quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Sob o signo do trauma.


O Brasil, país inventado em 1500, nasce, cresce e, não, se desenvolve sob o signo de traumas.

Exploração predatório, ocupação predatória e, capitanias, hereditária, colonização, detergente, absolutista, república, escravagista.

Cacacteristicas, deprimentes, nas colunas, ou gênese, da deformação.

A Emergência de um Estado opressor e agressor, leva a construção da sociedade dividida entre tomadores predadores e despossuidos miseráveis.

A pobreza como missão leva ao desenvolvimento da crença, divina, como única solução, não provável, mas possível.

O talento, a preparação, a competência são secundarios e coadjuvantes da graça, da sorte, da benesse/esmola.




segunda-feira, 26 de setembro de 2022

 Para quem pode ser ruim a legalização das drogas?

Para quem não quer pagar impostos, para quem não quer o controle de qualidade.

Para quem não quer concorrência ampla.

Para quem não quer fiscalização.

Para quem não quer responder processos.

Para quem não quer a lei, a regulamentação, normas quanto a atividade.

Para quem precisa esconder.

Para quem precisa prometer, só prometer, o impossível.

Em todas as civilizações, em todas as épocas, sempre existiram e consumiram drogas.

Por que cigarro, álcool, café... e uma infinidade de outras substâncias que viciam, matam, alucinam, provocam distúrbios e causam efeitos colaterais de baixa, média e alta intensidade e duração são legalizadas???


Os imóveis não foram comprados com dinheiro vivo. Todo dinheiro público "desviado" causa prejuízos na educação, na saúde, na segurança, na sociedade, portanto o dinheiro "secreto", na "cueca", rachado, mata.




 A gente não é de ninguém, a gente nem é da gente.

Cansei de dizer minha, meu, mas estava, não sei, errado ou certo.

A gente não pertence, nem possui.

Só sei, a gente está, está com alguém, está filho, está enamorado, geralmente apaixonado, e paixão é na essência, se não na etimologia, sofrimento.

A gente está, não se sabe por quanto tempo, vivo.

Mas, de uma hora para outra o que está, estava, o que não estava, está.

Somos passageiros, passageiros da agonia, da felicidade, da esperança, do sentimento, do amor, do ser ser e do ser deixar de ser, quando o ser não mais estar.

Temporários, passageiros, viajantes, efêmeros, momentâneos.

Somos o que ainda não é e o que não é, mais ainda será.

Diante dessa condição, esse ser que não sabe quanto vai viver, não sabe quando vai morrer, só sabe que vai, e vive sem saber, não é dono de nada e não pode ser de nem dono de alguém.

A gente é tanta coisa pra tanta gente e pra outra tanta gente a gente nada é, as vezes nem gente.

Se fosse pra ser de algo, de alguma coisa, seríamos da natureza, da nossa natureza, que naturalmente não pertence e não possui.

A gente flutua, flutua nas transformações, nas relações, nas interações, nas transações, nas consistências, nas inconsistências, no ar, nas águas, não é de ninguém, ninguém nos tem, ninguém nos possui, somos instantes, momentos, somos sonhos, amor, amores, condicionados, sustentados pela materialidade imaterial do tempo.

Somos sementes, partes, metades, flores, cores, e as vezes até damos frutos, frutos que serão, de ninguém serão.

A gente pode até não ser de ninguém e ninguém da gente ser, mas quando está com alguém que está com a gente, esquece isso, se ilude, se acha completo, a gente tem dono, e alguém é dono da gente, da nossa emoção, do nosso coração, da nossa ação e reação, da nossa vida, a sensação é diferente, quando isso a gente sente, até gente se sente.



 As pessoas estão mais ocupadas naquilo que as outras falam e menos no que fazem.

Talvez, observar, o que fazem, as práticas, os hábitos, o comportamento sirvam para aclarar não só a percepção, mas a concepção, as características, a personalidade, a realidade.

Falam tanto de família, e o histórico é de separações, denúncias, desprezo, mal trato, perversidade.

Falam muito de Deus, mas liberam armas, munições, reforça o desejo de matar.

Derramam ódio, homenageiam assassinos, milicianos, bandidos.

Falam em pátria, mas atacam a constituição, desmerecem e perseguem os demais poderes.

Falam tanto de honestidade, mas roubam, racham, usam funcionários fantasmas, lavanderias, e o dinheiro vivo amealhado, sabe lá a origem, irrastreavel na compra de bens.

Desejam fake news, mentiras, para iludir, para enganar

Falam, falam, falam.

Falam o que não fazem e fazem o que não falam.


 Esgota, esgotado no esgoto esgota.


Leve, me leve, suporte, o ar.

O ar suporta, o leve, o pesado.

O vento, venta, aventa, possíveis, prováveis.

Sou agora, embora agora pode ser ontem, hoje, amanhã, agora é qualquer segundo, minuto, agora é toda hora.

Um instante, agora é agora, quando chega a hora.

Fácil vem depois do difícil, quando o saber.

