segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

 Coisa estranha.

Tive uma crise de choro nos corredores do supermercado, angústia, agonia, sem motivo aparente.

Ao chegar no caixa, uma lata vazou e molhou o chão.

Pode não ser nada, apenas depressão, coincidência, mas fico assustado.

Tomara que não seja nada de ruim, penso em quem amo e não aguento mais perde-l

as…


 Para ter um diferente, necessariamente, é preciso considerar, ao menos, outro exemplar exatamente igual, o que é impossível no domínio do natural.

Ser humano não é igual, nem diferente, é diverso, é plural, é semelhante, é gente.

Pare, observe, pense. 

Num planeta regido pelo tempo, que não para, pela transformação, initerrupta, por animais, geneticamente próximos ou distantes, minerais, vegetais, árvores em que nenhuma folha é exatamente igual onde a regra é ser, se preferir, diferentes, é possível ser indiferente?

Novamente, nada natural é exatamente igual, se o natural não se repete, o que existe não são diferentes, mas semelhantes, semelhanças, complementares, diversos ou diversificados, gente, humanos, cuja tônica é metamorfosear.


A cana de açúcar era usada pelos romanos como medicamento.


Quando a boca não consegue dizer o que o coração sente.

É melhor que a boca sinta o que o coração diz.

Sheakspeare


Tenesse wiskey…


Não acho necessário preservar, a natureza tem feito isso, com êxito, há milhões de anos. Se faz necessário não destruir, mas como isso parece impossível para cérebros limitadíssimos, resta diminuir as ações antrópicas, impactos, para que as reações, inevitáveis, sejam humanamente suportáveis. Caso contrário a natureza não nos abrigará, comportará, suportará.

O mundo multiplica assustadoramente o número de idiotes. Talvez sempre seja assim, mas atualmente não têm mais vergonha, pelo contrário, do egoísmo, egocentrismo, da limitação cognitiva. E, infelizmente, acham a vida compreender apenas ao intervalo da expectativa média. Por isso, não se importam em destruir, agredir, ofender, desrespeitar e matar…as consequências de suas ações se limitam a esse triste período de suas existências no mundo dos vivos.


Antes de 1500 muitas etnias já viviam nessas terras, nenhuma delas se achavam donas de nada, respeitavam a natureza e as suas naturezas.

Aí gente estranha, estrangeira, invadiu, pilhou, matou, estuprou, obrigou a falar sua língua e esquecer as originárias, acreditar nos seus deuses, comer o que não existia aqui, se apropriou e enriqueceu, enquanto empobrecia quem sobrevivia, chamaram o que tinha nomes, gente, povos originais, de Brasil. Se não pararem de desmatar, perfurar, degradar, apodrecer, matar a mata, sacrificar a natureza, as pessoas, em pouco tempo não sobrará flora, fauna, água, terra boa para plantar, nem nada mais a explorar.

Respeitem os povos originais, essa terra, esse lugar, esse domínio, esse país não é e nem pertence a alguém, muito menos a alguns, mas a todos.

A natureza, generosa, não dá avisos, apenas reage, com força e intensidade felizmente bem menor do previsto na lei, as ações deletérias, agressivas, irresponsáveis de, temporários, descendentes dos invasores.


Convicções são muito perigosas, sobretudo para a natureza.



Muitas vezes a miopia ajuda, ao atrapalhar olhar o longe obriga ver o que sempre esteve à nossa frente.


Todo dia a gente acorda diferente.

A cada instante, naturalmente, passamos por sutis, sutilissimas, alterações.

Ao dormir, inconscientes, atravessamos o maior intervalo entre o que éramos e nos tornamos, somos, sempre seremos, seres ao sabor das transformações.

