sexta-feira, 7 de outubro de 2022

 E se, só seguisse adiante e não olhasse para trás?

Andaria sem lembrar, mas também sem esquecer, sem aprender, sem ensinar, não teria motivos para ir, nem para voltar, pelo nada vazio andaria vadio...baldio.

Se assim seguisse, andando sem vida, sem porto de chegada, sem ponto de partida, não teria...despedida.

Ah se eu soubesse dizer tudo que há no meu peito.

Mas, não existem todas as palavras capazes de explicar cada sentimento.

As palavras até fingem dizer, mas só uma parte, um pouco, elas conseguem contar.

Não que não digam, mas elas só dão um gosto, só dizem um pouco, que já é muito, do que não se pode ou se sabe falar.

Por isso a gente só sente e nem sempre conseguem entender o sentimento da gente.

Por isso é preciso olhar para trás antes de ir adiante, antes de andar.

Viver seguir o caminho, andar para frente sem deixar de olhar para cima, para os lados, para trás, pois independente de tudo, de todas as coisas, de toda sorte, a gente anda e caminha sempre no rumo da morte.


Não sei, mas acho que sentimento não precisa rimar...


Tudo tem seu tempo, não é qualquer agora, é preciso esperar, se toda hora houvessem flores, mesmo sem ser, poderia achar vulgar, a gente sempre espera a flor florir e o tempo das flores sorrir.

Tudo que vale a pena, vale mais ainda quando precisa esperar…


Tudo de amar tem preliminar, até parece a espera o prazer temperar, para ser mais intenso, especial o gosto de gozar...

Tudo tem o seu tempo, chega num exato momento, a luz da lua quando anoitece e os raios do sol no amanhecer, antes da árvore deixar saborear, comer o fruto, precisa esperar, pacientemente, a flor florescer…

...o amor só acontece quando tem que acontecer…

... quando se sabe esperar tudo fica mais gostoso, o tempo de amar precede e intensifica o gozo...


quarta-feira, 5 de outubro de 2022

 Sob o signo do trauma.


O Brasil, país inventado em 1500, nasce, cresce e, não, se desenvolve sob o signo de traumas.

Exploração predatório, ocupação predatória e, capitanias, hereditária, colonização, detergente, absolutista, república, escravagista.

Cacacteristicas, deprimentes, nas colunas, ou gênese, da deformação.

A Emergência de um Estado opressor e agressor, leva a construção da sociedade dividida entre tomadores predadores e despossuidos miseráveis.

A pobreza como missão leva ao desenvolvimento da crença, divina, como única solução, não provável, mas possível.

O talento, a preparação, a competência são secundarios e coadjuvantes da graça, da sorte, da benesse/esmola.




sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Quem sou eu, quem eu sou, o que sou, como sou não consigo dizer.

Até posso tentar, mas acho ser o que vêem em mim. Sendo assim, com mais precisão, quem pode não sou, é você.

É você quem observa, acompanha meus passos, de diversos ângulos, diferentes perspectivas, próximo ou distante, me olha e consegue me ver.

Quem me conhece é você, sou limitado a me reconhecer.

Acredito muito no que falam de mim, no pensam, pois quase nunca me olho e poucas vezes me vejo, já esqueci o que em mim eu vi.


Desde 2010, por vontade ou não, eu não voto.

É agora, basta psicopatéticos, chegou a hora!!!


Ninguém é só inocente, tampouco é só culpado.

Todo mundo, e tudo na natureza, tem no mínimo dois "lados".

Apenas idiotas, imbecis, psicopatéticos, alucinados, acham possuir só virtudes, não ter defeito, não cometer pecado.

"Ninguém é só bom, nem ninguém é só mau…"

Não existe "gente de bem" ou, supostamente, o oposto "gente de mal", o que existe é semelhante, diverso, o igual que é diferente, em suma o que existe naturalmente, e somente, é Gente.


Até os idiotes têm razão.


Se pararmos para pensar, e ao pensar bem respeitar, reconhecer a individualidade do indivíduo, não é difícil perceber que, por mais abjeta, repugnante, condenável, segundo a condicionantes sociais, cada um tem as suas próprias necessidades, capacidades e valores.

O ser, o indivíduo, por mais divergências e fundamentações, é muito mais fruto do seu meio, das suas primárias referências. Mesmo ao nega-las, tais, referências, permanecem como parâmetros, como bases, como eixos da sua estrutura humana.

Quem nasce, cresce, em meio as condicionantes, ritmos, hábitos e práxis, tende a carregar na personalidade seus respectivos signos, códigos e representações.

Para não precisar ir a extremos, cabíveis e justificáveis, tomemos como exemplo a linguagem, a cultura, os padrões alimentares.

Uma criança, de qualquer origem, ao se desenvolver em meio a referências distintas, da original, não guardará nenhum resquício da anterior.

