quarta-feira, 15 de março de 2023

 As vezes faltam palavras.

E isso é natural.

Afinal, elas foram feitas só para coisas.

Pode ser que alguém venha a dizer que tudo é coisa, e todas as coisas do mundo para representar tenham palavras.

É compreensível.

Mas tem coisas, que até podem parecer, mas se parar para pensar, pode surgir um será?

Será que são coisas o que a gente sente?

Será que são coisas o que sentem pela gente?

Será que são coisas o que a gente pensa sentir e o que a gente pensa que sentem pela gente?

Como saber, como provar?

Na minha, modesta, opinião coisas são palpáveis, materializadas, facilmente compreensíveis, também explicaveis.

Será que as coisas que não se compreendem, facilmente, que não tem explicações lógicas, fáceis, visíveis, palpáveis, são coisas?

Já tentou descrever um sabor, um cheiro…?

Até é possível, mas se faz necessário uma comparação, de algo que existe e não será exatamente igual, semelhante, similar, muito parecido, mas diferente.

Mesmo assim, objetivamente, é possível representar por conta da sua materialidade, se fosse exatamente igual não teria uma palavra, seria a mesma coisa.

É essa coisa que falta que faz a coisa até parecer mas nunca ser só coisa.

Coisa é algo possível de substituir, de ocupar um espaço, encher um lugar, físico.

Mas, o espaço, o lugar, o ser, por mais que possa parecer, não é só físico.

As palavras até se esforçam, até chegam bem perto, mas não conseguem atender, ocupar, encher o espaço, o lugar, o ser.

Por isso, insisto em usar palavras para dizer que elas só servem para denominar, representar, responder, perguntar coisas e as vezes, muitas vezes, faltam palavras.



Engraçado, como as músicas que a gente gosta fala tanto da gente.

Quando era pequeno, gostava de uma música que diz "...eu só não quero cantar sozinho", ficava indignado com a parte "eu quero couro de passarinho", só fiquei sossegado quando descobri ser "coro", e o que era "coro"... não sei se tenho um milhão de amigos, nem sei se isso importa, a quantidade…

Sempre gostei de músicas, de várias, inúmeras, ritmos, gêneros, estilos, diversas, diversos…



Até queria dizer, lembrei de você, poderia ser, se fosse feita de lembrar ao invés de não esquecer…


Eu queria dizer, lembrei de você.

Mas não é verdade, até poderia ser, se fosse feita de lembrar ao invés de não esquecer.

As vezes eu acho que viajei, que fui aonde jamais pisei, senti ou vi.

Isso acontece quando acho as pessoas me levam aos lugares que eu nunca fui e jamais irei.

É muita pretensão, mas se elas lembram de mim onde estão, suponho estar noutra dimensão, noutro estágio de ser.

Sei, é muita teoria da relatividade, mas não existe limites somente para a imaginação, para o sentimento, para a emoção, para a vontade de não estar, de apenas ser.

As vezes eu viajo, me leva, mesmo sem saber estou com você.




 Eu sei que não é a realidade.

Também sei que não é assim.

Mas, agradeço as flores, por não me deixarem completamente só, e em alguns momentos até chegar a achar que elas gostam de mim.

Que florescem por mim.

Principalmente, quando não consigo achar o bonito.


Eu sei que não vai entender, nem eu explicar, só você me faz querer…


Sempre foi impossível.

Invariavelmente, sempre foi impossível.

Tudo se mostrou impossível, não improvável, e sim impossível.

Tinha forças, quis acreditar, joguei com a sorte, joguei com truques, joguei com ilusões, mas era impossível.

Não posso dizer que consegui tudo, mas muitas vezes diminui a potência da impossibilidade, julguei ser provável até ser.

E por uma hora, por um dia, por uns instantes foi.

Não importa o quantum no tempo, mas poder realizar, sentir o acontecer.

Mas, sempre foi impossível.