Sensíveis transitoriedades, sensíveis sensibilidades…

Por isso é normal mudar de opinião, sentir “bater”, ou não, o coração, lembrar, esquecer, gostar e se aborrecer, querer muito e deixar de querer, olhar com outros olhares, descobrir, perceber, ver o que não via, aprender, sentir e deixar de sentir, acontece, acontecer, amar agora o que ontem não amava…e amor não acaba…

…ser o que não era, voltar, não mais ser…como disse o poeta e cantou o cantor, compositor, “...tudo muda o tempo todo no mundo…”

A natureza de toda natureza, infinitamente, é transformar, se transformar, e transformar, transfor… até o não fim das reticências, a natureza da gente é ser, a cada instante, um muito pouco diferente…a dançar o ballet das transformações.


Talvez não seja possível desculpar, perdoar, conformar, aceitar de forma incondicional alguma coisa, mas é possível compreender, entender o porquê, perceber o motivo, a razão.

A história cabe pensar e perguntar, pensar e investigar, pensar e apresentar as razões encontradas, ainda os silêncios.

O resultado das perguntas feitas a si mesmo, ao objeto, as potenciais respostas encontradas/silenciadas, escolher entre aquelas, mais adequadas, a serem apresentadas, divulgadas, registradas compõe a anatomia da tese.


Tem uma hora que a gente acorda,

deixa de sonhar,

ninguém mais bate a porta,

nada mais importa.

E o que importava deixa de importar.

Nem cair a gente cai mais.

Porque a gente nem consegue se levantar.

Quando chega essa hora, o menos errado é se perguntar, o que ainda faço aqui.

A gente esquece o que não merece lembrar.


O importante se localiza na dimensão material, da sobrevivência, mas o fundamental.

É difícil, mas plenamente possível sobreviver sem o importante, mas viver!

É importante ouvir, saber, conhecer falas, registros, sons, porém no silêncio, talvez segredo, camuflado ou escondido, na condição de não dito, está o autêntico, o natural, o real.

As pessoas não se importam em expor o que é importante, mas aquilo, àquela, aquele, na dimensão da existência, do sensível, do primordial, precisa de muita coragem, precisão ou necessidade para revelar.

Se importe com o importante, mas tenha mais cuidado, sobretudo, com o fundamental.

Até diria ser importante, não fosse fundamental.

O fundamental transforma, em todos os sentidos, a experiência da existência.





Tudo natural diariamente passa por sutis transformações.

São acréscimos, são decréscimos na estrutura, no pensamento, na fisionomia, na concepção celular.

Nenhuma folha de árvore é exatamente igual a outra, nenhum pelo, nenhuma…

Ininterruptamente, diversas formas se expressam em arranjos revisados que se revisitam e se reestruturam.

Não nos faz diferentes, apenas mais diversifica seres, naturalmente, diversificados.

Diferente é contrário de igual.

Logo, se não há pessoa igual, nenhuma outra, todo indivíduo passa cada segundo por modificações, não pode haver diferente.

A humanidade, é tão somente composta por diversos seres e espécimes, que mudam e guardam semelhanças do momento anterior.

Portanto, seres humanos não são iguais, tampouco diferentes, mas diversos, semelhantes, são gente.



Ei, nem sei exatamente porquê, mas eu não gosto de você.

Pode ser, por você ser inteligente, parecida, semelhante, igual e diferente, coerente, competente, decidida, corajosa, amiga, companheira, solidária, libertária, atreVida, atualizada, linda, mais que bonita, muito mais…

Deve ser, por ser interessante, sensata, divertida, criativa, crítica, positiva, responsável, agradável, intrigante, elegante, encantadora, especial, importante, fascinante, atraente, cheirosa, prazerosa, aprazível, sensual e …generosa.

Não é por causa de você, não gostar de espumante doce, de gordura, de coentro, azeitona, de cereja/marasquino, cogumelo, palmito de… de nada… enlatado…

Tampouco, por amar dançar, no seu caso bailar, de animais, de água com gás, surpreendentemente, de dobradinha, do mar, da natureza, de plantas… por ser tão…por ser tanta…

Pensando bem, provavelmente por eu não gostar de gostar do teu cheiro, do teu rosto, do teu corpo, do teu gosto, do teu cabelo, do teu pensamento, da tua lógica, do teu, do seu…da tua…da sua…

Possivelmente, por nunca ver a hora olhar o teu olhar, o seu sorriso, a tua boca… ouvir tua risada, seus sons, seus tons, tua voz, gostosa, ao falar, ao cantar, xingar…tanto faz.

