quarta-feira, 5 de outubro de 2022

 Sob o signo do trauma.


O Brasil, país inventado em 1500, nasce, cresce e, não, se desenvolve sob o signo de traumas.

Exploração predatório, ocupação predatória e, capitanias, hereditária, colonização, detergente, absolutista, república, escravagista.

Cacacteristicas, deprimentes, nas colunas, ou gênese, da deformação.

A Emergência de um Estado opressor e agressor, leva a construção da sociedade dividida entre tomadores predadores e despossuidos miseráveis.

A pobreza como missão leva ao desenvolvimento da crença, divina, como única solução, não provável, mas possível.

O talento, a preparação, a competência são secundarios e coadjuvantes da graça, da sorte, da benesse/esmola.




sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Quem sou eu, quem eu sou, o que sou, como sou não consigo dizer.

Até posso tentar, mas acho ser o que vêem em mim. Sendo assim, com mais precisão, quem pode não sou, é você.

É você quem observa, acompanha meus passos, de diversos ângulos, diferentes perspectivas, próximo ou distante, me olha e consegue me ver.

Quem me conhece é você, sou limitado a me reconhecer.

Acredito muito no que falam de mim, no pensam, pois quase nunca me olho e poucas vezes me vejo, já esqueci o que em mim eu vi.


Desde 2010, por vontade ou não, eu não voto.

É agora, basta psicopatéticos, chegou a hora!!!


Ninguém é só inocente, tampouco é só culpado.

Todo mundo, e tudo na natureza, tem no mínimo dois "lados".

Apenas idiotas, imbecis, psicopatéticos, alucinados, acham possuir só virtudes, não ter defeito, não cometer pecado.

"Ninguém é só bom, nem ninguém é só mau…"

Não existe "gente de bem" ou, supostamente, o oposto "gente de mal", o que existe é semelhante, diverso, o igual que é diferente, em suma o que existe naturalmente, e somente, é Gente.


Até os idiotes têm razão.


Se pararmos para pensar, e ao pensar bem respeitar, reconhecer a individualidade do indivíduo, não é difícil perceber que, por mais abjeta, repugnante, condenável, segundo a condicionantes sociais, cada um tem as suas próprias necessidades, capacidades e valores.

O ser, o indivíduo, por mais divergências e fundamentações, é muito mais fruto do seu meio, das suas primárias referências. Mesmo ao nega-las, tais, referências, permanecem como parâmetros, como bases, como eixos da sua estrutura humana.

Quem nasce, cresce, em meio as condicionantes, ritmos, hábitos e práxis, tende a carregar na personalidade seus respectivos signos, códigos e representações.

Para não precisar ir a extremos, cabíveis e justificáveis, tomemos como exemplo a linguagem, a cultura, os padrões alimentares.

Uma criança, de qualquer origem, ao se desenvolver em meio a referências distintas, da original, não guardará nenhum resquício da anterior.

Os únicos traços, permanentes, são os endógenos, hereditários, genéticos.

O quão isso determina a personalidade, é outra questão...

Mogli...



Eu não preciso de armas, não preciso matar, não, não preciso de morte, não preciso ameaçar, não preciso roubar, não preciso rachar, não preciso mentir, ser desonesto, antiético, arrogante, escroto.

Não preciso esconder, não preciso de um dia de sigilo, e 100 anos pra quê?

Eu não preciso de ódio, não preciso de dor, não preciso de tratamento psiquiátrico, nem de puxa-saco, comprar justiceiro, capacho, gado bajulador.

Não preciso dar ordem, nem de inimigo, jamais do conflito, ser agressivo, agressor.

Não preciso de esmola, nem de miséria, nem de fome, não preciso garimpar, poluir, de laranja, desmatar.

Não preciso ser misógino, homofóbico, racista, facista, bufar, grunir, mentir, inventar, espumar e 1000 vezes afirmar, desesperadamente, não brochar para só tentar convencer que sou homem!

Para ser preciso, preciso e todo mundo precisa, precisa de transparência, honestidade, de comida, ser decente, precisa ter trabalho e renda, precisa de oportunidade, de educação, de saúde, de segurança, de fazer e ser parte, precisa de arte, de alegria, de sorrisos, precisa de paz, de olhar as pessoas e vê-las como irmã, como irmão, semelhantes diferentes, precisa da fraternidade, de solidariedade, de críticas, de amor, de respeito pela Gente.

A gente precisa de esperança, de Gente, para viver a minha, a sua a nossa vida.

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Sob o signo do trauma.


