sábado, 14 de janeiro de 2023

Solidão.

Todo mundo é só, só um, sem comparação, sem substituto, sem cópia…

Solidão é do ser humano, é mais de dentro que de fora, todo mundo é só.

É só quando nasce, sua porção acompanhado é só na geração, depois que se fundem, as partes fazem um ser só, só quando cresce, só quando esquecem, só desaparece.

Mas também é só quando lembra, quando lembram.

Só o ser chora a sua dor no quanto essa dor dói, seu sofrimento, e sempre o ser está sozinho.

O seu sorriso tem somente o brilho da sua alegria, é individual, desse indivíduo.

Por mais que queira repartir, não dá, tá dentro desse ser e só ao ser pertence, só a ser.

Sua lágrima, também para dar não dá, dividir, inunda só a sua tristeza, a sua emoção, e ninguém sente o que sente esse ser.

As vezes se sente menos só sozinho.

Não são as pessoas que enchem a vida, põem limites a solidão, mas quando o ser deixa, permite, quer, para encher a vida desse ser.

As vezes fica faltando vida com quem queira viver.

O problema é seu, sempre é só o ser, essa é a sina do indivíduo, do ser que é só, só e único.

Nada pode encher o vazio que há no ser.

Nada pode esvaziar o cheio que o ser enche.

Todo mundo é só e só isso.



Será que tudo passa?

As pessoas passam.

O lugar delas pertencem sempre ao passado.

Tudo pertence ao passado.

Toda hora, minuto, segundo o passado passa.

Num milésimo de segundo o futuro se veste de presente e no mesmo instante se despe como passado.

Eu queria que algumas pessoas não passassem, mas elas passam, assim como eu.




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