O Grande problema das drogas é ela ser solução. Alguns dirão temporária, passageira, mas qual solução não o é, pode ser classificada definitiva?
Para tentar, o impossível, curar das drogas, sem entrar no mérito, invariavelmente se faz uso de outras quase sempre mais pesadas. E não podem dizer que não são, pois estimulan a fuga da realidade, causam dependência, aprisionam, prometem o impossível e até o inexplicável, prometem prometer promessas, curas incuráveis, o intangível, o inalcançável.
Cueca, calcinha furada…as pessoas vivem para si, só a si importa, e até mesmo o outro só tem importância para si.
O amor é isso, a minha vontade, o meu prazer…
Eu não quero mais ser, nem estar, nem nesse, nem naquele, em nenhum lugar.
O que me segura nessa coisa que chamam de vida é a memória, a lembrança, a saudade, os teóricos valores ensinados sobre respeitar ao outro, mesmo que o outro nem lembre de que eu existo e não cobre ou reconheça esse meu respeito.
Mas é o que foi dito, o que aprendi, e mesmo sendo uma droga, não posso descartar.
Eu não posso fazer o outro sofrer, embora o faça e embora sofra.
Mas, será que alguém tem ideia de quanto estou sofrendo?
Não quero pena, também me ensinaram isso, mas compreensão e, se não for pedir demais, respeito.
Não tá legal, não sinto mais prazer, nem com drogas, tipo álcool ou amor, não acho interessante essa coisa de viver.
O que acontece, não sei explicar. Mas se pudesse tentar, diria que não quero te ver me ver chorar.
Presunção de que isso te faria sofrer…
Coragem não é simplesmente enfrentar o medo, desafiar as probabilidades, não é racional ou irracional, é mais que tudo, como na etimologia, cor ação, da emoção e/ou do sentir...agir de coração..
É preciso muita coragem para fazer o que pode parecer um não fazer e só você saber o que está a fazer.
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