O eterno problema do Brasil é a sua origem.
O que se pode esperar de um país inventado a partir da exploração, da despossessao, do genocídio, de verticalidades, da degradação sistemática dos recursos naturais e da desumanização dos seres humanos?
Mentalidades prodigas em destruir, submeter, subjugar, explorar.
Nesse "projeto" sem projeto, nunca se pensou qualquer respeito, jamais algum espaço para o equilíbrio e equidade. E, mesmo quem assim cogitasse a pensar, logo se vira preso nas tramas e malhas da armadilha cognitiva.
A lógica nunca foi sequer a da competição, quiçá cooperação, mas da imposição, do domínio, de uma suposta superioridade civilizatória sustentada por colunas raciais e da racializacao.
Aliás, povos originais, tradicionais, e trazidos de África como coisas, apenas para uso dos invasores, nunca tiveram humanidades ponderadas, quanto mais validadas.
Hoje, essa compreensão parece absurda, mas na mentalidade vigente, a época, era realidade.
Uma realidade sustentada em bases, primitivas para o hodierno, mentais possíveis para o alcance do conhecimento a compor tal mentalidade em constante evolução.
Seria muita soberba achar atingirmos os padrões mais elevados, apenas é possível afirmar a progressiva descoberta, assimilação e acumulação de conhecimento. Tal qual o universo, o processo é infinito, e só finda quando acreditarmos os seres humanos terem chegado ao ponto final.
O ponto final só é final quando não é possível ir além, por conta de recursos, da possibilidade de reverter efeitos, quando não houver mais inteligência para seguir…
Quebrar paradigma nesse espaço, deslugarizado, seria o crime passar a somente compensar e não também recompensar.
O lugar morre quando deixa de existir, e só existe quando é reconhecido assim por vidas... existência é a capacidade mais poderosa conferida pela mente humana...
É absurda a ideia de estabelecer comunicação com extraterrestres, não conseguimos sequer nos comunicarmos perfeitamente com cães, gatos, pássaros...com outros seres humanos.