O Brasil, país inventado em 1500, nasce, cresce e, não, se desenvolve sob o signo de traumas.

Exploração predatório, ocupação predatória e, capitanias, hereditária, colonização, detergente, absolutista, república, escravagista.

Cacacteristicas, deprimentes, nas colunas, ou gênese, da deformação.

A Emergência de um Estado opressor e agressor, leva a construção da sociedade dividida entre tomadores predadores e despossuidos miseráveis.

A pobreza como missão leva ao desenvolvimento da crença, divina, como única solução, não provável, mas possível.

O talento, a preparação, a competência são secundarios e coadjuvantes da graça, da sorte, da benesse/esmola.




segunda-feira, 26 de setembro de 2022

 Para quem pode ser ruim a legalização das drogas?

Para quem não quer pagar impostos, para quem não quer o controle de qualidade.

Para quem não quer concorrência ampla.

Para quem não quer fiscalização.

Para quem não quer responder processos.

Para quem não quer a lei, a regulamentação, normas quanto a atividade.

Para quem precisa esconder.

Para quem precisa prometer, só prometer, o impossível.

Em todas as civilizações, em todas as épocas, sempre existiram e consumiram drogas.

Por que cigarro, álcool, café... e uma infinidade de outras substâncias que viciam, matam, alucinam, provocam distúrbios e causam efeitos colaterais de baixa, média e alta intensidade e duração são legalizadas???


Os imóveis não foram comprados com dinheiro vivo. Todo dinheiro público "desviado" causa prejuízos na educação, na saúde, na segurança, na sociedade, portanto o dinheiro "secreto", na "cueca", rachado, mata.




 A gente não é de ninguém, a gente nem é da gente.

Cansei de dizer minha, meu, mas estava, não sei, errado ou certo.

A gente não pertence, nem possui.

Só sei, a gente está, está com alguém, está filho, está enamorado, geralmente apaixonado, e paixão é na essência, se não na etimologia, sofrimento.

A gente está, não se sabe por quanto tempo, vivo.

Mas, de uma hora para outra o que está, estava, o que não estava, está.

Somos passageiros, passageiros da agonia, da felicidade, da esperança, do sentimento, do amor, do ser ser e do ser deixar de ser, quando o ser não mais estar.

Temporários, passageiros, viajantes, efêmeros, momentâneos.

Somos o que ainda não é e o que não é, mais ainda será.

Diante dessa condição, esse ser que não sabe quanto vai viver, não sabe quando vai morrer, só sabe que vai, e vive sem saber, não é dono de nada e não pode ser de nem dono de alguém.

A gente é tanta coisa pra tanta gente e pra outra tanta gente a gente nada é, as vezes nem gente.

Se fosse pra ser de algo, de alguma coisa, seríamos da natureza, da nossa natureza, que naturalmente não pertence e não possui.

A gente flutua, flutua nas transformações, nas relações, nas interações, nas transações, nas consistências, nas inconsistências, no ar, nas águas, não é de ninguém, ninguém nos tem, ninguém nos possui, somos instantes, momentos, somos sonhos, amor, amores, condicionados, sustentados pela materialidade imaterial do tempo.

Somos sementes, partes, metades, flores, cores, e as vezes até damos frutos, frutos que serão, de ninguém serão.

A gente pode até não ser de ninguém e ninguém da gente ser, mas quando está com alguém que está com a gente, esquece isso, se ilude, se acha completo, a gente tem dono, e alguém é dono da gente, da nossa emoção, do nosso coração, da nossa ação e reação, da nossa vida, a sensação é diferente, quando isso a gente sente, até gente se sente.



 As pessoas estão mais ocupadas naquilo que as outras falam e menos no que fazem.

Talvez, observar, o que fazem, as práticas, os hábitos, o comportamento sirvam para aclarar não só a percepção, mas a concepção, as características, a personalidade, a realidade.

Falam tanto de família, e o histórico é de separações, denúncias, desprezo, mal trato, perversidade.

Falam muito de Deus, mas liberam armas, munições, reforça o desejo de matar.

Derramam ódio, homenageiam assassinos, milicianos, bandidos.

Falam em pátria, mas atacam a constituição, desmerecem e perseguem os demais poderes.

Falam tanto de honestidade, mas roubam, racham, usam funcionários fantasmas, lavanderias, e o dinheiro vivo amealhado, sabe lá a origem, irrastreavel na compra de bens.

Desejam fake news, mentiras, para iludir, para enganar

Falam, falam, falam.

Falam o que não fazem e fazem o que não falam.


