Ei você!!!
Sabe aquela frase, sem sentido, que eu repito
insistentemente?
Podia ser, mas o autor não sou eu, assim como parece tudo em
minha vida, se na verdade ela é minha.
Daqui a pouco farão mais anos, em maio e dezembro, que duas
vezes minha vida escureceu e perdeu a cor.
Mesmo assim, eu continuo a gritar, mesmo que talvez eles não
possam ouvir.
Outro dia pensei, o que diria minha mãe e meu pai se eles pudessem,
de lá, me ouvir?
Provavelmente, pelo que aprendi com eles, que me deram o
preciso de diversas formas, principalmente amor, para compreender a vida não
ser, como na música, exatamente como a gente quer!
Se eles ouvirem, por isso deram força a permitir ganhar presentes
em forma de “você”, para eu abrir a caixinha e novamente colorir a vida.
Que como, o poeta, pessoa é preciso, como em outra música, com
cores novas, com cores vivas, colorir a vida que começa quando se perde e só
sente dor.
Por falar nisso, tem tanta coisa que eu queria dizer para
eles, tanta coisa que já colori...
Enfim, não importa se eu estarei, ou se qualquer outra
pessoa estará perto quando você estiver a precisar, mas enquanto houver a
possibilidade do grito é preciso gritar.
Grita, pois o imoral dessa história, que a gente vive só uma
vez, é esperar e com isso deixar de perceber que o grito já foi ouvido, e a força
desse grito dá cores para continuar a colorir a vida que desbotou!
Qualquer coisa grita!