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segunda-feira, 13 de março de 2023
O Grande problema das drogas é ela ser solução. Alguns dirão temporária, passageira, mas qual solução não o é, pode ser classificada definitiva?
Para tentar, o impossível, curar das drogas, sem entrar no mérito, invariavelmente se faz uso de outras quase sempre mais pesadas. E não podem dizer que não são, pois estimulan a fuga da realidade, causam dependência, aprisionam, prometem o impossível e até o inexplicável, prometem prometer promessas, curas incuráveis, o intangível, o inalcançável.
Cueca, calcinha furada…as pessoas vivem para si, só a si importa, e até mesmo o outro só tem importância para si.
O amor é isso, a minha vontade, o meu prazer…
Eu não quero mais ser, nem estar, nem nesse, nem naquele, em nenhum lugar.
O que me segura nessa coisa que chamam de vida é a memória, a lembrança, a saudade, os teóricos valores ensinados sobre respeitar ao outro, mesmo que o outro nem lembre de que eu existo e não cobre ou reconheça esse meu respeito.
Mas é o que foi dito, o que aprendi, e mesmo sendo uma droga, não posso descartar.
Eu não posso fazer o outro sofrer, embora o faça e embora sofra.
Mas, será que alguém tem ideia de quanto estou sofrendo?
Não quero pena, também me ensinaram isso, mas compreensão e, se não for pedir demais, respeito.
Não tá legal, não sinto mais prazer, nem com drogas, tipo álcool ou amor, não acho interessante essa coisa de viver.
O que acontece, não sei explicar. Mas se pudesse tentar, diria que não quero te ver me ver chorar.
Presunção de que isso te faria sofrer…
Coragem não é simplesmente enfrentar o medo, desafiar as probabilidades, não é racional ou irracional, é mais que tudo, como na etimologia, cor ação, da emoção e/ou do sentir...agir de coração..
É preciso muita coragem para fazer o que pode parecer um não fazer e só você saber o que está a fazer.
Não precisa ir ao meu enterro.
Na verdade nem queria ser enterrado, somente desacontecer.
Se possível, depois de doar os órgãos, se servir a alguém, creme o resto.
Todo caso, não é preciso estar, ir ao rito funeral, até prefiro, afinal não vou poder ver, saber, nada falar, escutar, sentir, tocar, é só final.
Não, não, também não precisa chorar, eu já chorei bastante e fiz chorar demais.
Ao contrário, sorriam, afinal eu sempre escondi a tristeza com a, nem sempre, falsa, nem sempre, alegria.
Não gosto de despedidas, de idas…prefiro vindas, sempre bem vindas.
E, se quiser, se despeça de onde estiver, pois não sei onde ou se estarei..
As vezes, se puder, ouça uma canção, conta uma história, se puder, em algum momento, sem motivo algum...faz eu aparecer, no pensamento, no sentimento, numa falta de significado, numa emoção.
Não sei por que as pessoas se esforçam para viver, se não tem jeito, é tarefa inglória, sempre, não tem jeito, é certeza morrer, chegar o fim, que jamais será feliz, da história.
Sinto que tá chegando a hora, de partir, de ir…embora deixar de ser, é bem diferente do não existir.
Sabe aquela frase batida?
Foi melhor assim, tava sofrendo... descansou???
Um beijo, um beijo em cada, cada pessoa, cada uma, cada um.
Não gosto de pedir desculpas, pedir desculpas significa ter ferido, maltratado, desconsiderado, ter sido mal educado, não gosto disso, mas peço.
Em compensação, gosto muito do muito obrigado, de milk shake, de amendoim, de carne seca, de flores, de animais, de cães, de pai, filho e mãe, de amigos, de amor, de cor…então mercy, thank you, arigato, gracias, dankie, faleminderit, shukran…muito obrigado.
Já parou para pensar em any think???
Não é qualquer coisa…é todo pensar, sentimento.
A vida seria nada, não fosse memória.
domingo, 19 de fevereiro de 2023
Não é surpresa a tragédia Yanomami repetir práticas antigas, atrasadas, anacrônicas, primitivas, e chamar atenção pelo nefasto conjunto da obra. Mas, também em virtude de um parco questionamento a indagar a nacionalidade dos povos originários, se são brasileiros ou venezuelanos?