Por você brilhar, luzir, irradiar, reluzir, ofuscar, naturalmente, seduzir…

Também, por não poder mais te aquecer, quando sente frio…abraçar, dar um beijo, beijar…

Não gosto de você, por perder tempo comigo, não me abandonar… não esquecer, e sem saber, encher de alegria, de energia, fazer eu sentir, como não sou acostumado, depois, quando me perco de ti, não mais me encontrar, voltar a ser só o que sou…

Sabe, não gosto de não saber o que ainda não sei de você…

Definitivamente, não consigo explicar, só coisas dão para dizer.

Pra simplificar: Mah…ravilhosa, eu… não gosto de Você.


A gente sempre pode pensar ter a dizer, mas deveria pensar se quem é importante já sabe, tem ou não vontade de saber.



Desejo que seus desejos sejam desejados…


…obsceno é o amor.


Eu não gosto de você e não sei exatamente porquê, eu não gosto de você.

Talvez por você ser inteligente, igual e diferente, semelhante, coerente, competente, decidida, corajosa, amiga, companheira, solidária, libertária, atualizada, ligada, linda, mais que bonita, muito mais.

Por ser interessante, sensata, ter um mal humor engraçado, divertido, ser criativa, crítica, positiva, responsável, agradável, intrigante, elegante, encantadora, especial, fascinante, atraente, cheirosa, prazerosa, sensual e muito…generosa.

Se enganou… se achou que iria rimar com gostosa…

Antes precisaria provar.

Não que queira.

Imagina se quereria?

… e não te querer…é improvável, é impossível…mas deixa pra lá…

E não é só por causa de não gostar de espumante doce, de gordura, de coentro, azeitona, de cereja/marasquino, cogumelo, palmito de…de nada… enlatado…

Por gostar de dançar, no seu caso bailar, dos animais, de água com gás, surpreendentemente, de dobradinha, do mar, da natureza, de planta…por ser tanta, por ser tão…pensando bem, pode ser porque não gosto de gostar do teu cheiro, do teu gosto…adorar.

Acho, o motivo de não gostar é por, apesar de você, viver no pensamento, só nele estar todo dia presente, e não poder ficar o tempo todo, todo tempo, perto, ao lado, junto, contigo no mesmo lugar do teu ser estar.

Por não ver a hora, toda hora, de ver esse seu olhar…que é lindo, você sorrindo, é demais…não escutar a tua risada, a sua voz, isso digo com propriedade, gostosa, encantadora, tanto ao falar, quanto ao cantar, até chingando e reclamando, resmungando…por não poder mais te aquecer, quando sente frio…não poder abraçar, beijar…

Não gosto de você gostar de mim, e não me abandonar, não me esquecer e me encher, sem saber, de alegria, de energia… fazer com que me sinta bem, como não sou acostumado, e depois, ao me perder de você, ao não te encontrar, e me perder de mim…precisar voltar a ser o que sou, só, vazio…

Não gosto de não saber tudo que ainda não sei de você.

Mas, principalmente, não somente gostar de você.

Não gosto de achar que não posso dizer o que sinto, de sentir o que acho não poder, e de não poder isso dizer…por você…dançaria tango no teto…

Eu nem deveria ter escrito isso, pois isso, pode parecer, não é só para ler.

Na realidade, por você, o sentimento é exatamente contrário. E, se sou capaz de odiar, é a mim, por ser incapaz de oferecer um pouco do que você merece.




