Solidão.
Todo mundo é só, só um, sem comparação, sem substituto, sem cópia…
Solidão é do ser humano, é mais de dentro que de fora, todo mundo é só.
É só quando nasce, sua porção acompanhado é só na geração, depois que se fundem, as partes fazem um ser só, só quando cresce, só quando esquecem, só desaparece.
Mas também é só quando lembra, quando lembram.
Só o ser chora a sua dor no quanto essa dor dói, seu sofrimento, e sempre o ser está sozinho.
O seu sorriso tem somente o brilho da sua alegria, é individual, desse indivíduo.
Por mais que queira repartir, não dá, tá dentro desse ser e só ao ser pertence, só a ser.
Sua lágrima, também para dar não dá, dividir, inunda só a sua tristeza, a sua emoção, e ninguém sente o que sente esse ser.
As vezes se sente menos só sozinho.
Não são as pessoas que enchem a vida, põem limites a solidão, mas quando o ser deixa, permite, quer, para encher a vida desse ser.
As vezes fica faltando vida com quem queira viver.
O problema é seu, sempre é só o ser, essa é a sina do indivíduo, do ser que é só, só e único.
Nada pode encher o vazio que há no ser.
Nada pode esvaziar o cheio que o ser enche.
Todo mundo é só e só isso.
Será que tudo passa?
As pessoas passam.
O lugar delas pertencem sempre ao passado.
Tudo pertence ao passado.
Toda hora, minuto, segundo o passado passa.
Num milésimo de segundo o futuro se veste de presente e no mesmo instante se despe como passado.
Eu queria que algumas pessoas não passassem, mas elas passam, assim como eu.
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