Fácil, só é fácil quando se aprende, quando tem conhecimento.


 Ah se eu pudesse nascer novamente, se sobrasse uma nesga de memória, pressentimento, uma energia sobrenatural, eu faria muita coisa diferente.

Seria mais humano e menos descontente.

Saberia esperar o tempo responder as perguntas que ainda não sabia fazer.

Continuaria a agir com o coração, mais ainda, mais com ele.

Diria mais sim, muito menos não.

Se eu pudesse nascer novamente, procuraria mais compreender, mais aceitar, mais respeitar.

Andaria abraçado, de mãos dadas, sem vergonha, sem petulância, sem solidão.

Reconheceria, apresentaria e celebraria mais os amores, os afetos, os carinhos que recebi.

Não só reconheceria, também agradeceria e, com mais frequência, retribuiria.

Não ficaria tão inconformado com o que não deu certo, mas satisfeito com o que deu.

Não pediria tanto, aliás, não adianta muito.

Quereria menos e tudo que conseguisse agradeceria mais.

Não, não me entregaria a mediocridade, apenas transformaria a realidade com tudo o que percebi receber.

Mas, como isso é impossível, pelo menos improvável, só cabe o que me cabe, antes que essa vida acabe.


A gente sempre se preocupa, valoriza, esgota importância com o que quer.

Raramente com o que querem da gente...


quinta-feira, 22 de setembro de 2022

AMIGA

AMAR

AMOR 

AMIZADE

AM

É, já se passaram quatro anos.

É, rápido lá se vão quatro anos.

Sei, a gente já se ver antes, se encontrar nos corredores da vida, e às vezes, a mais tempo, estarmos no mesmo local, no mesmo bar.

Mas, se conhecer, se reconhecer, se achar e se descobrir nessa coisa, talvez maior que o nome, "eufemismo" de amor, tem mais ou menos quatro anos.

Sabe, antes disso, dessa condição, dessa troca, desse sentimento, desse consentimento, até podia te dar um parabéns, carinhoso, respeitoso e sincero. Mas, depois de embarcar nessa viagem de viver, compartilhar a experiência, receber o presente, me sinto completamente obrigado, não por obrigação, por reconhecimento, gratidão, prazer e, nunca é demais, amor, gritar muito obrigado.

Obviamente, também cabe o parabéns, votos de coisas boas, força, serenidade e sabedoria para assimilar, renascer e afrontar as vicissitudes quando não são.

Mais ainda, é gratificante poder mandar um beijo, dizer viva, desejar saúde, sorrisos, sonhos, sortidos, sortudos e, principalmente, saborosos…

Beijo no coração e - nunca é demais agradecer - obrigado minha amiga por entrar nessa coisa, confusão, chamada minha vida. Obrigado por deixar, permitir, me aproximar de você. Obrigado Gabi pela oportunidade de nascer, crescer, desenvolver essa coisa chamada amizade.


Amizade - do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar.





quarta-feira, 21 de setembro de 2022

A minha época é a que vivo.
É atual, é agora e depois do depois. Ela se renova a toda hora, não tem presente, só futuro passado.
É essa que se desenvolve enquanto vivemos.
Viver além de ser uma constante é aprendizado, atualização, adequação em processo, implica em sintonia com as modificações, transformações e ajustes dessa, sua, época.
Qualquer e todo apego a situações e condições pode ser compreensível, porém não pode ser desculpa para ignorar ou resistir as configurações da realidade, do cotidiano, do dia-a-dia.
É legítimo optar pelo conservadorismo, se achar e dizer ser conservador, viver no anacrinismo, desde que tudo aquilo que não for registro de progresso seja refutado.
Se a sua referência se dá na experiência vivida, por exemplo, das carroças, do lampião, da enciclopédia, por qual razão fazes uso de automóveis, de energia elétrica, de computadores?
É no mínimo incoerente, contraditório.
As épocas, sem excessão, são carregadas de marcas distintivas, que as caracteriza, distinguir e define, não é possível viver fora da sua época, mas se quiser tentar será necessário fugir dessa época, dessa sociedade, dessa "vida".
Diacronia/sinergia...

terça-feira, 20 de setembro de 2022

A gente pensa muito, geralmente, naquilo que sente necessidade.

No que falta, no que faz muita falta.

Penso, diariamente, no amor.

Penso, sinto, enfim, é curioso como acho ter tanto e o que tanto tenho falta, faz falta, faz muita falta.

Enfim, quero, queria, amar, preciso de amor.

E estava pensando, o que é o amor?

Já pensei em várias, inúmeras, respostas, mas nenhuma parece completa. Pelo menos não completamente.

Ultimamente pensei, com toda sinceridade, que o amor é uma oportunidade.

Oportunidade de dar significado a vida, de se sentir significante.

Oportunidade de colorir os dias cinzentos, nublados, e dar significado ao significado.

Tá aí. Pode não responder, não completamente, mas o amor é uma oportunidade de dar significado a gente.