Os únicos traços, permanentes, são os endógenos, hereditários, genéticos.

O quão isso determina a personalidade, é outra questão...

Mogli...



Eu não preciso de armas, não preciso matar, não, não preciso de morte, não preciso ameaçar, não preciso roubar, não preciso rachar, não preciso mentir, ser desonesto, antiético, arrogante, escroto.

Não preciso esconder, não preciso de um dia de sigilo, e 100 anos pra quê?

Eu não preciso de ódio, não preciso de dor, não preciso de tratamento psiquiátrico, nem de puxa-saco, comprar justiceiro, capacho, gado bajulador.

Não preciso dar ordem, nem de inimigo, jamais do conflito, ser agressivo, agressor.

Não preciso de esmola, nem de miséria, nem de fome, não preciso garimpar, poluir, de laranja, desmatar.

Não preciso ser misógino, homofóbico, racista, facista, bufar, grunir, mentir, inventar, espumar e 1000 vezes afirmar, desesperadamente, não brochar para só tentar convencer que sou homem!

Para ser preciso, preciso e todo mundo precisa, precisa de transparência, honestidade, de comida, ser decente, precisa ter trabalho e renda, precisa de oportunidade, de educação, de saúde, de segurança, de fazer e ser parte, precisa de arte, de alegria, de sorrisos, precisa de paz, de olhar as pessoas e vê-las como irmã, como irmão, semelhantes diferentes, precisa da fraternidade, de solidariedade, de críticas, de amor, de respeito pela Gente.

A gente precisa de esperança, de Gente, para viver a minha, a sua a nossa vida.

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Sob o signo do trauma.


O Brasil, país inventado em 1500, nasce, cresce e, não, se desenvolve sob o signo de traumas.

Exploração predatório, ocupação predatória e, capitanias, hereditária, colonização, detergente, absolutista, república, escravagista.

Cacacteristicas, deprimentes, nas colunas, ou gênese, da deformação.

A Emergência de um Estado opressor e agressor, leva a construção da sociedade dividida entre tomadores predadores e despossuidos miseráveis.

A pobreza como missão leva ao desenvolvimento da crença, divina, como única solução, não provável, mas possível.

O talento, a preparação, a competência são secundarios e coadjuvantes da graça, da sorte, da benesse/esmola.




segunda-feira, 26 de setembro de 2022

 Para quem pode ser ruim a legalização das drogas?

Para quem não quer pagar impostos, para quem não quer o controle de qualidade.

Para quem não quer concorrência ampla.

Para quem não quer fiscalização.

Para quem não quer responder processos.

Para quem não quer a lei, a regulamentação, normas quanto a atividade.

Para quem precisa esconder.

Para quem precisa prometer, só prometer, o impossível.

Em todas as civilizações, em todas as épocas, sempre existiram e consumiram drogas.

Por que cigarro, álcool, café... e uma infinidade de outras substâncias que viciam, matam, alucinam, provocam distúrbios e causam efeitos colaterais de baixa, média e alta intensidade e duração são legalizadas???


Os imóveis não foram comprados com dinheiro vivo. Todo dinheiro público "desviado" causa prejuízos na educação, na saúde, na segurança, na sociedade, portanto o dinheiro "secreto", na "cueca", rachado, mata.




 A gente não é de ninguém, a gente nem é da gente.

Cansei de dizer minha, meu, mas estava, não sei, errado ou certo.

A gente não pertence, nem possui.

Só sei, a gente está, está com alguém, está filho, está enamorado, geralmente apaixonado, e paixão é na essência, se não na etimologia, sofrimento.

A gente está, não se sabe por quanto tempo, vivo.

Mas, de uma hora para outra o que está, estava, o que não estava, está.

Somos passageiros, passageiros da agonia, da felicidade, da esperança, do sentimento, do amor, do ser ser e do ser deixar de ser, quando o ser não mais estar.

Temporários, passageiros, viajantes, efêmeros, momentâneos.

Somos o que ainda não é e o que não é, mais ainda será.

Diante dessa condição, esse ser que não sabe quanto vai viver, não sabe quando vai morrer, só sabe que vai, e vive sem saber, não é dono de nada e não pode ser de nem dono de alguém.

A gente é tanta coisa pra tanta gente e pra outra tanta gente a gente nada é, as vezes nem gente.

Se fosse pra ser de algo, de alguma coisa, seríamos da natureza, da nossa natureza, que naturalmente não pertence e não possui.

A gente flutua, flutua nas transformações, nas relações, nas interações, nas transações, nas consistências, nas inconsistências, no ar, nas águas, não é de ninguém, ninguém nos tem, ninguém nos possui, somos instantes, momentos, somos sonhos, amor, amores, condicionados, sustentados pela materialidade imaterial do tempo.