Não sei se ainda tenho forças, me forço a não desistir.

Talvez por achar ser impossível desistir, por desistir ser o fim…

Sabe, lá, bem longe, ainda guardo esperança, de novamente transformar o que não podia em ser…

Uma vez pensei em escrever sobre um ser que era proibido de sonhar.

Quer dizer, de sonhar não, mas de realizar qualquer feito…

Até me confundi com a personagem, achei ser um autoretrato, mas tenho que me retratar. Se mesmo impossível eu consegui, poucas vezes, realizar…

Ainda acredito, ainda tenho esperança, não tenho a menor ideia de como conseguir, mas acho e por isso…

Por mais que queira, por mais que pense, por mais que elabore, eu sempre acho que se desistir, logo depois vai acontecer…

Não sei explicar, mas algo dentro de mim diz que sou proibido de desistir…

Só peço desculpas, e olha que isso eu não gosto de fazer, por não poder fazer tudo que podia pela minha mãe e pelo meu pai…

Acho que eu podia mais …

Podia ter dado mais sorrisos, fazê-los orgulhosos, retribuir mais o amor que me deram, ter ficado mais tempo perto de vocês, valorizado os seus cheiros, compreendido um pouco mais, ter feito a vida de vocês menos dura, dolorida…ter abraçado e beijado mais…ter ouvido mais…eu poderia tanta coisa mais…mas nem sei se agora é impossível…


Ia escrever que todo dia penso em você, mas é mentira…Não é só todo dia.
Não precisa devolver, mas no mínimo, uma, duas, três ... .vezes no dia sinto vontade de estar…beijo, nem imagina…

O amor é uma intercomunicação íntima de duas consciências que se respeitam. Cada um tem o outro como sujeito de seu amor. Não se trata de apropriar-se do outro.


Morte digna.
Tem horas que pessoas não se importam mais com a vida e elas só querem uma morte digna.
Digna significa não deixar dívidas , dúvidas, inimigos, críticas fundamentadas, mágoas, agressões, ofensas, tristezas. No popular, motivos para lembrar do indigno.
Chega a hora que pessoas não precisam mais viver, mas a morte não pode ser motivo de vergonha, de decepção, de tristeza amplificada, não precisa ser explicada, mais ainda defendida, condenada, justificada, com despedida.
É quando a morte mata, esfacela, maltrata, faz a vida desfalecer e a única razão é morrer.
Não tem porquê.
O que aconteceu?
Simplesmente morreu…
Aconteceu, do mesmo modo que veio, depois saiu, desapareceu…

Sabe quando você não tem nada bom a dizer?
O melhor é não fazer nada, não dizer nada.
Eu queria contar novidades. Nem precisa ser novidade, mas que seja algo…

O Brasil é o fruto de uma invasão.
Uma invasão que enquanto encobria, a e/ou in cidental, cores originárias com as de forasteiros produziu outras matizes.
O Brasil é um resultado, uma consequência, uma tela acabada que depois de queimada novamente foi pintada…e a gente nem se conhece, com muito esforço só se reconhece, com o quê nos forçaram a aprender…o que é o povo brasileiro?
Muita gente, provavelmente a maioria, não consegue lembrar cinco, quatro, três gerações.
Somos desalmados, sem raízes, sem família, desmemoriados, sem registro, sem certidão…eta povo indigente, feito de gente que veio e voltou, de gente que se perdeu e não se achou, de gente roubada, escravizada, sem futuro, sem chão, lavada na vastidão e na incertezas, fluidas, das águas.



Quero pedir desculpas pela ausência, pela distância, pelo silêncio que habita em mim, não é indiferença, pelo contrário, é todo grito preso.

De fato é uma escolha, uma opção, mas não quero encher o saco das pessoas com a minha tristeza, com a angústia, com a desesperança e o desespero.

E até falar sobre, acho ser uma espécie de chantagem.

