Talvez não seja possível desculpar, perdoar, conformar, aceitar de forma incondicional alguma coisa, mas é possível compreender, entender o porquê, perceber o motivo, a razão.
A história cabe pensar e perguntar, pensar e investigar, pensar e apresentar as razões encontradas, ainda os silêncios.
O resultado das perguntas feitas a si mesmo, ao objeto, as potenciais respostas encontradas/silenciadas, escolher entre aquelas, mais adequadas, a serem apresentadas, divulgadas, registradas compõe a anatomia da tese.
Tem uma hora que a gente acorda,
deixa de sonhar,
ninguém mais bate a porta,
nada mais importa.
E o que importava deixa de importar.
Nem cair a gente cai mais.
Porque a gente nem consegue se levantar.
Quando chega essa hora, o menos errado é se perguntar, o que ainda faço aqui.
A gente esquece o que não merece lembrar.
O importante se localiza na dimensão material, da sobrevivência, mas o fundamental.
É difícil, mas plenamente possível sobreviver sem o importante, mas viver!
É importante ouvir, saber, conhecer falas, registros, sons, porém no silêncio, talvez segredo, camuflado ou escondido, na condição de não dito, está o autêntico, o natural, o real.
As pessoas não se importam em expor o que é importante, mas aquilo, àquela, aquele, na dimensão da existência, do sensível, do primordial, precisa de muita coragem, precisão ou necessidade para revelar.
Se importe com o importante, mas tenha mais cuidado, sobretudo, com o fundamental.
Até diria ser importante, não fosse fundamental.
O fundamental transforma, em todos os sentidos, a experiência da existência.
Tudo natural diariamente passa por sutis transformações.
São acréscimos, são decréscimos na estrutura, no pensamento, na fisionomia, na concepção celular.
Nenhuma folha de árvore é exatamente igual a outra, nenhum pelo, nenhuma…
Ininterruptamente, diversas formas se expressam em arranjos revisados que se revisitam e se reestruturam.
Não nos faz diferentes, apenas mais diversifica seres, naturalmente, diversificados.
Diferente é contrário de igual.
Logo, se não há pessoa igual, nenhuma outra, todo indivíduo passa cada segundo por modificações, não pode haver diferente.
A humanidade, é tão somente composta por diversos seres e espécimes, que mudam e guardam semelhanças do momento anterior.
Portanto, seres humanos não são iguais, tampouco diferentes, mas diversos, semelhantes, são gente.
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