Somos sementes, partes, metades, flores, cores, e as vezes até damos frutos, frutos que serão, de ninguém serão.

A gente pode até não ser de ninguém e ninguém da gente ser, mas quando está com alguém que está com a gente, esquece isso, se ilude, se acha completo, a gente tem dono, e alguém é dono da gente, da nossa emoção, do nosso coração, da nossa ação e reação, da nossa vida, a sensação é diferente, quando isso a gente sente, até gente se sente.



 As pessoas estão mais ocupadas naquilo que as outras falam e menos no que fazem.

Talvez, observar, o que fazem, as práticas, os hábitos, o comportamento sirvam para aclarar não só a percepção, mas a concepção, as características, a personalidade, a realidade.

Falam tanto de família, e o histórico é de separações, denúncias, desprezo, mal trato, perversidade.

Falam muito de Deus, mas liberam armas, munições, reforça o desejo de matar.

Derramam ódio, homenageiam assassinos, milicianos, bandidos.

Falam em pátria, mas atacam a constituição, desmerecem e perseguem os demais poderes.

Falam tanto de honestidade, mas roubam, racham, usam funcionários fantasmas, lavanderias, e o dinheiro vivo amealhado, sabe lá a origem, irrastreavel na compra de bens.

Desejam fake news, mentiras, para iludir, para enganar

Falam, falam, falam.

Falam o que não fazem e fazem o que não falam.


 Esgota, esgotado no esgoto esgota.


Leve, me leve, suporte, o ar.

O ar suporta, o leve, o pesado.

O vento, venta, aventa, possíveis, prováveis.

Sou agora, embora agora pode ser ontem, hoje, amanhã, agora é qualquer segundo, minuto, agora é toda hora.

Um instante, agora é agora, quando chega a hora.

Fácil vem depois do difícil, quando o saber.

Fácil, só é fácil quando se aprende, quando tem conhecimento.


 Ah se eu pudesse nascer novamente, se sobrasse uma nesga de memória, pressentimento, uma energia sobrenatural, eu faria muita coisa diferente.

Seria mais humano e menos descontente.

Saberia esperar o tempo responder as perguntas que ainda não sabia fazer.

Continuaria a agir com o coração, mais ainda, mais com ele.

Diria mais sim, muito menos não.

Se eu pudesse nascer novamente, procuraria mais compreender, mais aceitar, mais respeitar.

Andaria abraçado, de mãos dadas, sem vergonha, sem petulância, sem solidão.

Reconheceria, apresentaria e celebraria mais os amores, os afetos, os carinhos que recebi.

Não só reconheceria, também agradeceria e, com mais frequência, retribuiria.

Não ficaria tão inconformado com o que não deu certo, mas satisfeito com o que deu.

Não pediria tanto, aliás, não adianta muito.

Quereria menos e tudo que conseguisse agradeceria mais.

Não, não me entregaria a mediocridade, apenas transformaria a realidade com tudo o que percebi receber.

Mas, como isso é impossível, pelo menos improvável, só cabe o que me cabe, antes que essa vida acabe.


A gente sempre se preocupa, valoriza, esgota importância com o que quer.

Raramente com o que querem da gente...


quinta-feira, 22 de setembro de 2022

AMIGA

AMAR

AMOR 

AMIZADE

AM

É, já se passaram quatro anos.

É, rápido lá se vão quatro anos.

Sei, a gente já se ver antes, se encontrar nos corredores da vida, e às vezes, a mais tempo, estarmos no mesmo local, no mesmo bar.

Mas, se conhecer, se reconhecer, se achar e se descobrir nessa coisa, talvez maior que o nome, "eufemismo" de amor, tem mais ou menos quatro anos.

Sabe, antes disso, dessa condição, dessa troca, desse sentimento, desse consentimento, até podia te dar um parabéns, carinhoso, respeitoso e sincero. Mas, depois de embarcar nessa viagem de viver, compartilhar a experiência, receber o presente, me sinto completamente obrigado, não por obrigação, por reconhecimento, gratidão, prazer e, nunca é demais, amor, gritar muito obrigado.

Obviamente, também cabe o parabéns, votos de coisas boas, força, serenidade e sabedoria para assimilar, renascer e afrontar as vicissitudes quando não são.

Mais ainda, é gratificante poder mandar um beijo, dizer viva, desejar saúde, sorrisos, sonhos, sortidos, sortudos e, principalmente, saborosos…

Beijo no coração e - nunca é demais agradecer - obrigado minha amiga por entrar nessa coisa, confusão, chamada minha vida. Obrigado por deixar, permitir, me aproximar de você. Obrigado Gabi pela oportunidade de nascer, crescer, desenvolver essa coisa chamada amizade.


Amizade - do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar.