Tudo na vida é perecível, até a palavra perecível perece.
Bases, colunas, estruturas, alicerces... seres são sólidos, mas perecem, sólidos padecem até esfacelarem, não mais serem e serem substituídos por outra solidez, solide, solitude, solidão.
O tempo de
duração, de um conceito, de uma ideia, de um pensamento, de uma “verdade” a estruturar
e conformar a realidade em uma mentalidade tem somente o tempo que dura, o tempo que pode ser.
Tudo, como incita Políbio em “sua” Anaciclose, fixado nos dispositivos/recursos/objetos de memória pode ser "ressuscitado", por segundos, portanto é passível de reanimação, recuperação, reintegração, reviver um presente, mas nessa estante onde se aloca e se coloca instantes só há lugar para aquilo que foi, o “é”, subitamente, deixa de ser para ser engolido, pelo será, pelo ter sido.
Porém, o será também sofre os mesmos efeitos e rapidamente depois que passa a ser percebido se vai, se foi, é passado, perece.
E assim, registrado, passa a ocupar um espaço nas prateleiras da lembrança, da memória, nesse
repositório, até esquecidos serem, para, num momento de qualquer tempo, reavivadas, novamente, voltar a ser ser.
O futuro vive no agora e acaba de passar.
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