Lembro de tanta coisa…que você, acho, já esqueceu…

… de um aniversário, e eu muito bêbado, de repente, vi todo mundo desaparecer, me perdi de toda gente…ao piscar os olhos olhei, não vi, não havia ninguém… e poeticamente, do nada, a luz, em todos os sentidos, acendeu…por alguns segundos era só você e eu…até aparecer o vômito e obrigar acordar… rsrs 


Embora o tempo não pare, apenas os dias, emoções gritam: realmente há existencia.

Se duvidar, tente lembrar de um dia qualquer em que não sorriu, não chorou, não sentiu, não se emocionou.

Sentir, lembrar, esquecer é o que faz viver.

Nos últimos anos passo muito tempo tentando, instintiva, espontânea, indiscriminadamente, fugir do nada.

Tenho tentado, mesmo sem saber, encontrar significado.

Todo dia o cara que acorda, diferente daquele que dormiu, espera acontecer algo que resgate os sentidos antes de se transformar no que não mais pode esperar.

…esperança.

Embora o tempo não pare ele só faz sentido quando acontece a emoção.

Por isso, talvez, não seja absurdo dizer o tempo só poder ser medido pelas batidas do coração.

Para nós, observadores, viajantes, estudantes, passageiros pelas marcas do tempo, desejo muita sensibilidade, criatividade, sabedoria para viver sentimentos e sensações.

Escrevo por não conseguir dizer.

Escrevo sem pretensão, apenas pela necessidade de desabafar ao escrever.

Sei que não posso dizer o que sinto, palavras não são capazes.

Sei que não posso dizer o que acho sentir, palavras podem ofender, incomodar, podem não querer ouvir, muito menos saber, por isso só escrevo.

As vezes acho que escrevo pra mim ao escrever para ti.

Mas só às vezes.

Escrevo para ninguém ler.

Também por achar que se um dia isso acontecer, saberá que em você pensava e isso poderá fazer sentir algo parecido ao que senti quando escrevi. esperança

Escrevo, acho, por condição, não por opção, sem regras, sem direção, por sentidos, como criança.

Mais do que pela necessidade de comunicar, transmitir, encontrar um lugar onde possa pendurar emoções.

Escrevo por ouvir, ver, tocar, e ainda sentir aquilo que não sei dizer depreende, se desprende, fica livre, ganha liberdade.

Escrevo porque aprendi, assim a guardar o que ninguém pode encontrar por fora ou por dentro do meu corpo, quando estiver morto.

Sentimentos não são voláteis, não são volúveis, são sentimentos, de pessoas, de gente, cuja natureza é se transformar, mesmo só.

Escrevo, para ainda achar que estou vivo.

sábado, 2 de dezembro de 2023

Sempre falei muito, queria ser ouvido.
Por muito tempo falei demais, para chamar atenção.
Ao me sentir sozinho só ouço o vazio, percebo o silêncio e a ausência nas minhas palavras.

sábado, 28 de outubro de 2023

Sentimento é aquilo que a gente sente e nem sempre consegue explicar.

Distância e distanciamento.

Um resulta de fatores físicos, espaço e tempo. O outro de psicológicos ou psicossociais, do desejo, domínio dos sentimentos e das emoções.

As vezes uso a esfarrapada desculpa da distância, para evitar encontrar.

Todos sabem, que não existe distância capaz de conter o ser quando precisa saciar a vontade, o desejo, de ver, de estar.

As vezes a vontade…

Acho que me escondo atrás da distância, ou me protejo através do distanciamento.

Pode parecer contraditório, mas distanciar impede a realidade, indelevelmente implacável, impiedosa, de dissolver, demolir, desintegrar os sonhos, impossíveis porém importantes.

A realidade ao acabar com a fantasia, com a ilusão, com a esperança, acaba com a gente, nos quebra, derrama e espalha os pedaços da gente no chão.

