segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Talvez não seja possível desculpar, perdoar, conformar, aceitar de forma incondicional alguma coisa, mas é possível compreender, entender o porquê, perceber o motivo, a razão.

A história cabe pensar e perguntar, pensar e investigar, pensar e apresentar as razões encontradas, ainda os silêncios.

O resultado das perguntas feitas a si mesmo, ao objeto, as potenciais respostas encontradas/silenciadas, escolher entre aquelas, mais adequadas, a serem apresentadas, divulgadas, registradas compõe a anatomia da tese.


Tem uma hora que a gente acorda,

deixa de sonhar,

ninguém mais bate a porta,

nada mais importa.

E o que importava deixa de importar.

Nem cair a gente cai mais.

Porque a gente nem consegue se levantar.

Quando chega essa hora, o menos errado é se perguntar, o que ainda faço aqui.

A gente esquece o que não merece lembrar.


O importante se localiza na dimensão material, da sobrevivência, mas o fundamental.

É difícil, mas plenamente possível sobreviver sem o importante, mas viver!

É importante ouvir, saber, conhecer falas, registros, sons, porém no silêncio, talvez segredo, camuflado ou escondido, na condição de não dito, está o autêntico, o natural, o real.

As pessoas não se importam em expor o que é importante, mas aquilo, àquela, aquele, na dimensão da existência, do sensível, do primordial, precisa de muita coragem, precisão ou necessidade para revelar.

Se importe com o importante, mas tenha mais cuidado, sobretudo, com o fundamental.

Até diria ser importante, não fosse fundamental.

O fundamental transforma, em todos os sentidos, a experiência da existência.





Tudo natural diariamente passa por sutis transformações.

São acréscimos, são decréscimos na estrutura, no pensamento, na fisionomia, na concepção celular.

Nenhuma folha de árvore é exatamente igual a outra, nenhum pelo, nenhuma…

Ininterruptamente, diversas formas se expressam em arranjos revisados que se revisitam e se reestruturam.

Não nos faz diferentes, apenas mais diversifica seres, naturalmente, diversificados.

Diferente é contrário de igual.

Logo, se não há pessoa igual, nenhuma outra, todo indivíduo passa cada segundo por modificações, não pode haver diferente.

A humanidade, é tão somente composta por diversos seres e espécimes, que mudam e guardam semelhanças do momento anterior.

Portanto, seres humanos não são iguais, tampouco diferentes, mas diversos, semelhantes, são gente.



Nenhum comentário: