quarta-feira, 15 de março de 2023

Ia escrever que todo dia penso em você, mas é mentira…Não é só todo dia.
Não precisa devolver, mas no mínimo, uma, duas, três ... .vezes no dia sinto vontade de estar…beijo, nem imagina…

O amor é uma intercomunicação íntima de duas consciências que se respeitam. Cada um tem o outro como sujeito de seu amor. Não se trata de apropriar-se do outro.


Morte digna.
Tem horas que pessoas não se importam mais com a vida e elas só querem uma morte digna.
Digna significa não deixar dívidas , dúvidas, inimigos, críticas fundamentadas, mágoas, agressões, ofensas, tristezas. No popular, motivos para lembrar do indigno.
Chega a hora que pessoas não precisam mais viver, mas a morte não pode ser motivo de vergonha, de decepção, de tristeza amplificada, não precisa ser explicada, mais ainda defendida, condenada, justificada, com despedida.
É quando a morte mata, esfacela, maltrata, faz a vida desfalecer e a única razão é morrer.
Não tem porquê.
O que aconteceu?
Simplesmente morreu…
Aconteceu, do mesmo modo que veio, depois saiu, desapareceu…

Sabe quando você não tem nada bom a dizer?
O melhor é não fazer nada, não dizer nada.
Eu queria contar novidades. Nem precisa ser novidade, mas que seja algo…

O Brasil é o fruto de uma invasão.
Uma invasão que enquanto encobria, a e/ou in cidental, cores originárias com as de forasteiros produziu outras matizes.
O Brasil é um resultado, uma consequência, uma tela acabada que depois de queimada novamente foi pintada…e a gente nem se conhece, com muito esforço só se reconhece, com o quê nos forçaram a aprender…o que é o povo brasileiro?
Muita gente, provavelmente a maioria, não consegue lembrar cinco, quatro, três gerações.
Somos desalmados, sem raízes, sem família, desmemoriados, sem registro, sem certidão…eta povo indigente, feito de gente que veio e voltou, de gente que se perdeu e não se achou, de gente roubada, escravizada, sem futuro, sem chão, lavada na vastidão e na incertezas, fluidas, das águas.



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