sábado, 14 de janeiro de 2023

É humano esquecer.

O ser humano esquece, para lembrar registra.

Mas, o artifício apesar de conservar é incapaz de preservar a experiência, o vivido, o sentido, se sentiu.

Os sabores, aromas, as cores, a sensação, emoção, temporariamente é lembrança.

É só momento, único, de coração.

Mistura emoção, prazer, dor, aflição e é único. 

Não se repete, sentimentos dormem no afeto, jamais serão iguais.

Mas, quando bate aquela saudade a gente se esquece de esquecer, as sensações acordamr, ah saudade.

É o ser é feito de esquecer, mas ama, e amar é lembrar.


O ser é feito de esquecer, para lembrar acessa registros…


Sobreviver, é não ter mais vida para apresentar…



 Nos últimos tempos não tenho contido as lágrimas.

Aliás, acho lágrimas não serem feitas para serem contidas, para conter, elas contém o feito para verter.

Incontidas ou não, contém emoção, verte sentimento que não pode se conter…

Por que tentar, se todo mundo sabe, e não dá para esconder?

Lágrima, forma líquida, igual a água, irriga, a irrigar nossa planta, ação.

Irrigar, semente a germinar, florescer, frutificar, em ser, gente, em ser, humano, em ser, coração.


Embora não ache correto, também não concorde, a expressão "homem" e suas derivações na documentação, registros, fontes, publicações até, pelo menos, os anos finais do século XX não chega a ser um absurdo.

Visto, o patriarcado, inclusive anacronico, ser o modelo premente nas sociedades ocidentais até então.

Inadimissivel é a sua manutenção, principalmente, a partir dos anos finais do século XX, em virtude do desenvolvimento das mentalidades na direção de uma lógica, inequívoca, referente a igualdade de gênero.

Embora tardia, o despertar para a consciência foi resultado de…


É preciso mudar urgentemente o uso da expressão "resistência".

Celebrada e empregada, comumente, para denominar espaços de memória, lugares de fala e de convivência, não acho a palavra "resistência" definir de maneira apropriada razões, sentimentos, reivindicações, pertinências e legitimidades de todo e qualquer movimento a substantivar o vívido, o viver, o existir.

Embora a expressão "resistência" enfatize, simbolize e reforce as marcas, as marchas, os movimentos contra a opressão, também dão créditos ao que não pode se esquecer, através dos registros, da documentação, mas não merece ser lembrado.

É perigoso e, infelizmente, muitos algozes, crimes e tiranias tornam-se referências para criminosos, tiranos, para desnaturados.

Assim como "deuses", monstros "quando não acreditam neles deixam de existir".

Por isso, mais preciso é sinalizar a presença, a inclusão, a participação, a contribuição e a composição resultante nos processos.

Assim, acho coerente as representações que assinam significados, onde é impossível ignorar sentidos e direções, identidades e identificações, diminuírem o som do "R" e colocar em evidência o entendimento, não somente sugerir reflexões.

O que está no primeiro plano, elemento fundamental, prioritário não é a resistência, resistir a um esquecimento, a um apagamento, aos ataques realizados pela ignorância, mas apesar e além de… consagrar o existir.

Por isso, acho, mais apropriado serem conhecidos, antes mesmo de lembrados e reconhecidos, como: espaço da/de existência, lugar da/de existência...de humanidade.

Pode parecer apenas uma alteração semântica, gráfica, morfológica, mas a simples mudança aponta para além do plano simbólico, da esfera significativa, do caráter representativo a compreensão concreta do, apesar dos contrários, dos resistentes, das resistências - nesse caso faz sentido -, existiu, existe, insiste, persiste e insistirá em existir por toda a existência, humana.


Museu da cultura afro brasileira...



 Estranho, assim como a ignorância e o exótico, é filho da distância.

O familiar, por sua vez é legítima cria da proximidade.

De perto, diariamente, o diverso nas suas diversas formas naturais, aromas, sabores e cores adquirem DNA, sangue, ganham identidade, pertencimento.

O comum, o próximo, o familiar, nasce do cruzamento de perto com diariamente.

O exótico, o estranho, o diferente, o outsider, é resultado acentuado pelo raramente, que não é frequente.

De perto é mais fácil ver as diferenças, mas também com elas acostumar, aceitar, conhecê-las e ao reconhecer cada dia ser mais difícil percebê-las, por isso misturam-se e compreendidas como semelhanças são.

Mas, mesmo improvável, uma vez não percebidas em razão de viver com ou com viver, conviver, elas passam a fazer parte.