Quanto a isso, sem maiores aprofundamentos, é preciso refletir sobre a ideia de Brasil e de brasileiro.
Fora a discussão entre Terra de Santa Cruz, Brazil, denominação conferida em 1548 por D. Joao III, e Brasil em 1612, na nomeação de Gaspar de Sousa como governador geral, primeiramente brasileiro é quem nasce no Brasil.
Brasileiro é quem nasce no Brasil, quem nasce do Brasil, quem opta pela cidadania, quem escolhe o Brasil.
Povos originários, que viviam antes dessa invenção, não escolheram, pelo contrário foram obrigados a acolher um Brasil.
Por isso, por outras coisas, e coisas que não são coisas, talvez não seja correto chamar os originais de brasileiros. Não, não é inconcebível, porém determinar uma nacionalidade, construção das sociedades recentes para impor uma ideia, politica, de Nação, parece soberba, submissão, coerção, usar a força para, como fizeram no passado, obrigar, controlar, exercer o poder.
Povos originários, originais, existem e exigem respeito a sua identidade. Suas raízes são mais profundas, advém da cultura, de todo um processo cingido na ancestralidade, do qual não temos o menor conhecimento, no encontro das naturezas, suas com a da terra, das águas, do ar, da luz, do natural e cresceram a mais tempo, para sustentar não só troncos, mas alimentar Árvores mais robustas, complexas, carregadas de Identidades que não podem ser comparadas a artificialidade de uma nacionalidade produzida.
É preciso saber, para lembrar, que Brasil é forja, produto, coisa, criação, invenção, resultado, efeito de uma exploração.
No abuso do eufemismo, é fruto das sementes, trazidas e encontradas, misturadas, combinadas, cruzadas que germinou nessas terras.
A gente que já existia é gente que já existia, original e originário, causa. E, é responsabilidade do Brasil e do brasileiro, do ser que escolheu ser, respeitar e cuidar de todas as suas sementes para que continuem a florescer e não deixar esquecer de quem somos, apenas, frutos.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2023
Já parou para pensar?
Por que as pessoas sempre têm a solução, fácil, para os seus problemas, sempre sabem o que você precisa fazer e, mesmo assim, por que essas pessoas continuam a ter os seus problemas?
Não sei responder, penso por poder nos observar e não conseguir o mesmo consigo.
Talvez por não viver a sua realidade, não estar submetido as suas vicissitudes, ou...
segunda-feira, 16 de janeiro de 2023
As coisas que mais importam, não são coisas.
Por isso não se pode comprar.
Não sou uma boa companhia, nunca fui...
Morte digna.
Tem horas que pessoas não se importam mais com a vida e elas só querem uma morte digna.
Digna significa não deixar dívidas , dúvidas, inimigos, críticas fundamentadas, mágoas, agressões, ofensas, tristezas. No popular, motivos para lembrar do indigno.
Chega a hora que pessoas não precisam mais viver, mas a morte não pode ser motivo de vergonha, de decepção, de tristeza amplificada, não precisa ser explicada, mais ainda defendida, condenada, justificada, com despedida.
É quando a morte mata, morre e a única razão é morrer.
Não tem porquê.
O que aconteceu?
Simplesmente morreu…
Aconteceu, do mesmo modo que veio a vida, saiu, desapareceu…
domingo, 15 de janeiro de 2023
sábado, 14 de janeiro de 2023
Pensamento.
Ah se tivesse força para fazer acontecer o que parece impossível, improvável,...
Se a força do pensamento pudesse germinar emoções, brotar sentimentos, florescer desejos.
Mas não pode,
Não sei, não sei se o coração erra…
Hoje estou preocupado…
Preocupado e com saudade.
Nem sei se isso que sinto é saudade, sinto falta, tenho necessidade, mas como palavras não conseguem explicar sentimentos, fica na conta da saudade.
