segunda-feira, 2 de maio de 2022

 Música é o retrato cantado, tocado, sentido do coração.


Eu quero o que você quiser.

O meu desejo é que realize o que desejar.


Geralmente a tristeza é desprezada, é tremida, nunca é desejada.

Mas a alegria e a felicidade dela dependem.

Não desejo só felicidade, alegria, muito menos tristeza, mas que sinta, conheça, reconheça, aprenda, descubra, revele e sinta todos os sentimentos.

Que seja viva, humana, natural…

Chore quando for pra chorar, sorria quando a felicidade abraçar, beijar…


Quanto ao amor sou amador, amo amar mas sinto dor.

Doem as dores de amores…

Faria sentido sorrir se nunca fosse chorar?

A dor sentida do amor faz chorar e anuncia o sorriso, o sonho, a felicidade se aproximar quando o dodói sarar.


A vida acaba antes de morrer, acaba quando não estou perto de você…


Não sei se é certo querer algo de alguém, de alguém só quero o que ela der, o que ela dá.

Também não sei se é certo querer alguém, quero alguém se ela quiser…

Será que é certo querer, desejar, amar uma mulher?

Se é certo não sei, mas se ela você quer e você não só por isso a quiser errado não é!




Ao invés de perguntar porque não quis mais o mundo, a vida, pergunte se algum dia o mundo, a vida quis?


Para ser é preciso estar.

Não estar induz a um deixar de ser.

Por não ver, não encontrar, não sentir, não tocar é fácil desconhecer, não lembrar, esquecer, até deixar de ser por não estar.

O que era vira a imagem na memória que descolore, perde luz, se distancia a cada momento enquanto passa o tempo até não dar mais para exegar o que foi e não mais será.


Lets duet fall in love…

Duet… lets duet...


 A casa está silenciosa, há tempos, nenhum ruído, nenhum barulho, nenhum sorriso.

É um silêncio vazio, incomoda.

Nenhum coração bate, nenhum espirro, nenhum esporro, nenhuma palavra, nenhum palavrão.

Nenhum carinho, nenhum sentimento, nenhuma emoção.

As janelas estão fechadas, as portas também, na fachada desgastada pelo tempo, pela falta de manutenção, não há sinal de vida.

A casa não está morta, mas sem quem nela viveu, só morre quem nela confunde viver com ainda não morrer.

São só aparências quando falta vivência, quando falta soluços, quando calor também não há.

A casa está fria, assim como o sangue de quem nela habita e seu coração fraco, titubeante, por teimosia, insiste bater sem aquecer.

A casa está esquecida, a casa está abandonada, talvez por quem a ela ocupe em tudo e não encontre mais nada.

A casa está cheia do vazio de quem nela não mais seja e só esteja nela sem estar.

A casa não está vazia, mas cheia também não está.

Por não ter opções, por não ter para onde ir e assim não pode nem voltar.

A casa ficou muda, sem som fica surda e não pode escutar o que não pode dizer o silênco de quem não pode falar.

É certo que a gente não pode tudo, mas é muito difícil só poder nada.

A casa já não é engraçada e não importa o quanto limpe, o quanto tire as poeiras, o quanto aromatize, o quanto jogue fora as sujeiras, o quanto esforce por brilho, ela não tem nenhum motivo para brilhar, perdeu a graça por não ter vida para graça dar.


 Ser mulher.

Mulher ser.

Ser e ser.

Mulher.

Ser tem no mínimo duplo sentido…

Mulher é tudo o que é.

É mais do que quer, do que quiser, é muito mais.

Todos os sentidos, o sentido é mulher.

É Mulher, Mulher é.


Quando a gente acha ser impossível conseguir o que quer, concentra esforços apenas para o que acha imprescindível.


Não é preciso conhecer para reconhecer.

Se reconhece antes de conhecer.

Só é possível conhecer quando se reconhece.


A mentalidade do "político"... Se uma prática é tipicamente corrupção o político cria uma lei, legaliza e solução…


A solidão nunca está sozinha...ela sempre caminha em companhia da desilusão, da  angústia, do medo de ficar pra sempre só, do abandono, do desalento, da tristeza, do vazio, da saudade...de no fim ser transformado só em uma saudade…

A solidão nunca está sozinha…

Quando ninguém precisa, merece... lhe ouvir é melhor se esconder...