Ou parte fazer…

Todo mundo é diferente, e isso faz todo um ser especial.

Tem tanta coisa em comum em todo um, as diferenças mais que comuns são fundamentais, faz cada ser ser único, ser original.

Na realidade o ser não é diferente, é estranho, é diverso, por certo ninguém é comum, incomum é ser desigual.

O natural não é igual.

Todo ser para ser precisa do outro ser, para se viver o outro precisa encontrar o outro…



As palavras e as coisas, assim disse Foucault, para coisas.

Acho que as palavras servem mais bem para as coisas. 

O que não se sente, não tem semente, não é natureza, natural do ser gente.

É muito maior o quanto dói naquilo que se convencionou chamar de dor.

É muito maior o sentimento naquilo que a palavra se acostumou a chamar amor.



Às vezes faltam palavras, falta muitas vezes.

Aí lembro do Michel, o tal de Foucault.

Não é exatamente sobre isso, mas acho que as palavras servem mais bem a coisas.

Por isso, talvez seja natural faltarem para as coisas que só não são exatamente coisas.

Apesar de não saber o que escrever, faltarem palavras, "...Nao hà nada no mundo que possa fazer…Eu…deixar de gostar de você…".

É d'uma música, e "gostar" é desses casos em que a palavra mostra limitação, sua incapacidade, mas assim cantou Bethânia.

Sei que não tem nada a ver, mas além de desejar, e sei nunca será possível, que você realize todos os seus desejos, saiba que faltam palavras e ainda desconfio, felizmente, sempre faltarão para o que não tem semente, não é da natureza natural do ser gente.

Para o que não basta ler, pois precisa sentir, não se explica e se entende, no olhar, no tocar, no pensar…é falta palavras, mas só palavras…

Sabe é muito maior o quanto dói naquilo que se convencionou chamar de dor.

É muito mais e não pode caber naquilo que a palavra acostumou a chamar amor.





 O corpo humano nos ensina, embora únicos e compostos de únicos, precisa do braço, da mão, do lóbulo, do rim, da perna… da direita, também da esquerda, do equilíbrio. O corpo humano tem vários órgãos, artérias, veias, sangue a fazer bater o coração. O corpo é uno, mas depende de tantos outros, diversos, em harmonia para funcionar.

Ninguém desenvolve se não tiver crítica, erros, referências, aprendizados.

Ninguém cresce, floresce, progride se todos sempre concordam.

Ninguém está só certo, só errado.

Não existe gente de bem, não existe gente de mal, só existe gente.

A falência da nossa humanidade fica mais evidente quando leis são feitas para obrigar seres humanos serem humanos.

 O amor é incontrolável.

Não sei se dá para aprender, mas não dá para ensinar.

Não dá para pedir, não dá para dar.

Pode até ser descoberto, mas não dá para esconder.

Quando o amor acontece ele acontece porque tem que acontecer.

As vezes acho que é descontrolado, mas não ele é espontâneo…



Um programa habitacional não pode contemplar apenas a aquisição de imóveis.

Considerando o substantivo número de residências construídas e desocupadas, existentes no país, seria interessante pensar um modelo híbrido, semelhante ao Europeu, e incorporar um projeto de aluguel social.

Além de reduzir, de imediato, o déficit habitacional atende a camada de menor posse, valores mais baixos que as prestações da compra, gera renda aos proprietários das unidades ociosas, e os custos dessa política também seriam bem menores.

Ainda, imóveis da União, dos estados e municípios, vazios, poderiam ser utilizados na política habitacional.

 Quando se apaga a luz grita mais alto.

Sua ausência enche o vazio.

É, não sei se a luz nasce mesmo na escuridão.

Só sei que nessa hora não se sabe o que dizer, desnecessário dizer que a lágrima rola, que o choro chora, todo mundo pode ver.

Eternamente é muito tempo.

Sinto sem vontade de sentir, sinto por sentir sentimento.



Será que no outro lugar a gente pode encontrar com a gente que a gente acha que nunca mais estará?

Gente que é importante a gente nunca deixa de ver, nas fotografias, nos objetos, na lembrança, na saudade, na memória, nos sinais, nos sonhos, elas existem, elas persistem, elas estão.

É gente que a gente é, e por isso nunca deixa de ser, vive dentro da gente, mas será que um dia a gente poderá estar junto delas novamente, será?

Sabe, se a gente soubesse seria gratificante, mas também muito perigoso. Peligroso...

Se a gente soubesse que poderia estar novamente com tanta gente tão importante poderia ter vontades de não estar mais com tanta gente tão importante quando achasse que elas não estão mais com a gente.