Tô preocupado, tô ansioso, com vontade, isso eu tenho sempre, já é normal, mas é um querer estar perto, precisar estar com, junto, ao lado, colado, olhar, ver, poder tocar, sentir, o cheiro, o gosto por gostar…ainda assim, preocupado…com a segurança, com a saúde, com o que não sei explicar, com o que pode acontecer, com o emocional…enfim, preocupado com você…
Espero, desejo, quero, que nada esteja errado, que tudo esteja bem, e seja apenas uma sensação, de uma coisa que se sente e não tem explicação, estar preocupado, sem razão…espero que não esteja certo, pelo menos nisso, o coração…eu tenho muito medo que alguma coisa aconteça e não possa nunca mais te ver, te ouvir, olhar, adimirar, sentir…cheiro, gosto, mesmo sem provar…30/11/2022…
Não sei explicar, sei o que sinto, mas não sei explicar…tô com muita vontade de chorar…23:45
O que adianta a música se ela não vai ouvir.
Do que adianta a imagem se ela não vai enxergar.
Do que adianta o aroma se ela não vai aspirar. Inspirar respirar
Do que adianta chorar se ela não vai molhar.
De que adianta o paladar se ele não vai provar.
De que adianta o amor se ela não vai me amar.
Sentir tocar
O gosto se ela não vai gostar…
De que adianta pedir
Esperar se ela não vai vir…
Estou morrendo, mas morro calmamente.
Sem o destempero, comum de quem da vida precisa.
Morro, sem desespero, sem afobação, com pressa, é mais forte.
Todo dia me vejo menos vivo e mais morte.
Morro por fora e por dentro morre a emoção.
Não, não deve ser tão ruim quanto achar que não preciso estar vivo.
Morro, bate na porta e não bate mais o coração.
Com o tempo a gente entende que não estar presente pode ser completamente diferente de ausente.
Mesmo presente a ausência pode aparecer e o contrário também pode acontecer.
Presença, não é somente dádiva do corpo, é também da alma, do pensamento e, principalmente, do sentimento.
A presença é maravilhosa, particularmente quando além de ser o ser está.
Assim, o ponto em comum nas imensas diferenças entre presença e ausência está no encontro, nos sentimentos, nas emoções, que não podem ser contidas.
A distância pode até impedir de ver, dificultar, embaraçar, mas quando se é presente, para além de ausente, fica muito difícil não estar.
É assim, uma coisa, furtiva, sorrateiramente sinaliza que está presente, mesmo que ausente pareça.
Sei lá, acontece.
Com uma música, um sopro, um vento, uma substantivo, uma verbo, um sabor, um copo caindo, um delírio, uma visagem…algo irá tocar, para não esquecer de lembrar.
O outro sempre está presente quando não é só o outro, mas é nós, é a Gente.
Igual, por exemplo, nas frases: A Gente Fumos, nóis vai, nóis foi, a gente voltemos, nóis é, nois está, a gente somos.
Estar presente pode ser completamente diferente de estar ausente, nunca será sinônimo, mas também é coisa muito mais abrangente, se realiza e vive dentro daquilo que se sente.
Eu posso até não estar no lugar, estar ausente e não ser possível ver, mas de algum jeito, de algum modo, talvez, sentir o sentimento de presente.
Existe lição mais didática que a dos erros?
Eu não sei o que tem no outro lado, nem mesmo se outro lado tem.
Mas, sei bem o que tem aqui e não me contém.
O Poeta uma vez escreveu: "navegar é preciso, viver não é preciso".
Estava certo.
Viver é como uma nau a seguir rumos, imprevisíveis e decisivos.
Precisamente, viver é impreciso.
Viver é não saber o que vai acontecer, mesmo navegando por mares calmos, seguindo os rumos planejados, pode acontecer o que não se previa, o que não se esperava, o que muda os rumos, mesmo seguindo nas mesmas direções.
São os acontecimentos que acontecem sem mesmo a gente perceber estar acontecendo.
Derepente encontra, também passa a ver, sentir, ter necessidade que não sabia.
O som não explica, se faz entender…
E se ao invés de Deus, chamassemos, rotineiramente, a energia criadora e transformadora, que se reflete na denominação Natureza, de Deusa?
Como a Deusa-Mae cretense.
Se dividissemos o poder da criação, no mínimo, a um Deus junto a uma Deusa?
Visto nada ser reproduzido sozinho, por um unico organismo, elemento, substância. Todo um precisar de, pelo menos, um outro para...
Provavelmente as injuncoes/ concepções sobre o patriarcado não seriam tão sólidas.
Não se demoliram as fundações do patriarcado, necessárias e legítimas, mas seriam reforçadas a instituição do matriarcado.