Especialidade desafiar as probabilidades…

Enquanto alguns dizem ser impossível, considero esse impossível improvável, até acontecer e deixar de ser…

Se não acontecer, não era para acontecer, talvez o improvável fosse impossível e não consiga distinguir, ele me viu, mas eu não consegui o ver.

Pra quem não tem nada de especial, sem nenhum talento, habilidades, atributos físicos ou intelectuais notáveis só resta insistir, desafiar, tentar de alguma forma, maneira, contrariar a lógica para tentar, mesmo sem sucesso, existir...pelo menos achar que existe…

É, se o mundo não dá chances, provoquei, não exiji, tentei dela me aproximar…

Pra quem nasceu quando não era pra nascer, viveu quando era para morrer, mais de uma vez, resta tentar...a tentativa pode nunca dar em nada, mas colore uma esperança, faz acreditar até finalmente desacreditar que impossível é muito diferente do improvável…

Pode não ser, mas quando chegar ao final você não vai saber.


A luz da etimologia "idiotes", idiota, é aquele que só olha para si mesmo, só se preocupa consigo próprio, olha unicamente para o seu umbigo. Mas, não deixaria de ser exato dizer que é aquele que não olha, vê, enxerga, preocupa-se, pensa e se importa com o outro.


Criminosos não podem esconder seus crimes, pelo menos por 100 anos, atrás de um carimbo de confidencialidade e/ou sigiloso.

Tamanha impunidade travestida de imunidade é, no mínimo, imunda.


Pois tu, é natural que seja...

 Eu sinto inveja.

Inveja das pessoas que tem.

Poderia dizer: pessoas que tem talentos, habilidades, dons, bens, virtudes, carisma, beleza, bondade, predicados, propriedades, princípios, inteligência, qualidades, filhos, pai, mãe, amor, amores, mas não é isso tudo.

Ou, não é só isso.

Sinto inveja das pessoas que não somente tem tristezas, frustrações, limitações, desenganos, desilusões, infelicidades.

Por isso é menos difícil e mais completo resumir: eu sinto, tenho, inveja das pessoas que tem...


Vivo com saudade de você, posso estar enganado, tomara, mas acho que nunca mais vou te ver.

Não sei o motivo, não sei o porquê, só sei que sinto e sinto que nosso encontro não encontrará.

Não é o fim, mas…

Curioso, no mínimo, como a gente desperdiça a felicidade de um hoje pensando o amanhã.

Quando o amanhã chegar, continua triste pensando num hoje que não passou e sem passado não passará.

A espera de um amanhã que virá, não pode contar o sorriso que fez um hoje ontem virar.

Acho que é melhor viver hoje.

Se só esperar o amanhã ele nunca virá e não terá história para amanhã contar.

No final das contas, o que conta não é o final…das contas???

Viver hoje é, no mínimo, ter amanhã uma história que conta pra contar…


É hoje que se vive a história que conta para, amanhã, contar.


Whos loving tou

Love...




 É no teu ser que preciso o meu ser escrever, meu ser…meu estar...

Sem você não sou, não estou, não estarei, nem estar…

É no teu ser que quero escrever o meu ser…

O que foi, o que é e com você será…


Te amo e amo você, quase sem dizer nada, diz quase tudo, sem precisar, que é preciso dizer…

De você eu não consigo sentir só saudade.

Sinto o que não sei dizer, o que eu não consigo explicar, o que não consigo entender, o que não dá pra precisar.

Só sei que sinto, sinto muito, sinto muito mais, é mais que saudade, é mais que desejo, é mais que vontade, é…

É engraçado como até dormindo sonho com você.




Ser livre não é falar, dizer, vomitar qualquer coisa.

Ser livre é respeitar a todos, não precisar pedir respeito e, mesmo assim, ser respeitado por qualquer um.

Liberdade, ao contrário de ferir a liberdade do outro, é respeitar o outro e o outro ao reconhecer o respeito, reciprocamente também respeitar.


O passado não sabe o seu lugar, está sempre presente.

Mais, o passado é cheio de presentes, cheio de futuros.

O passado é um futuro que virou presente.

Ao contrário, o futuro pode até virar presente, mas sempre seguirão o curso de passado…

O futuro é um presente que ainda não passou ...

 O que se pensa, imediatamente, ao ouvir: escravos fugitivos, fugidos???

Confesso, tal denominação, nomenclatura, divulgada, assimilada e, certo modo, naturalizada, incomoda por através dos vocábulos inconscientemente, quero acreditar, incorporar e acatar não só a expressão, mas a compreensão da semântica do explorador.

