Às vezes eu penso, eu digo, eu acho que preciso, mas não, quero, gosto, sinto prazer…
A vida é possível, mas é diferente, não é como queria, sem.
Pra ser preciso não preciso, mas quando encontro sinto que faz sentido, se revelam vários significados.
Para ser mais exato, e menos complicado, parece que a vida só encontra o viver quando está com o ser.
Bukaio=> aquele que traz alegria em iorubá.
Eu nunca estou sozinho.
A tristeza sempre está comigo.
Preferia a alegria, mas ela não quer a minha companhia.
Ela tem os seus motivos,
Não roubaram só o passado, mas uma história imprecisa a ser contada.
Cortaram o tronco, mas negligenciaram as as raízes, que embora não possam facilmente serem encontradas, permanecem abrigadas na terra fértil do pertencer por reconhecimento.
Só nos resta aprender para ensinar o que viveu é vivo e a memória faz lembrar.
A árvore das pessoas pretas, sobrevivem para além dos navios tumbeiros, o teórico ponto final, avançam singrando mares, resistem a salinidade, e repousam serenamente no solo da africanidade…
Assim como fizeram com os nativos, tentaram e eliminaram elos que ligam futuro e passado…
O presente é uma ilusão…só existiu e existirá…
O presente é o que não se pode agarrar, é fluxo, é a constante, é a transformação, é o tempo que corre, ininterruptamente, que passa, passou e passará…
Como estou?
Quer mesmo saber?
Me sinto morto demais para viver e vivo demais para morrer.
Há tempos, pelo menos nos últimos seis anos, tenho esperado um milagre. Mas, não só esperado, tenho tentado, tenho me inscrito em processos, tenho feito alguns concursos… sou amável, educado e atencioso com as pessoas, isso não poderia ser diferente. Tenho feito promessas, simpatias, evocado o natural e o sobrenatural. Como resposta se avolumam decepções, descrença, desânimo.
Já não sei mais o que fazer, as vezes até penso em outro algo, em alguma outra coisa, mas se projeta a sensação de que não adianta, não vai dar em nada.
Que estou condenado a fracassar, até em uma tentativa de suicídio temo não morrer, fazer sofrer e sofrer ainda mais.
Por último, até agora, quando parecia que ia mudar, que mesmo não sendo o ideal ia ter uma esperança, o coração, ó o coração, não bate o suficiente, de modo eficiente e me deixa na mão, com o coração amargurado, decepcionado, que decepção hein coração!
E olha que fiz exercícios, procurei a mais saudável alimentação, até paixão impossível, improvável, platônica aconteceu. Não, isso não foi ruim, não foi bom devo admitir, mas apesar do apesar, nunca pode ser ruim amar.
Agora, estou sem rumo, sem prumo, sem chão, sou obrigado a não ter esperança, só esperar por um milagre que ponha um ponto final nessa tristeza, nesse desespero, nessa solidão, nesse ser, nesse coração.
É ele bate pouco, mas não o suficiente para morrer e, infelizmente, nem o necessário para viver.
Acho que o que me resta fazer é ficar quieto, calado, não fazer nem o outro, as outras pessoas, preocupadas…nem sei se isso realmente vai acontecer, mas acho que seja a única coisa que posso fazer. Poupá-las do sofrimento, já que elas nada podem diante do meu, que é só meu, coração…
Às vezes dá vontade de brigar com todo mundo, estimular a raiva de mim, mas prefiro o silêncio, a reclusão, o isolamento, para que não se lembrem de mim e não, hipoteticamente, cause dor…coisa de coração.
Não quero, nem gosto de estar sozinho, mas acho ser essa minha única opção.
Acho que milagres não acontecem, mas se acontecerem deve ser só para quem merece.
Agora espero e vou esperar ele não bater mais, até parar o decorativo sem curativo, de coração.
Ainda tentarei, acho que sempre vou tentar, mas a cada dia acho mais difícil, impossível, improvável…
Desculpe, desculpem, eu odeio pedir desculpas, mas é só o que posso pedir…
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