Cada tempo tem os seus próprios moldes, formas, enformação.

Cada época produz os seus próprios templos, suas mentalidades, sua sociabilidade, sua condição humana e sua humanidade.

Seus palácios e seus castelos...

Num passado, recente, e ainda anacronicamente em alguns rincões, o machismo se confundia com masculinidade. Podia ser sinal de virilidade, de prestígio, um padrão a ser seguido.

O jogo da sedução não apenas permitia, mas quase obrigava a pegar no braço, puxar, roubar um beijo.

Ser agressivo, arrogante, grosso, grotesco, bruto, mal educado podia demonstrar charme, ser motivo de atração.

Por outro lado, ser delicado, educado punha em cheque a orientação sexual. Nesses tempos, pretéritos, primitivo, chorar era sinal de fraqueza, fragilidade, e as pessoas, sobretudo o homem, precisava ser forte. Era como ser fraterno, carinhoso, sensível fosse defeito, desvio…

Quem esperava era otário, quem pedia era...quem respeitava era lerdo... covarde, motivo de questionamento e de piadas, machistas, até de pessoas que eram tratadas com respeito e zelo… sinal de que, no linguajar popularizado, "não gostava da fruta".

As orientações sexuais, fora de um suposto padrão binário, eram negadas, discriminadas, perseguidas, desnaturalizadas, tratadas como distúrbios, doenças, e essas pessoas aberrações.

Há bem pouco tempo, não se admitia olhar adiante, cogitar possibilidades, distinções, diferentes, diversos, somente o provavel, no molde daquela forma, mereceria respeito.

Até bem pouco tempo, a crítica mais crítica foi a classificação de "politicamente correto" para tratamentos respeitosos as diferenças. Embora, tudo na pólis seja político, deveríamos aceitar a mudança dos tempos, aperfeiçoamentos, adequações, ajustes das conologias sociais e o óbvio, pessoas não são iguais. Na realidade, nenhuma forma, espécie, ser da natureza, natural, naturalmente não é igual, no máximo guardam semelhanças, portanto, se assemelham, são semelhantes.

Cada tempo produz o seu próprio tempo, e o tempo passado, com todas as suas peculiaridades, passou e será substituído, impreterivelmente, por um novo tempo a cortigir virtudes e defeitos, produzir suas próprias virtudes e defeitos que serão afinados por constantes ajustes, adequações e, naturalmente, substituídos pelas virtudes e defeitos de outro e sucessivo novo tempo.

Tudo muda o tempo todo no mundo, disse o poeta, o compositor, o popular, só o que não muda é esse eterno e constante estado de mudança.

Olha, não está errado dizer que a gente muda o mundo, por conta da nossa experiência, inquieta e insaciável, de viver. De se relacionar, conviver, descobrir, criar, inventar, transformar e se transformar enquanto vive e depois com o que a gente fez quando viveu. Mas, também, não está certo, por conta do mundo sempre mudar a gente através de todas as diversas respostas, ainda sem perguntas, que fornece para quem vive a experiência de viver, no mundo.

Não sei se é o mais certo ou errado, também não conseguirei saber, mas acho que a gente, toda gente, muda o mundo enquanto o mundo muda a gente e tudo, mundo na/da gente e gente do/no mundo, vira outra coisa sem deixar de ser o que naturalmente é.

A chave dessa resposta ainda não tem perguntas, ou dessa pergunta, ainda, não tem resposta, até podem ser, talvez seja, múltiplas e/ou não ser resposta ou pergunta.

O que muda o mundo, e a gente, é o encontro dá gente no mundo e o mundo de gente. Os encontros, as sinergias, as catalizes, as integrações, as desintegrações, as interações, ações e reações, transformações…

O mundo sem gente não faz sentido. Assim como na faria sentido gente sem mundo, sem as coisas do mundo, não há grandeza sem natureza. Nós somos o mundo e o mundo, lá no fundo, é nós, amarrações, junções, complementos, completude.

A chave não é combater as diferenças, as desigualdades, mas universalizar, garantir e permitir acessos das semelhanças. Em outras palavras, possibilitar oportunidades e respeitar todos semelhantes, reconhecer as semelhanças.

Como assina a natureza, no mundo natural nada é completamente igual, mas pode ser similar, semelhante.

O Estado, os Estados nacionais, invenção humana, artificial, tem como finalidade proteger, amparar, defender a individualidade dos indivíduos, desiguais, que com as suas contribuições, participações, interações forma um corpo, um mundo de gente, uma sociedade, o artifício e sentido de público, de todos, na forja do Estado.

O motor que move esse mundo e a gente que vive nesse mundo é movido pela transformação de possíveis em prováveis. Provável é um efêmero completamente dependente da descoberta sobre as infinitas possibilidades. Quase tudo é possível, num universo desconhecido de respostas as perguntas pertinentes são capazes de torna-las prováveis. Possível é a resposta para qual ainda não foi formulada a(s) pergunta(s). Para toda resposta não existe uma só pergunta e vice-versa.


Preclaro