Enfim, não precisa desculpar o ato egoico, o ser egoísta, mas não acho justo com quem já me ajuda muito.

Na realidade são a razão de eu prosseguir, continuar e não desistir.

Desistir não é desistir de mim, mas de você…

Estranho como a vontade de não fazer mal, triste, pode fazer mal e entristecer outras pessoas. Pior, pode faze-las esquecer, e tornar para sempre um estranho.

Pra ser sincero é também por respeito, mas é também por dor.

Mas não esqueço, muito lembro e, por favor, nunca duvidem do meu amor.

Acho que nasci pra isso, só para isso, para isso tudo, amar.

É é isso, essa coisa de amor, por amar, que me mantém.

É esse o meu motivo, a minha razão, a minha única…


segunda-feira, 13 de março de 2023

Às vezes eu penso, eu digo, eu acho que preciso, mas não, quero, gosto, sinto prazer…

A vida é possível, mas é diferente, não é como queria, sem.

Pra ser preciso não preciso, mas quando encontro sinto que faz sentido, se revelam vários significados.

Para ser mais exato, e menos complicado, parece que a vida só encontra o viver quando está com o ser.


Bukaio=> aquele que traz alegria em iorubá.


Eu nunca estou sozinho.

A tristeza sempre está comigo.

Preferia a alegria, mas ela não quer a minha companhia.

Ela tem os seus motivos, 




Não roubaram só o passado, mas uma história imprecisa a ser contada.

Cortaram o tronco, mas negligenciaram as as raízes, que embora não possam facilmente serem encontradas, permanecem abrigadas na terra fértil do pertencer por reconhecimento.

Só nos resta aprender para ensinar o que viveu é vivo e a memória faz lembrar.

A árvore das pessoas pretas, sobrevivem para além dos navios tumbeiros, o teórico ponto final, avançam singrando mares, resistem a salinidade, e repousam serenamente no solo da africanidade…

Assim como fizeram com os nativos, tentaram e eliminaram elos que ligam futuro e passado…

O presente é uma ilusão…só existiu e existirá…

O presente é o que não se pode agarrar, é fluxo, é a constante, é a transformação, é o tempo que corre, ininterruptamente, que passa, passou e passará…



Como estou?

Quer mesmo saber?

Me sinto morto demais para viver e vivo demais para morrer.

Há tempos, pelo menos nos últimos seis anos, tenho esperado um milagre. Mas, não só esperado, tenho tentado, tenho me inscrito em processos, tenho feito alguns concursos… sou amável, educado e atencioso com as pessoas, isso não poderia ser diferente. Tenho feito promessas, simpatias, evocado o natural e o sobrenatural. Como resposta se avolumam decepções, descrença, desânimo.

Já não sei mais o que fazer, as vezes até penso em outro algo, em alguma outra coisa, mas se projeta a sensação de que não adianta, não vai dar em nada.

Que estou condenado a fracassar, até em uma tentativa de suicídio temo não morrer, fazer sofrer e sofrer ainda mais.

Por último, até agora, quando parecia que ia mudar, que mesmo não sendo o ideal ia ter uma esperança, o coração, ó o coração, não bate o suficiente, de modo eficiente e me deixa na mão, com o coração amargurado, decepcionado, que decepção hein coração!

E olha que fiz exercícios, procurei a mais saudável alimentação, até paixão impossível, improvável, platônica aconteceu. Não, isso não foi ruim, não foi bom devo admitir, mas apesar do apesar, nunca pode ser ruim amar.

Agora, estou sem rumo, sem prumo, sem chão, sou obrigado a não ter esperança, só esperar por um milagre que ponha um ponto final nessa tristeza, nesse desespero, nessa solidão, nesse ser, nesse coração.

É ele bate pouco, mas não o suficiente para morrer e, infelizmente, nem o necessário para viver.

