Escrevo por não conseguir dizer.
Escrevo sem pretensão, apenas pela necessidade de desabafar ao escrever.
Sei que não posso dizer o que sinto, palavras não são capazes.
Sei que não posso dizer o que acho sentir, palavras podem ofender, incomodar, podem não querer ouvir, muito menos saber, por isso só escrevo.
As vezes acho que escrevo pra mim ao escrever para ti.
Mas só às vezes.
Escrevo para ninguém ler.
Também por achar que se um dia isso acontecer, saberá que em você pensava e isso poderá fazer sentir algo parecido ao que senti quando escrevi. esperança
Escrevo, acho, por condição, não por opção, sem regras, sem direção, por sentidos, como criança.
Mais do que pela necessidade de comunicar, transmitir, encontrar um lugar onde possa pendurar emoções.
Escrevo por ouvir, ver, tocar, e ainda sentir aquilo que não sei dizer depreende, se desprende, fica livre, ganha liberdade.
Escrevo porque aprendi, assim a guardar o que ninguém pode encontrar por fora ou por dentro do meu corpo, quando estiver morto.
Sentimentos não são voláteis, não são volúveis, são sentimentos, de pessoas, de gente, cuja natureza é se transformar, mesmo só.
Escrevo, para ainda achar que estou vivo.
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