O Poeta uma vez escreveu: "navegar é preciso, viver não é preciso".
Estava certo.
Viver é como uma nau a seguir rumos, imprevisíveis e decisivos.
Precisamente, viver é impreciso.
Viver é não saber o que vai acontecer, mesmo navegando por mares calmos, seguindo os rumos planejados, pode acontecer o que não se previa, o que não se esperava, o que muda os rumos, mesmo seguindo nas mesmas direções.
São os acontecimentos que acontecem sem mesmo a gente perceber estar acontecendo.
Derepente encontra, também passa a ver, sentir, ter necessidade que não sabia.
O som não explica, se faz entender…
E se ao invés de Deus, chamassemos, rotineiramente, a energia criadora e transformadora, que se reflete na denominação Natureza, de Deusa?
Como a Deusa-Mae cretense.
Se dividissemos o poder da criação, no mínimo, a um Deus junto a uma Deusa?
Visto nada ser reproduzido sozinho, por um unico organismo, elemento, substância. Todo um precisar de, pelo menos, um outro para...
Provavelmente as injuncoes/ concepções sobre o patriarcado não seriam tão sólidas.
Não se demoliram as fundações do patriarcado, necessárias e legítimas, mas seriam reforçadas a instituição do matriarcado.
Todas as civilizações, em todas as épocas, se valeram do inexplicável para justificar o que não é possível explicar.
No entanto esse inexplicável, inteligentemente usado, sempre foi construido com a face, os argumentos, os interesses de quem não poderia e não pode explicar.
Se tivéssemos Deusa….precisaria dividir...
É muito bom dizer eu te amo a quem se ama e saber que apesar de poder parecer ridículo não acredita ser ridículo.
Poderia dizer que é confiança, também é, mas é amor.
Alguém sabe dizer quem foi a primeira pessoa a nascer nas terras chamada Brasil?
Não falo dos nativos, dos povos originais, mas do filho do "imigrante" que chegou depois, bem depois, de quem aqui estava antes.
Qual foi a primeira pessoa a nascer não em Pindorama, quase impossível saber, mas quem aqui chegou para ser o primeiro brasileiro?
Certo, na época ainda não ser Brasil, mas nessas terras, o filho de estrangeiro ou de nativo com estrangeiro que viria a ser o primeiro brasileiro.
Acho ninguém poder, com precisão, dizer.
O Brasil, repito não Pindorama, desde a pré-colonização não é terra de estrangeiro, mas de brasileiro.
Brasileiro é mistura de nativo com outro, de outro com outro, de quem nasceu aqui.
Nativo, natural, já nascia aqui antes de inventarem o Brasil.
As cores do arco-íris são representativas, fato, mas ao observar as proibições, restrições absurdas e anacrônicas, em regimes, esses sim, anormais poderiam ser adotadas alternativas.
Por exemplo, se a soma de todas as cores é a cor branca, por que não pensar em adota-la, além de ser improvável ser proibida, vetada, censurada… sei lá com algum símbolo a mais, o de infinito…???
Todas as vezes que as cores do arco-íris forem vítimas da mentalidade tacanha, retrógrada, a liberdade for cerceada, como já se fez contra a censura, usar o que não parece, mas é.
Sugiro a cor branca, mas a preta, ausência de cores, também pode servir de crítica ao atraso, à opressão, à hipocrisia.
Político não deveria ter salário, qualquer remuneração, receber quando muito o que fazia jus antes de ocupar o cargo eletivo.
E, após deixar o cargo ser investigado, supervisionado, auditado, criteriosamente, durante 30 anos para saber da sua mobilidade, da conquista e acumulação de patrimônio, se houvesse, fosse, sem dúvidas, lícita, honesta.
Outra coisa, ricos e milionários deveriam ser proibidos de ocupar cargos eletivos, qualquer função em que pudesse legislar em causa própria, pelo interesse individual.
Poder, poder, a gente pode tudo, mas deve?
Nada pode limitar a ação individual, só o próprio indivíduo e em razão das suas convicções.
Não é uma lei que restringe o ser, mas a sua razão de ser.
Nada pode impedir alguém de matar, mas também pode lhe matar, a não ser que respeito do outro pelo outro os mantenham vivos.
Eu posso fazer o que quiser, mas ao fazer posso perder mais que ganhar.
What most threatens a National State, a political regime, is disrespect for the laws. Without law, there is no crime, widespread barbarism sets in and this is due to impunity.
When there is no punishment
O que mais ameaça um Estado Nacional, um regime político, é o desrespeito às leis. Sem lei não há crime, instala-se a barbárie generalizada e isso se deve à impunidade.
Quando não há punição, não são criminosos, poderiam ser caso as leis fossem validadas pelas instituições com a sua aplicação, na forma da lei, independente de cargo, do status, do poder conferido por nomeação, por capitais políticos e financeiros, conforme determina o princípio, basilar, da impessoalidade.
O que temos visto, com frequência e de forma endêmica, é o desrespeito às leis. Inclusive, e principalmente, por quem deveria seguir, zelar e fazer cumprir o código penal, de ética, o decoro, as normas sociais de conduta e de convivência.
Quando um insano, psicopatético criminoso assume, temporariamente, o Poder e acha poder fazer e falar qualquer coisa, imperialmente e impunemente, desrespeitar ilimitadamente as leis, incentivar, afiançar e até financiar ilegalidades inverte e subverte a natureza do referencial, de ser referência, destrói órgãos, Instituições, racha o Estado.