sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Eu tô tentando te esquecer
Não sei se consigo
Mas tento, ao menos, não sentir tanta necessidade de você.
Sinto falta,
Toda hora tenho algo a dizer,
Mas o que vou fazer,
Se acho você não querer.
Acho que não quer ouvir
Que não precisa
Que não se importa
Não quero ser chato
Inoportuno
Invasor
Só queria que você quisesse sem eu precisar querer o meu amor.
Já nem sei se amo ou sou viciado
Por querer você perto
De sentir e me sentir a seu lado.



 "Barra, é a lua deixando pro sol a barra do dia o que há de melhor.

É o sol apagando sem medo, deixando pra lua o calor das estrelas.

Na madrugada da vida que está pra nascer,

A vida morrendo lá fora e eu querendo viver de amor...

A vida correndo lá fora e eu querendo morrer de amor...

Barra..."

sábado, 1 de janeiro de 2022

Seja sempre sincero.

Sinceridade é uma virtude.

Mas, sempre que possível, deixe/peça para ser virtuoso/sincero amanhã.

Quando tudo que a gente é é nada, nada pode mudar alguma coisa, tudo continuará sendo nada.

Cuidar da gente é, principalmente, cuidar mais bem do outro.

É sorrir e, automaticamente, sorrir o sorriso sorrido das pessoas. 

A vida não é minha, não é tua, não é somente,

é de todos os nós entre nós, nós a unir nós, a gente.


Não sei se será feliz, tenho muitas dúvidas. Mas, também não gosto muito de certezas, prefiro achar.

E nos, meus, perdidos e achados, achei pessoas que acho amar.

Elas preenchem, jamais sem encher, os vazios.

Aliás, gap's são fundamentais para descobrir, conhecer, reconhecer e amar pessoas, gente. A gente sempre tá cheio de vazio.

Obrigado pela sua contribuição e se eu conseguir, de alguma forma, agradecer pelas tentativas acho não estar satisfeito, mas aceito.

Que seja melhor pra nós...acho que ninguém consegue ser feliz, muito menos só e só feliz...eu acho.

Beijo e obrigado.

Se conseguir sorrir, acho, estarei satisfeito.

Também, se não.

O que vale é a emoção, o sentir e refletir, somar, dividir, compartir esse sentimento.

Gotas que mais parecem pedaços de vida caindo no chão.

Vidas que o tempo todo passam pelas nossas vidas, vidas passam, o tempo passa e o tempo não passa nessa vida.

O tempo passa, transforma tudo em passado, o amanhã em hoje, o hoje no ontem e o ontem...

Chuva molhada, lava, leva, inunda, carrega poeiras da ilusão.

O tempo, nublado, sombrio, vazio, ao lado, do lado da solidão.

Chuva, líquida, límpida, inodora, insípida, água, viva.

Gente é um monte de pedaços de gente.

Gente que juntou, gente que a gente passou pelas nossas vidas, na convivência, na leitura, no olhar, na observação, na assimilação.

A gente até é a gente, mas numa versão de muitos pedaços de vida de muita gente.

O que seria a gente se a gente fosse só a gente, sem pedaços, sem referências, sem o outro para a gente olhar, ver, enxergar, observar, copiar, imitar, aprender, corrigir e ensinar?

Não sei, acho que não seríamos nada, nem seríamos, talvez nem nasceriamos...

A única certeza é a gente precisar de gente para ser gente.



É tudo ilusão, é tudo fantasia, a verdade é uma mentira. 

A todo momento, por todo o tempo, tentam e conseguem enganar... até o caminho, progressivo e imparável, que leva a morte, só pra disfarçar, chamaram de vida.

A total ausência de palavras, qualquer esforço de expressar, por menor que seja, alguma emoção, demonstra a desimportancia, a insignificância, a ausência de qualquer sentimento.

O protocolar é só protocolar, não tem calor, dissolve qualquer fantasia, remove a mínima esperança, mata o sonho.

Determina a existência do não existir.

Apatia.

É desnecessário pedir para esquecer o desnecessário de quem só se consegue lembrar vagamente.

Insignificante.

As vezes é melhor nada fazer, até correr o risco de cair na atmosfera do esquecimento, a fazer algo vazio e revelar de forma tão contundente, objetiva, eficiente o desvalor.

Desimportancia.

Ninguém diz eu te amo quando não ama, pode até tentar mas não transmite amor, apenas um olhar não significa que vai enxergar.

Ninguém consegue rir ou sorrir quando precisa chorar.

Evasivas servem ao que não se quer ou não se pode perguntar ou responder.

Nada há quando não se tem algo a dizer ou a perguntar.

Indiferença.

As vezes o "silêncio" das "palavras" gritam.