Penso, escravos eram pessoas, seres humanos, que tiveram a liberdade roubada. Pessoas, que presas eram vendidas, compradas, escravizadas por outras pessoas.

Seres humanos.

Penso, na realidade com a suposta fuga não fugiam, insurgiam, buscavam libertação, contestavam a condição humana imposta, de prisioneiro, escravizado e assumiam a de prisioneiros, culpados, criminosos, escravizados fugitivos?

Não sei se poderia escrever, descrever, de melhor forma. Utilizar uma denominação, expressão, nomenclatura mais justa, ajustada, mais precisa, menos equivocada. Até, por, como a querer totalidade, estar preso a construção, ao truque, a semântica do explorador, do escravizador, do "senhor".

As vezes penso no perigo do eufemismo. Parece tentar amenizar, suavizar, poupar, perdoar, com tom, entonação e denotação permissiva. Tal qual uma fuga para não comprometer e, principalmente, para não se comprometer.

Quando não se afirma, ipsis litteris, uma folga, um espaço, um perdão, uma falha, vão, fenda, vazio, se abre e junto a possibilidade de um "termo de ajuste" se concede.

Sei, parece ser perigoso afirmar, indicar, emitir uma opinião definitiva e definidora, por medo do erro.

E, assim, se comete outro erro, que pode dar origem a outro erro, a outro erro, a outros erros.

Talvez o "tudo indica", "segundo a documentação", registros, oralidade, pesquisa...pode não dar exatidão...

Para não comprometer, preservar, uma suposta integridade intelectual, apela-se ao relativismo, a uma pressuposta imparcialidade, a falta de incisão. Sem ser incisivo, seguro, direto, preciso, recrudesce uma espécie de leniência, ideias anacrônicas são permitidas, mantidas em circulação. Que, semânticas conservadas no âmbar, da covardia, permaneçam, se preservem, assumam o caráter de conservadoras…

Pelo medo do julgamento não julgamos, de certo, não é papel da história, mas a permissividade permite e, grosso modo, absolve.

Tudo isso se dá, quero acreditar, por conta  da imprecisão, da incerteza, da falta de recursos, de materialidade das provas, dos registros, da compreensão das fontes. Também, por conta da "euristica do medo", de uma hermenêutica esculpida como armadilha, ardilosa, de uma gramática, construída, constituida pelo explorador, escravizador, dominador, opressor e por ele, invisível, imposta.

Trocando em miúdos, nos encontramos em uma condição humana que escraviza, feita para escravizar, a não permitir fugas, isurgentes, insurgencia, a condenar quem dela não se deixa aprisionar, tentar escapar, buscar a libertação …

Penso, assim os prisioneiros, falsamente livres, assumem sem assimilar, consciente ou inconscientemente, a condição de covardes, de oprimidos, de prudentes, de acomodados ou de escravizados???

É curioso como acatamos, nos restringimos, nos agredimos, limitamos, aprisionamos, nos violentamos sob o propósito da aceitação. Acatamos o discuso, a gramática, a semântica da casta, classe, camarilha regida e que se rege pelos acordes e cabrestos capitais do capital.

O objetivo é não ser classificado como fugitivo, como marginal, como louco, como desinteligente apenas por não concordar, não se encaixar, não ser submetido e submisso.

Tá, fugitivos, mas de onde?

Das garras, da senzala, da chibata, da domesticação, da desumanização, da miséria física, mental, moral, da desvida...do acodamento, dos crimes de criminosos, dos algozes? isso é fuga ou ato de sobrevivência, insurgencia pela redenção?


Não, não eram fugitivos, fugidos, mas pessoas que se rebelavam, insurgiam, contra as violências, contra a submissão, contra atrocidades, contra a condição desumana a que eram sujeitados pela ignorância.

Não fugiam, não eram fugitivos, mas escapavam da degeneração, da degradação, da injustiça, mesmo assim eram procurados por continuarem, caçados, resgatados, por conta da visão esteita, objetos, coisas, propriedades…

Buscavam ser gente, pessoa, fazer o caminho inverso da reificação, deixar de ser objeto, coisa, mercadoria e ser o que é, o que são, ser humano.

Sempre me pergunto: posso acreditar em um Cristo de cabelo liso e olhos azuis?

Em um Deus, homem, macho, contrário de fêmea, ocidental, e teoricamente, pelo menos em 90% das "representações" branco?

Não sei se acredito em Deus, não tenho certeza, mas quanto mais olho, percebo, toco, observo, sinto e testemunho os movimentos, as manifestações, as energias e sinergias da natureza mais penso,se existir, existirem, são também e principalmente Deusas.

