Palavras não dão conta de contar todos sentimentos.
Elas se esforçam, não é culpa delas, mas não conseguem reportar tudo que se sente.
As palavras...para as coisas... pessoas, gente...
Você não sabe, acho, nem poderia saber, tantas vezes que eu penso só em você.
Muito menos quantas vezes pensei que não poderia como penso pensar.
Tem sentimentos que por mais que tente a gente sente e parar de pensar não dá.
Mas eu nem consigo dizer, mesmo quando tento, não consigo falar.
Não consigo, eu sei, não sou capaz, nem de falar...
A palavra é impotente diante da potência do sentimento.
A gente nem sabe direito o que sente, confunde paixão, atração, a necessidade de sentir dor com amor.
Amor é mais que palavra…
A palavra comporta/suporta coisas, não sentimentos.
O vocabulário sempre será imitado, a palavra só dá conta de coisas, limitada, não do sentimentos...encantados, surpreendentes, inesperados…
Gente é feita do romance com o ilimitado…
Somos animais.
A relação entre seres humanos forja a humanidade.
O ser humano, esse selvagem humanizado pela vida em sociedade, parece sempre estar mais preocupado com saída e chegada, por isso às vezes deixa de perceber os prazeres, as surpresas, espalhadas no caminho traçado pelos sentidos na direção do destino.
É a humanidade, a vida em sociedade, que controla, freia, reduz os instintos primitivos, selvagens, a nossa natural ferocidade.
Somos animais, o que contém a nossa ferocidade, primitividade, ferocidade é a humanidade construída no convívio, na vida com o outro, em sociedade.
O psicopata finge humanidade com o objeto de saciar suas necessidades.
Esse ser só existe na sua dimensão individual, olha, pensa e age apenas para si mesmo, idi otis.
Ao ignorar, desprezar, o outro, a sociedade, não desenvolve sentimentos.
Como não possui amor, não sente dor.
Roubar para ele não é crime, mentir não é danoso, pois na sua psicopatia tudo é dele.
E, embora possa parecer, sequer defende os seus, familiares e próximos, se esforça para evitar que os desvios, os crimes, as atrocidades deles possam atingi-lo, prejudicar, e assim não possa mais usá-los.
O psicopata não vê limites para matar as suas fomes, satisfazer os seus instintos mais primitivos, selvagens, animalescos, por conseguinte, desumano.
Por isso tem prazer em matar, deixar morrer e, até, se alimentar do seu único alimento, seres humanos.
O sistema capitalista construído sob a lógica binária esvazia o desempenho e privilegia o resultado. Desta forma, posiciona indivíduos como vencedor e, em oposição, como perdedor, onde quem vence ganha e o derrotado perde.
Comumente desconsidera entre esses dois modelos, que só se perde de alguém que venceu e que só se vence de alguém que perdeu, estar o aprender.
Sendo assim, para simplificar, devemos perceber, sempre foi assim e assim será, a sociedade não será exclusivamente de vencedores tampouco de perdedores, mas as perdas e os ganhos são o processo. Assim, não existe sociedade de vencedores ou de perdedores, mas a sociedade do aprendizado, apesar de avanços e retrocessos, de vitórias e derrotas, o processo é constante e em evolução.
Para ir mais fundo, o que por ora parece correto, com o passar do tempo pode se mostrar equivocado, incorreto, "errado".
E ao contrário, a experiência ruim, o dissabor, a escolha fracassada, nessa mesma esteira do tempo pode se transformar em dádiva, evitar maiores sofrimentos.
No entanto, não existe certo ou errado, o que existe é aprendizado.
A música é um registro emocional, livre, que diz o que quer dizer para quem ouve ouvir como quiser, puder ou conseguir entender. Liberdade...
Quando se convive com diferentes, embora, e felizmente, as diferenças persistam, a aproximação aclara, permite identificar, conhecer, reconhecer, promover o encontro de semelhanças. Por isso, o diverso, diversas vezes, se confunde com igual.
Sendo mais fácil enxergar os "mesmos" problemas e soluções esses, até, pareçem comuns/similares, quando não são.
Cada ação, embora possível de replicar, é única e depende de vários fatores. De determinadas condições sociais, políticas, econômicas, intelectuais, culturais. Para resumir, depende da sua respectiva condiçao humana, de cada condição de "temperatura" e "pressão".
Talvez o maior erro do ser humano seja manter a distância e desviar o olhar do diferente, a indiferença, enquanto tenta ver a semelhança como igual.
A única igualdade entre semelhantes é justamente todos serem naturalmente diferentes, e isso não é um problema, muito pelo contrário.
Só o artificial pode ser, mesmo muito relativo e discutível, igual.
Pois não são as mesmas coisas, são produzidos em locais, máquinas, material distinto, em momentos diferentes...mas causam essa percepção de igualdade.
Aprender só se aprende aprendendo.