E não é fácil, sentir o silêncio protocolar do protocolo para quem descobriu o quanto a ama, imensamente, depois do seu abraço.

Não adianta gritar se, por todo e qualquer motivo, ela não vai ouvir.

Mesmo longe, distante, aparentemente inalcançável, você sempre tá aqui, tá aqui.



Eu me apaixonei, algumas vezes, por mulheres maravilhosas.

Tá, podem não serem tão maravilhosas assim, para a maioria, mas para mim são.

A maioria, para mim, improváveis, jamais impossíveis.

Decididamente nunca gostei do que achava medíocre, não que não fossem comuns, mas nas suas simplicidades, particulares, especiais.

Todas lindas, e isso é comum a todos diversos, diferentes, semelhantes, pessoas, mulheres, e isso é tão especial.

Algumas amei. Todas de alguma forma, semelhante, nunca iguais.

A primeira é sempre a primeira, assim como a segunda, a terceira e a última será sempre a última, especiais, diversas, diferentes,  semelhantes por isso tão iguais.





quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

 Eu quero morrer?

Não, não, eu queria viver.

Mas, viver é ter de suportar só dor, só solidão, só fracasso, só tristeza?

Se é, acho que ninguém quereria viver, nem mesmo sobreviver.

Isso é castigo, carma, desgraça, praga, maldição, e viver, acho que não é só isso não.

Na realidade o que não quero, não posso, não consigo é viver numa desvida, embora saiba que o início principia o fim, acho que não gosto dessa morte em vida.

Parece, que nessa ilusão de liberdade, a que somos aprisionados, sentir, amar, sofrer e doer, viver ou não viver, morrer, definitivamente não é opção, mas falta.

Nada depende do querer, do desejo, das  tentativas, dos esforços concentrados e contínuos, mas, e principalmente, do acontecer.

Não adianta toda dedicação se não há talento, não adianta todo talento se não há oportunidade, não adianta oportunidade se não há reconhecimento, não adianta reconhecimento se não há surpresa... - seria possível prolongar o encadeamento, mas não precisa - não adianta surpresa se não há tesão e isso de pouco adianta sem paixão e amor.

Podemos pensar a escolha ser nossa, individual, que nós escolhemos, trilhamos, construímos, mas só respondemos a estímulos, a leis de compensação.

Perguntas são feitas, e desfeitas, apenas para as respostas conhecidas, reconhecidas e direcionadas pela percepção do alcance.

Esse raio é muito limitado, e é sim um estado de aproximação dado pelo sistema de probabilidades, mais ainda possibilidades determinadas por nossas habilidades, conhecimentos, pelas noções de capacidade adquiridas e desenvolvidas.

Só nos apaixonamos e amamos quem conhecemos, admiramos, aproximamos, trocamos, por quem nos dá prazer de estar, faz sonhar e promete, promete ser ainda melhor quando juntos.

A promessa, comumente, é quase sempre melhor que a realidade.

Todavia a realidade existe, se toca, se reconhece, se realiza e a promessa só promete.

Por isso é tão difícil arriscar, ter coragem de apostar e poder perder o que se tem para tentar o que falta.

Para amar é preciso conhecer, reconhecer e se reconhecer merecedor capaz de desejar esse amor.

Sobretudo esse amor parecer ser, por mais difícil e improvável, possível.

O principal motivo de amar é...


Sei que não tem nada a ver, ou haver.

Mas tem gente de tão especial que não cabe num foi, sempre e só existe no é.

É pra sempre. E, a sede não acaba depois que a gente bebe água.

Sacia, por um tempo, mas inúmeras vezes se será necessário saciar. 

A gente aprende que essa memória está para nossa história assim como nossa história está para a sua existência.

Que a sua lembrança aquece o viver no lembrar e não conseguir esquecer.

As vezes é preciso tentar ou, mais bem, aprender a conviver com a improbabilidade do acontece não acontecer.

Essas pessoas tão especiais que não pertencem a um pertencer, a um estar, e só a temos ao não vê-las somente num lugar, limitadas, após compreender esse ser solto no ar, na compreensão do amar.

Pra essa gente a sensação da gente é de receber até quando entrega.


Ninguém jamais conseguirá ser completamente feliz, mas pode todo dia sorrir, sentir alegrias, se iludir e tentar enganar a máxima, a lógica, se acreditar.

A chave está na crença, não precisa entender por não precisar explicar.

Não é o objetivo, mas o subjetivo. A promessa é sempre muito melhor que a realidade e a realidade é uma bosta.


A mentalidade do guardião, de todo e qualquer guardião, aquele que guarda, deve se baser no princípio do respeito e da responsabilidade. O guardião, fundamentado nesses valores, não impõe a força, a violência, o conflito. Muito pelo contrário, com a sua atuação e presença impede, reduz, evita tais modelos, ações, respostas.