Acho que o que me resta fazer é ficar quieto, calado, não fazer nem o outro, as outras pessoas, preocupadas…nem sei se isso realmente vai acontecer, mas acho que seja a única coisa que posso fazer. Poupá-las do sofrimento, já que elas nada podem diante do meu, que é só meu, coração…

Às vezes dá vontade de brigar com todo mundo, estimular a raiva de mim, mas prefiro o silêncio, a reclusão, o isolamento, para que não se lembrem de mim e não, hipoteticamente, cause dor…coisa de coração.

Não quero, nem gosto de estar sozinho, mas acho ser essa minha única opção.

Acho que milagres não acontecem, mas se acontecerem deve ser só para quem merece.

Agora espero e vou esperar ele não bater mais, até parar o decorativo sem curativo, de coração.

Ainda tentarei, acho que sempre vou tentar, mas a cada dia acho mais difícil, impossível, improvável…

Desculpe, desculpem, eu odeio pedir desculpas, mas é só o que posso pedir…

Aconteceu.
Aconteceu o que não se previa,
O que talvez não quisesse…
Mas não posso dizer, que eu não queria.
Aconteceu, se era para acontecer não sei, mas aconteceu.
Quando o abraço se deu, senti o que já sentia, e aconteceu.
Se era pra ser, ninguém sabia, mas aconteceu.
Não dá para dizer o que aconteceu, mas agora só penso em, em e eu…
Sei que é impossível, mas não consigo esquecer, só sei dizer que mesmo sem, ou talvez por querer, sem saber, aconteceu.




O Grande problema das drogas é ela ser solução. Alguns dirão temporária, passageira, mas qual solução não o é, pode ser classificada definitiva?

Para tentar, o impossível, curar das drogas, sem entrar no mérito, invariavelmente se faz uso de outras quase sempre mais pesadas. E não podem dizer que não são, pois estimulan a fuga da realidade, causam dependência, aprisionam, prometem o impossível e até o inexplicável, prometem prometer promessas, curas incuráveis, o intangível, o inalcançável.


Cueca, calcinha furada…as pessoas vivem para si, só a si importa, e até mesmo o outro só tem importância para si.

O amor é isso, a minha vontade, o meu prazer…

Eu não quero mais ser, nem estar, nem nesse, nem naquele, em nenhum lugar.

O que me segura nessa coisa que chamam de vida é a memória, a lembrança, a saudade, os teóricos valores ensinados sobre respeitar ao outro, mesmo que o outro nem lembre de que eu existo e não cobre ou reconheça esse meu respeito.

Mas é o que foi dito, o que aprendi, e mesmo sendo uma droga, não posso descartar.

Eu não posso fazer o outro sofrer, embora o faça e embora sofra.

Mas, será que alguém tem ideia de quanto estou sofrendo?

Não quero pena, também me ensinaram isso, mas compreensão e, se não for pedir demais, respeito.

Não tá legal, não sinto mais prazer, nem com drogas, tipo álcool ou amor, não acho interessante essa coisa de viver.


O que acontece, não sei explicar. Mas se pudesse tentar, diria que não quero te ver me ver chorar.

Presunção de que isso te faria sofrer…


Coragem não é simplesmente enfrentar o medo, desafiar as probabilidades, não é racional ou irracional, é mais que tudo, como na etimologia, cor ação, da emoção e/ou do sentir...agir de coração..

É preciso muita coragem para fazer o que pode parecer um não fazer e só você saber o que está a fazer.






Não precisa ir ao meu enterro.

Na verdade nem queria ser enterrado, somente desacontecer.

Se possível, depois de doar os órgãos, se servir a alguém, creme o resto.

Todo caso, não é preciso estar, ir ao rito funeral, até prefiro, afinal não vou poder ver, saber, nada falar, escutar, sentir, tocar, é só final.

Não, não, também não precisa chorar, eu já chorei bastante e fiz chorar demais.