Responsáveis por gerar, parir e criar...alegrias e tristezas



segunda-feira, 25 de abril de 2022

 Acho impossível lembrar do quê de quem a gente não sabe esquecer...

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Eu quero o que você quiser.

Se você quiser que eu queira.

O meu desejo é que realize e se realize o que desejar.


Geralmente a tristeza é desprezada, é tremida, jamais desejada.

Mas a alegria e a felicidade dela dependem.

Não desejo só felicidade, alegria, muito menos tristeza, mas que sinta, conheça, reconheça, aprenda, descubra, revele e sinta em todos os sentido sentimentos.

Que seja viva, humana, natural…

Chore quando for para chorar, sorria quando a felicidade tocar, abraçar, beijar…


Quanto ao amor sou amador, amo amar mas sinto dor.

Doem as dores de amores…

Faria sentido sorrir se nunca fosse chorar?

A dor sentida do amor faz chorar e anuncia o sorriso, o sonho, a felicidade se aproximar quando o dodói sarar.


A vida acaba antes de morrer, acaba quando não estou perto de você…


Não sei se é certo querer algo de alguém, de alguém só quero o que ela der, o que ela dá.

Também não sei se é certo querer alguém, quero alguém se ela quiser…

Será que é certo querer, desejar, amar uma mulher?

Se é certo não sei, mas se ela você quer e você não só por isso a quiser errado não é!




Ao invés de perguntar porque não quis mais o mundo, a vida, pergunte se algum dia o mundo, a vida quis?


Para ser é preciso estar.

Não estar induz a um deixar de ser.

Por não ver, não encontrar, não sentir, não tocar é fácil desconhecer, não lembrar, esquecer, até deixar de ser por não estar.

O que era vira a imagem na memória que descolore, perde luz, se distancia a cada momento enquanto passa o tempo até não dar mais para exegar o que foi e não mais será.


domingo, 3 de abril de 2022

Eu sou uma história que acabou.

Uma história sem graça que não se precisa contar.

Eu sou uma história que foi, que era e não será.

Que chega ao fim, no máximo está prestes a acabar.

Depois de deixar de ser quem eu sou, ninguém vai lembrar.

Sou uma história que se contou e nunca alguém contará.

As histórias só são histórias se algum dia for possível continuar, continua a ser história se preciso lembrar.

Acessar, ter registro, relatar, reproduzir…

A história que se esquece, esqueceu, esquecível, difícil de lembrar…

Que existiu, mas em breve não existirá…

A história só existe se for possível conjugar o existirá...resiste…

Ninguém precisa entender, se esforçar, pra esquecer, nem lembrar, não dá para explicar...nem preciso foi, é ou será.

Só um ser, só um estar…


Sei que é difícil entender, mas se esforce para compreender quem compreende sempre estar no resto das vidas, e assim, no resto que resta das suas vidas...sendo sempre o resto que sobra. Só, resto.


A primavera de Platão…


Descobre que a sua vida não vive.

Provavelmente, que a sua morte não morre.

Que a vida morre, todo dia morre um pouquinho, e não consegue matar so um pouquinho dessa morte que lentamente te mata, segue, prossegue, continua e aos poucos vai matando, mata e matará antes do final, de chegar a hora definitiva, de matar… sabe o que é morrer, já estar morto antes da morte matar?

Uma vida que termina dez minutos antes do fim…

Uma vida que começa dez minutos depois do fim...

Provavelmente, é melhor calar quando achar que não tem nada de bom a dar, dividir, compartilhar.

Quando não se tem nada de bom a escrever, a dizer, a falar, é prudente calar.

Apesar do silêncio não poder preservar o bem estar, guarda potencial de não excitar sentimentos ruins.

O silêncio pode não ajudar, mas com mais frequência não causa desconfortos, tristezas, decepções.

O silêncio não diz mentira, também não entrega verdade, não é sínico, também não é sinceridade, ao contrário de não dizer nada reverbera muitos sons de achos, mas só revela o sentimento impossível de conter, aquele que grita e diz sem dizer, que não se pode esconder, querendo ou não querendo, sem querer, acontece como acontecer.

Em suma, quando tudo que se tem é nada a dizer, ou o que todos estão cansados de saber, por não dar para esconder, ainda o que ninguém precisa ou deseje escutar, ler, ver, presenciar, melhor é calar a qualquer coisa falar.