Mas, feliz ou infelizmente a gente não sabe.

Acha, é possível, sonha, pode ser improvável, mas jamais tem a certeza e essa dúvida, essa imprevisibilidade, faz a gente esperar o tempo decidir para a gente.

Dor é coisa de viver.

Só o ser vivo sente dor, enquanto sentir dor sabe ser e estar nessa dimensão, nessa emoção, nessa vida, vivo nesse amor, nessa importância, nessa necessidade, de ser e estar gente.

Hoje eu sei dizer o que preferiria, se pudesse, se soubesse, nessa hora, nesse agora, mas não sei se estaria certo.

Certamente, a incerteza é combustível do viver, e a gente vive sem saber, se soubesse, se tivesse, muito provavelmente preferiria não ter.

Viver é dúvida, dúvida que a gente precisa, pra viver.

Todo dia a vida corre risco e é arriscado viver, viver e ver algo vivo vir e surpreender.

Qual graça teria se andássemos sobre o fio da certeza e soubéssemos, programassemos, esperassemos tudo ser exatamente como imaginassemos?

Tudo fosse previsível, matariamos o improvável, o impossível, o surpreendente, o imponderavel, o algo mais, não daríamos chance ao acontecer.

E é sobre vida, é sobrevida, é sobre viver.

Minha mãe dizia, tantas outras pessoas também, que Deus, prefiro Deusas, escreve certo por linhas tortas… não acho mais que são linhas tortas, a gente só não sabe, não alcança, não consegue compreender, não tem a menor ideia de como rascunha, desenha e constrói o destino.

Imagina o corpo humano, a natureza, a complexidade inscrita em artérias, veias, fluxos, órgãos, composições, funções, quanta física, tanta química, cálculos, somas, subtrações, divisões, arranjos, combinações e inexplicáveis, e inacreditáveis, arranjos e, e inimagináveis, pelo menos pra gente, mortais, limitados, humanos, seres.

Humanos seres, cheios de histórias, escritas, escrotas, contadas, cantadas, tocadas sob o escrutínio do encantamento. 

Encanto, num canto qualquer, proporcionado pelo fato de não saber, mas aprender, descobrir, revelar, por simplesmente ser, estar, encontrar, ganhar, perder e as vezes achar se perder.


Eu preciso de você, da sua voz, do seu olhar, do seu cheiro, do seu sorriso, do seu sabor, gosto, do seu gosto, do seu calor, do seu...

De muito, de tudo, de um pouco preciso, preciso demais.

Preciso de você.

De você preciso.

Preciso para ser.

Para ser preciso.

Para ser, preciso.



O corpo humano ensina, embora únicos e compostos de únicos, precisa do braço, da mão, do lóbulo, do rim, da perna… da direita, também da esquerda, do equilíbrio. O corpo humano tem vários órgãos, artérias, veias, sangue a fazer bater o coração. O corpo é uno, mas depende de tantos outros, diversos, em harmonia para funcionar.

Ninguém desenvolve se não tiver crítica, erros, referências, aprendizados.

Ninguém cresce, floresce, progride se todos sempre concordam.

Ninguém está só certo, só errado.

Não existe gente de bem, não existe gente de mal, só existe gente.




A gente diz muitas coisas por dizer, mas sentimentos, muitos, a gente tenta esconder.

Só que é impossível ocultar o carinho, o respeito, a admiração, o meu amor por você.

É gratificante poder mandar um beijo, dizer viva, desejar saúde, sorrisos, sonhos, sortidos, sortudos e, principalmente, saborosos…

Parabéns e obrigado, minha amiga.

Muito obrigado por entrar e eu não vou deixar sair dessa conFusão  chamada minha vida.


Amizade - do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar.


A gente diz muitas coisas por dizer, mas sentimentos, muitos, a gente tenta esconder.

Só que é impossível ocultar o carinho, o respeito, a admiração, o meu amor por você.

É gratificante poder mandar um beijo, dizer viva, desejar saúde, sorrisos, sonhos, sortidos, sortudos e, principalmente, saborosos…

Parabéns e obrigado, minha amiga.

O que seria a gente se só seguisse em frente sem experimentar, aprender e contar o que viu e viveu no caminho?


¿Qué seríamos si nos limitáramos a seguir adelante sin experimentar, aprender y poder contar lo que vimos y vivimos en el camino?



É, já se passaram quatro anos.


É, rápido lá se vão quatro anos.