 Esgota, esgotado no esgoto esgota.


Leve, me leve, suporte, o ar.

O ar suporta, o leve, o pesado.

O vento, venta, aventa, possíveis, prováveis.

Sou agora, embora agora pode ser ontem, hoje, amanhã, agora é qualquer segundo, minuto, agora é toda hora.

Um instante, agora é agora, quando chega a hora.

Fácil vem depois do difícil, quando o saber.

Fácil, só é fácil quando se aprende, quando tem conhecimento.


 Ah se eu pudesse nascer novamente, se sobrasse uma nesga de memória, pressentimento, uma energia sobrenatural, eu faria muita coisa diferente.

Seria mais humano e menos descontente.

Saberia esperar o tempo responder as perguntas que ainda não sabia fazer.

Continuaria a agir com o coração, mais ainda, mais com ele.

Diria mais sim, muito menos não.

Se eu pudesse nascer novamente, procuraria mais compreender, mais aceitar, mais respeitar.

Andaria abraçado, de mãos dadas, sem vergonha, sem petulância, sem solidão.

Reconheceria, apresentaria e celebraria mais os amores, os afetos, os carinhos que recebi.

Não só reconheceria, também agradeceria e, com mais frequência, retribuiria.

Não ficaria tão inconformado com o que não deu certo, mas satisfeito com o que deu.

Não pediria tanto, aliás, não adianta muito.

Quereria menos e tudo que conseguisse agradeceria mais.

Não, não me entregaria a mediocridade, apenas transformaria a realidade com tudo o que percebi receber.

Mas, como isso é impossível, pelo menos improvável, só cabe o que me cabe, antes que essa vida acabe.


A gente sempre se preocupa, valoriza, esgota importância com o que quer.

Raramente com o que querem da gente...


quinta-feira, 22 de setembro de 2022

AMIGA

AMAR

AMOR 

AMIZADE

AM

É, já se passaram quatro anos.

É, rápido lá se vão quatro anos.

Sei, a gente já se ver antes, se encontrar nos corredores da vida, e às vezes, a mais tempo, estarmos no mesmo local, no mesmo bar.

Mas, se conhecer, se reconhecer, se achar e se descobrir nessa coisa, talvez maior que o nome, "eufemismo" de amor, tem mais ou menos quatro anos.

Sabe, antes disso, dessa condição, dessa troca, desse sentimento, desse consentimento, até podia te dar um parabéns, carinhoso, respeitoso e sincero. Mas, depois de embarcar nessa viagem de viver, compartilhar a experiência, receber o presente, me sinto completamente obrigado, não por obrigação, por reconhecimento, gratidão, prazer e, nunca é demais, amor, gritar muito obrigado.

Obviamente, também cabe o parabéns, votos de coisas boas, força, serenidade e sabedoria para assimilar, renascer e afrontar as vicissitudes quando não são.

Mais ainda, é gratificante poder mandar um beijo, dizer viva, desejar saúde, sorrisos, sonhos, sortidos, sortudos e, principalmente, saborosos…

Beijo no coração e - nunca é demais agradecer - obrigado minha amiga por entrar nessa coisa, confusão, chamada minha vida. Obrigado por deixar, permitir, me aproximar de você. Obrigado Gabi pela oportunidade de nascer, crescer, desenvolver essa coisa chamada amizade.


Amizade - do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar.





quarta-feira, 21 de setembro de 2022

A minha época é a que vivo.
É atual, é agora e depois do depois. Ela se renova a toda hora, não tem presente, só futuro passado.
É essa que se desenvolve enquanto vivemos.
Viver além de ser uma constante é aprendizado, atualização, adequação em processo, implica em sintonia com as modificações, transformações e ajustes dessa, sua, época.
Qualquer e todo apego a situações e condições pode ser compreensível, porém não pode ser desculpa para ignorar ou resistir as configurações da realidade, do cotidiano, do dia-a-dia.
É legítimo optar pelo conservadorismo, se achar e dizer ser conservador, viver no anacrinismo, desde que tudo aquilo que não for registro de progresso seja refutado.
Se a sua referência se dá na experiência vivida, por exemplo, das carroças, do lampião, da enciclopédia, por qual razão fazes uso de automóveis, de energia elétrica, de computadores?
É no mínimo incoerente, contraditório.
As épocas, sem excessão, são carregadas de marcas distintivas, que as caracteriza, distinguir e define, não é possível viver fora da sua época, mas se quiser tentar será necessário fugir dessa época, dessa sociedade, dessa "vida".
Diacronia/sinergia...