domingo, 16 de abril de 2023

 Não existe nada de diferente entre seres humanos, aliás são classificados assim, seres humanos.

Todo o funcionamento desse organismo e qualquer órgão, sangue…conforme a tipologia e padrões são comuns.

Não existe diferença, mas diversidade, somos diversos, completamente diversificados, nada natural é exatamente igual, portanto, se nada natural é igual como pode ser diferente?

Parece esquisito, paradoxal, mas só é possível admitir diferenças entre desiguais…

O que é diferença???

Compreende a falta de igualdade ou semelhança. Logo, para ser diferente é preciso ser completamente desigual.


E se houvesse o ser perfeito, que não existe, nós, nem de longe perfeitos, procurariamos exaustivamente alguma possível imperfeição.


Indeléveis…aplicariamos todo o nosso conhecimento e preconceito na busca de prováveis imperfeições, apenas para auferir/conferir alguma semelhança.


Selexia 


Não existe verdade, pelo menos absoluta, pois tudo é relativo, determinado por perspectivas e, principalmente, expectativas. Em todo e qualquer fato, mesmo em situações isoladas com apenas um sujeito, o evento possui ao menos um ponto de observação, referência e incontáveis outros não percebidos. A verdade, se houvesse, seria a totalidade, completa, na íntegra, sem pontos cegos, invisíveis, despercebidos, negando a possibilidade de questionamentos por outrem.

Portanto, obviamente também não existe mentira, apenas diferentes perspectivas, expectativas, realidades, compreensões…

Para tudo, por mais absurda, desaprovada, ilegal e imoral, de acordo com a mentalidade da época, existe ao menos duas explicações, as vezes três, uma que afirma, outra a questionar e ainda outra a ponderar, todas determinadas por juízos de valores.



Palavras, além de precisas apenas para coisas, traem, criam armadilhas.

Muitas vezes nos vemos despreparados pelo efeito das palavras, que dependem tanto de quem pensa e as usam quanto daquele que as recebe e pensa. Muitas vezes dizemos: não foi isso que eu quis dizer. Caiu na armadilha.

Nem sempre se sabe o que dizer, por mais querer, a palavra não descreve sentimentos e, por inúmeras vezes, arrasta a compreensão do que se quer entender.

A palavra só é eficiente em comunicar quando percorre a vida da intimidade, do conhecimento de ambos, das ambiguidades, das peculiaridades, ainda assim, não desfaz as armadilhas pois está vinculada a, no mínimo, duas expectativas distintas, diversas, particulares e individuais. Nunca é possível saber se o que se disse será compreendido como se quiz dizer.

Não adianta pensar bem, exaustivamente, pois a palavra dita, ou não, percorre caminhos e chega como se quer receber. A palavra tem remetente e destinatário certo, mas não prescinde de causar efeitos no itinerário e nem no destino final.

Por isso tantos ruídos, tantas exclamações, tantos julgamentos, tanta condenação.

A palavra pode causar danos, irreversíveis, pois nunca será possível medir os seus efeitos destrutivos, construtivos, transformadores…


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