Sei, a gente já se ver antes, se encontrar nos corredores da vida, e às vezes, a mais tempo, estarmos no mesmo local, no mesmo bar.


Mas, se conhecer, se reconhecer, se achar e se descobrir nessa coisa, talvez maior que o nome, "eufemismo" de amor, tem mais ou menos quatro anos.


Sabe, antes disso, dessa condição, dessa troca, desse sentimento, desse consentimento, até podia te dar um parabéns, carinhoso, respeitoso e sincero. Mas, depois de embarcar nessa viagem de viver, compartilhar a experiência, receber o presente, me sinto completamente obrigado, não por obrigação, por reconhecimento, gratidão, prazer e, nunca é demais, amor, gritar muito obrigado.


Obviamente, também cabe o parabéns, votos de coisas boas, força, serenidade e sabedoria para assimilar, renascer e afrontar as vicissitudes quando não são.


Mais ainda, é gratificante poder mandar um beijo, dizer viva, desejar saúde, sorrisos, sonhos, sortidos, sortudos e, principalmente, saborosos…


Beijo no coração e - nunca é demais agradecer - obrigado minha amiga por entrar nessa coisa, confusão, chamada minha vida. Obrigado por deixar, permitir, me aproximar de você. Obrigado Gabi pela oportunidade de nascer, crescer, desenvolver essa coisa chamada amizade.




A única coisa que gosto mais do que você é nós…


Melhor que você só nós…


A coisa que mais me deixa triste, a qual não suporto, que fujo, é despedida…até nisso minha mãe…


Tá.

Tento achar que tá.


É engraçado, como as palavras se esforçam para tentar dizer…

Mas, não completam, são insuficientes, limitadas…

Depois de ler, a palavra como fosse tudo é como fosse nada…

A palavra se esforça, até responde, mas dificilmente corresponde…é limitada.

Já dito antes, quando bem sucedida, na hercúlea tarefa de comunicar, informar, dizer, pode esclarecer e também estender dúvidas no varal …

Sugerir compreensões, e até imprecisas conclusões é o que consegue fazer…

Se o não dito, o silêncio, é capaz de produzir ruídos, sons, reflexões, parar e pensar…o som é prodígo em esperas, silêncios, intermináveis, por segundos…

Mais que responder a palavra pede, sugere, confere, possíveis e não escutar…

Entre dizer e não saber o que dizer, o que deve, pode ou não falar, é preferível, às vezes, calar…

O silêncio, por vezes, diz tanta coisa, o que não pode faltar…

A voz, o som, as palavras, por vezes se perde…

Não, não está no que diz, no que se diz, não, não está, mas naquilo que consegue, precisa, pode, quer ouvir, ver, ler, sentir…entender, provavelmente auscutar…

A resposta é una, mas não a pergunta…

Tudo é uma questão de hermenêutica, de interpretação…de necessidade, de precisão…

Ao invés de dizer, por não ter como falar, prefere silenciar…

Bem ou mal, a palavra foi feita para ser dita, mesmo incerta, imprecisa, caduca, descontrolada, angustiada e aflita???

Ao invés de dizer o que não se pode explicar, menos pior é calar?

Mais medo tem de perder que de não ganhar…por isso, quando tudo se mostra improvável, preferível nem tentar…





Já pensou, como começou?

É, não deu para perceber, sabe-se ao nascer, mas como começou?

Não dá para lembrar, quando percebeu já estava lá.

E todo dia coisas aconteciam, emoções, experiências, sorrisos, lágrimas, tristezas, alegrias, se repetiam…

Como, exatamente, começou?

É possível especular, mas exatamente é impossível precisar.

Aconteceu, sem explicação, sem pedir licença, sem consentimento e quando viu já era…

Como acabou, quando acabará, outra coisa que não dá para explicar…

Parecia tudo encaixado, mesmo faltando partes, mesmo precisando de peças, de colas, de… mesmo assim parecia perfeito, acabado.

Acabado, é quando acaba…quando não precisa de mais nada, e qualquer coisa que se põe parece não caber, excesso, ou fica amontoado, desprezado, fora do lugar…

Acaba quando menos se espera, acaba quando está acabando e é hora de acabar…

Mas ao certo não se sabe a hora, não se sabe como, mas é quando não mais falta, não importa, não tem a necessidade de esperar, de responder, de fazer acontecer, pois aconteceu e não mais acontecerá…

Daí só resta seguir, do mesmo jeito que antes, sem rumo…até sem perceber, sem reparar, sem notar, sem esperar, simplesmente acontecer e quando ver já estar lá e lá é em outro lugar…