijo, um abraço, ou ir olhar, conferir eu estar no quarto, na cama…se dizer preocupada e só conseguir dormir quando sabia estar.

Várias vezes pensei: são duas horas para ir, sem contar a preparação, tomar o banho que, ao chegar no lugar, já estava vencido, sem nenhum frescor, fumado, desperfumado, seco…e, ainda mais de duas horas para voltar, bêbado e, respeitando a escassez dos transportes, tentando adivinhar qual a menos pior opção para vencer as longas distâncias, as baldeações, enfim… com todos esses obstáculos, será que valeria mesmo a pena sair de casa?

Mas, o fazia, sabia da viagem, o preço a pagar para encontrar, para junto estar, para sorrir, e na volta só, poder pensar, refletir sobre o que aconteceu, sobre o que não aconteceu, sobre o que queria que acontecesse.

Ia para viver experiências, os encontros, construir memórias, compartilhar histórias, estar acompanhando e ser companhia.

Mas, sabe o que acontecia?

Eu viajava sozinho para, por algum momento, não me sentir sozinho, mas tantas vezes, a maioria, me sentia.

Não só na ida e na volta, mas o tempo todo, a emoção, o sentimento, a sensação são exclusivas, são pessoais, individuais…e só gente sabe o tamanho indecente da dor que a gente sente.

Que seguramente dói muito mais do que consegue transmitir a palavra.

Eu demorei muito tempo para aceitar a solidão.

Aceitar, aceitar, não sei se aceitei, se consigo ou conseguirei.

Mas hoje a distância é muito maior.

É aínda mais difícil de encontrar, muita gente não pode, tem outros compromissos, outras prioridades, ou não faz questão de estar no mesmo lugar.

Quase tão mais difícil, e mais caro, que ir e voltar é algo poder acontecer…e a distância provoca infindáveis e incontroláveis tantas horas de solidão.

E, finalmente, quando em casa chegar, não tem ninguém a esperar para dizer algo, para fazer um carinho, para abraçar, certificar se cheguei, estarei como sempre sozinho, só eu comigo mesmo e a solidão.

Sendo assim, será que vale a pena?

Se é para tudo ficar como está, na maioria das vezes prefiro ne

m arriscar, nem tentar.