Ao contrário, sorriam, afinal eu sempre escondi a tristeza com a, nem sempre, falsa, nem sempre, alegria.

Não gosto de despedidas, de idas…prefiro vindas, sempre bem vindas.

E, se quiser, se despeça de onde estiver, pois não sei onde ou se estarei..

As vezes, se puder, ouça uma canção, conta uma história, se puder, em algum momento, sem motivo algum...faz eu aparecer, no pensamento, no sentimento, numa falta de significado, numa emoção.

Não sei por que as pessoas se esforçam para viver, se não tem jeito, é tarefa inglória, sempre, não tem jeito, é certeza morrer, chegar o fim, que jamais será feliz, da história.

Sinto que tá chegando a hora, de partir, de ir…embora deixar de ser, é bem diferente do não existir.

Sabe aquela frase batida?

Foi melhor assim, tava sofrendo... descansou???

Um beijo, um beijo em cada, cada pessoa, cada uma, cada um.

Não gosto de pedir desculpas, pedir desculpas significa ter ferido, maltratado, desconsiderado, ter sido mal educado, não gosto disso, mas peço.

Em compensação, gosto muito do muito obrigado, de milk shake, de amendoim, de carne seca, de flores, de animais, de cães, de pai, filho e mãe, de amigos, de amor, de cor…então mercy, thank you, arigato, gracias, dankie, faleminderit, shukran…muito obrigado.


Já parou para pensar em any think???

Não é qualquer coisa…é todo pensar, sentimento.

A vida seria nada, não fosse memória.


domingo, 19 de fevereiro de 2023

 Não é surpresa a tragédia Yanomami repetir práticas antigas, atrasadas, anacrônicas, primitivas, e chamar atenção pelo nefasto conjunto da obra. Mas, também em virtude de um parco questionamento a indagar a nacionalidade dos povos originários, se são brasileiros ou venezuelanos?

Quanto a isso, sem maiores aprofundamentos, é preciso refletir sobre a ideia de Brasil e de brasileiro.

Fora a discussão entre Terra de Santa Cruz, Brazil, denominação conferida em 1548 por D. Joao III, e Brasil em 1612, na nomeação de Gaspar de Sousa como governador geral, primeiramente brasileiro é quem nasce no Brasil.

Brasileiro é quem nasce no Brasil, quem nasce do Brasil, quem opta pela cidadania, quem escolhe o Brasil.

Povos originários, que viviam antes dessa invenção, não escolheram, pelo contrário foram obrigados a acolher um Brasil.

Por isso, por outras coisas, e coisas que não são coisas, talvez não seja correto chamar os originais de brasileiros. Não, não é inconcebível, porém determinar uma nacionalidade, construção das sociedades recentes para impor uma ideia, politica, de Nação, parece soberba, submissão, coerção, usar a força para, como fizeram no passado, obrigar, controlar, exercer o poder.

Povos originários, originais, existem e exigem respeito a sua identidade. Suas raízes são mais profundas, advém da cultura, de todo um processo cingido na ancestralidade, do qual não temos o menor conhecimento, no encontro das naturezas, suas com a da terra, das águas, do ar, da luz, do natural e cresceram a mais tempo, para sustentar não só troncos, mas alimentar Árvores mais robustas, complexas, carregadas de Identidades que não podem ser comparadas a artificialidade de uma nacionalidade produzida.

É preciso saber, para lembrar, que Brasil é forja, produto, coisa, criação, invenção, resultado, efeito de uma exploração.

No abuso do eufemismo, é fruto das sementes, trazidas e encontradas, misturadas, combinadas, cruzadas que germinou nessas terras.

A gente que já existia é gente que já existia, original e originário, causa. E, é responsabilidade do Brasil e do brasileiro, do ser que escolheu ser, respeitar e cuidar de todas as suas sementes para que continuem a florescer e não deixar esquecer de quem somos, apenas, frutos.