Enquanto a distância, o distanciamento, parece conservar uma ínfima esperança de encontrar o sonho impossível, improvável, esperando sentado, de braços, olhos e coração abertos, numa esquina qualquer do futuro…

A distância conserva a esperança do milagre…

Sei que só esperar não adianta de nada, mas dês esperar também…

Eu nem acredito em milagres, eu acho…nunca aconteceu comigo, ou se aconteceu foi tão sútil, não pareceu ter mudado o curso, o meu destino…

É curioso como a gente sente mais a falta, a ausência, a distância, o distanciamento…o cotidiano talvez seja feito de milagres, mas o que está presente é normalizado, naturalizado, contém pertencimento, parece dado…


Não só coisas, mas pessoas também ficam obsoletas. Em certo momento deixam de valer a pena, exigem sacrifícios descabidos, nem mesmo a boa vontade...

Não é fácil aceitar essa condição humana insatisfatória, mesmo a simpatia, a empatia, os sentimentos, não conseguem esconder o estado de degradação física, emocional, intelectual… Em suma, a sua incapacidade de produzir qualquer estímulo positivo, agradável, liquidam as energias que ativam os …do prazer.

Nesses casos, conscientemente, o isolamento é uma opção que parece responsável, coerente, no objetivo de evitar constrangimentos e, no mínimo, desconfortos.

Sabe quando alguém já não tem nada para dar, e tudo o que puder receber, além de não se considerar apto a retribuír, pode não importar.

As vezes tenho medo de receber… não sei se é isso, mas não sentir bem em tocar o cume e depois descer, voltar ao mesmo ponto.

Talvez a pior coisa seja o vazio que fica depois de ser enchido.

Já observou um balão, um saco, qualquer corpo antes de ser enchido e depois de esvaziado???

Embora antes estivesse vazio, não parecia, na sua forma objetiva, como objeto, íntegro, intacto…depois de receber conteúdo e ser esvaziado…perde padrões, resistência, fica deformado.

Um corpo depois da bariátrica exige outras e mais cirurgias…

Se sentir vazio é mais ou menos assim…não é agradável, muito pelo contrário, mas se assume uma forma, um padrão, e depois de receber carinho, abraço, amor e certo momento deixar de recebê-lo a dor é muito maior.

Tipo o vício, a gente não sente falta, necessidade, daquilo que desconhece, mas depois de provar, experimentar, acostumar, passa a depender, viciar…é tão difícil negar, querer, e saber que não vai ter, que precisa tentar, a todo custo, esquecer…

Pelo menos se contentar, aceitar a ausência…

Se precisa esvaziar, é melhor não encher.


As vezes eu queria pedir para me esquecer, embora saiba que isso não queira... muito pelo contrário…mas acho racional, não perder tempo, dispender energia, qualquer sentimento, com quem não merece, não presta, não vale a pena… eu.

Por isso tenho me escondido, me protegido, não sei, atrás do muro da solidão…ou penso assim preservar pessoas importantes…

Assim não causo desconforto, mágoa… não faço nenhum mal, a não ser a mim mesmo.


Seria ironia fosse qualquer outra razão.

Não fosse o coração, mais que ironia, seria decepção.

Entre tantos sentimentos, sentidos, toda emoção, vívida, não fosse o coração, que sempre mais apanhou, o motivo da volta ao princípio, do voltar a não ser.

Não estou triste, alegre também não posso estar, mas sereno, consciente.

Resignado, é possível dizer, afinal o final é lei do viver. 

Tantas vezes tomado pelo coração, aprendi a sofrer, escondi o choro atrás de sorrisos, colori ilusão.

Tudo foi muito, foi muito sorrir, muito chorar, foi muito sofrer.

Muita esperança, muita alegria, muito desespero, muito esperar e, acho, pouco ser feliz.

Sem sequer lembrar que um dia não iria mais bater.

Mas é só uma vida, nada mais que uma vida, quero crer.

Talvez digam "que pena", mas acho nem valer a pena.

Como disse, penso, acho, foi só uma vida incapaz de fazer bem para vidas.

Talvez não valha a pena chorar, nem você ou eu.