A única resposta plausível para a guerra, a paz, se constrói com inteligência, conhecimento, responsabilidade, compreensão e alternativas.

O enfrentamento, última...

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Tem histórias que só podem ser contadas na primeira pessoa.

Eu sempre fui triste.

Sempre me senti só, talvez esteja nesse aspecto, nessa solidão, a origem e a razão da minha tristeza.

Lembro, ainda criança brincava sozinho ao redor de um poço.

Tinha e não tinha medo de cair.

Minha mãe fazia eu não me sentir só, era a única pessoa constante, presente, inabalável, perene na minha vida.

Por mais distante, separada, de alguma forma estava sempre junto de mim.

Uma vez eu me perdi, na rua, depois ou bem próximo ao tempo em que girava ao redor do poço, acho que tinha três anos, eu queria achar minha mãe e achei.

Depois, com os mesmos três anos, fiquei internado e só, num hospital, internado, queria achar minha mãe e achei.

Mas uma hora ela teve que partir.

Acho que, de alguma forma, a culpa foi minha.

Enfim, quero muito achar minha mãe, preciso e …

Mesmo me sentindo só, muita gente entrou na minha vida.

Poucas fizeram a solidão diminuir.

Poucas fizeram eu me sentir menos só, mas não são constantes, não são inabaláveis, nem sempre presentes.

Nos últimos anos me sinto muito sozinho, só e sem motivos.

Estou mais triste, nem consigo disfarçar como sempre tentei e acho fazer até acreditarem numa suposta alegria.

Acho que eu cansei de ser sozinho, acho que todo mundo vai me abandonar, acho que só fui importante, ilimitadamente, para minha mãe.

Tá, também acho que, relativamente, fui importante para algumas pessoas, mas não sou prioridade, não sou insubstituível não sou alguém que queiram ilimitadamente sempre presente.

Algumas pessoas ainda são prioridades, são insubstituíveis, gosto de estar com elas, por elas sinto amor.

Não seria justo fazer uma lista.

Não seria ético classifica-las.

Mas elas, as pessoas, de alguma forma, vão saber.

Não sei quando será o dia de amanhã, mas no depois do amanhã, só, posso pedir desculpas e agradecer.

Perdão e obrigado a você.

Talvez, perdão e obrigado a vocês.

Não quero mais ser triste, não quero mais ser só, não quero mais só estar e não ser.

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Eu não queria estar sozinho.

Mas não depende, somente, de querer.

O se quer não é suficiente.

Do desejar, do desejo.

Só, continuo em meio a muita gente.

Nos últimos anos uma pessoa, só, por vezes e menos que gostaria, conseguiu acender magia.

Como só você consegue?

Com prazo de validade, contado, fez sorrir alegria, sentir o bem estar, paz e tranquilo dormir.

Mas é só problema meu, até não mais ser e ir.

Ah se eu pudesse retribuir.

Só um pouco.

Mas, acho, não poder.

Não depende do querer, continua a depender, mas do se quiser, se se quer, se se querem.

Queria retribuir, mas.

Tem gente que a gente só pode agradecer.

Podem nem saber o porquê, a gente sabe.

As vezes até só pedir desculpas.

E elas, com certeza, não vão saber o porquê, talvez não precisem.

A solidão faz da gente só mais um.

Daqui a pouco tudo acaba, a luz apaga, o fim termina, nada arresta e só resta nada.

Dói, só, dói.

Dói e não sei como fazer para parar de doer.

Até sei, acho.

Mas, o que penso e posso fazer pode fazer outro doer.

Certas coisas não dá, não se consegue e nem sei se é preciso tentar explicar.

Pode até ter explicação, mas será que vai dar para entender?

Acontece, se descobre, estão no acontecer.

São feitas no ar, do sonho, do sentir, de conviver, de ver, ouvir, olhar e gostar.

É um estar bem e um bem estar.

Feito de amor, efeito do amar.

Meu mundo é tão pequeno, não sei se cabe todo mundo, mas sei quem cabe até apagar.

Eu sempre quero e espero um sinal, mas devo confessar, sou péssimo em reconhece-los, em identificar.

I love you to the end.

Desde o início até quando vomitar.




sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Não é um livro de história, embora tenha. Não é de sociologia, mesmo pisando com dois pés nas lições dos sociólogos. Não é um trabalho de filosofia, assim como da biologia, da psicologia, é um livro que dialoga, que fala e, principalmente, evoca os encontros do problemas com as problemáticas, com os aconteceres, com o devir.

Ainda mais, é um grito preciso que é preciso gritar.