Todas as civilizações, em todas as épocas, se valeram do inexplicável para justificar o que não é possível explicar.
No entanto esse inexplicável, inteligentemente usado, sempre foi construido com a face, os argumentos, os interesses de quem não poderia e não pode explicar.
Se tivéssemos Deusa….precisaria dividir...
É muito bom dizer eu te amo a quem se ama e saber que apesar de poder parecer ridículo não acredita ser ridículo.
Poderia dizer que é confiança, também é, mas é amor.
Alguém sabe dizer quem foi a primeira pessoa a nascer nas terras chamada Brasil?
Não falo dos nativos, dos povos originais, mas do filho do "imigrante" que chegou depois, bem depois, de quem aqui estava antes.
Qual foi a primeira pessoa a nascer não em Pindorama, quase impossível saber, mas quem aqui chegou para ser o primeiro brasileiro?
Certo, na época ainda não ser Brasil, mas nessas terras, o filho de estrangeiro ou de nativo com estrangeiro que viria a ser o primeiro brasileiro.
Acho ninguém poder, com precisão, dizer.
O Brasil, repito não Pindorama, desde a pré-colonização não é terra de estrangeiro, mas de brasileiro.
Brasileiro é mistura de nativo com outro, de outro com outro, de quem nasceu aqui.
Nativo, natural, já nascia aqui antes de inventarem o Brasil.
As cores do arco-íris são representativas, fato, mas ao observar as proibições, restrições absurdas e anacrônicas, em regimes, esses sim, anormais poderiam ser adotadas alternativas.
Por exemplo, se a soma de todas as cores é a cor branca, por que não pensar em adota-la, além de ser improvável ser proibida, vetada, censurada… sei lá com algum símbolo a mais, o de infinito…???
Todas as vezes que as cores do arco-íris forem vítimas da mentalidade tacanha, retrógrada, a liberdade for cerceada, como já se fez contra a censura, usar o que não parece, mas é.
Sugiro a cor branca, mas a preta, ausência de cores, também pode servir de crítica ao atraso, à opressão, à hipocrisia.
Político não deveria ter salário, qualquer remuneração, receber quando muito o que fazia jus antes de ocupar o cargo eletivo.
E, após deixar o cargo ser investigado, supervisionado, auditado, criteriosamente, durante 30 anos para saber da sua mobilidade, da conquista e acumulação de patrimônio, se houvesse, fosse, sem dúvidas, lícita, honesta.
Outra coisa, ricos e milionários deveriam ser proibidos de ocupar cargos eletivos, qualquer função em que pudesse legislar em causa própria, pelo interesse individual.
Poder, poder, a gente pode tudo, mas deve?
Nada pode limitar a ação individual, só o próprio indivíduo e em razão das suas convicções.
Não é uma lei que restringe o ser, mas a sua razão de ser.
Nada pode impedir alguém de matar, mas também pode lhe matar, a não ser que respeito do outro pelo outro os mantenham vivos.
Eu posso fazer o que quiser, mas ao fazer posso perder mais que ganhar.
What most threatens a National State, a political regime, is disrespect for the laws. Without law, there is no crime, widespread barbarism sets in and this is due to impunity.
When there is no punishment
O que mais ameaça um Estado Nacional, um regime político, é o desrespeito às leis. Sem lei não há crime, instala-se a barbárie generalizada e isso se deve à impunidade.
Quando não há punição, não são criminosos, poderiam ser caso as leis fossem validadas pelas instituições com a sua aplicação, na forma da lei, independente de cargo, do status, do poder conferido por nomeação, por capitais políticos e financeiros, conforme determina o princípio, basilar, da impessoalidade.
O que temos visto, com frequência e de forma endêmica, é o desrespeito às leis. Inclusive, e principalmente, por quem deveria seguir, zelar e fazer cumprir o código penal, de ética, o decoro, as normas sociais de conduta e de convivência.
Quando um insano, psicopatético criminoso assume, temporariamente, o Poder e acha poder fazer e falar qualquer coisa, imperialmente e impunemente, desrespeitar ilimitadamente as leis, incentivar, afiançar e até financiar ilegalidades inverte e subverte a natureza do referencial, de ser referência, destrói órgãos, Instituições, racha o Estado.