sábado, 1 de janeiro de 2022

Gotas que mais parecem pedaços de vida caindo no chão.

Vidas que o tempo todo passam pelas nossas vidas, vidas passam, o tempo passa e o tempo não passa nessa vida.

O tempo passa, transforma tudo em passado, o amanhã em hoje, o hoje no ontem e o ontem...

Chuva molhada, lava, leva, inunda, carrega poeiras da ilusão.

O tempo, nublado, sombrio, vazio, ao lado, do lado da solidão.

Chuva, líquida, límpida, inodora, insípida, água, viva.

Gente é um monte de pedaços de gente.

Gente que juntou, gente que a gente passou pelas nossas vidas, na convivência, na leitura, no olhar, na observação, na assimilação.

A gente até é a gente, mas numa versão de muitos pedaços de vida de muita gente.

O que seria a gente se a gente fosse só a gente, sem pedaços, sem referências, sem o outro para a gente olhar, ver, enxergar, observar, copiar, imitar, aprender, corrigir e ensinar?

Não sei, acho que não seríamos nada, nem seríamos, talvez nem nasceriamos...

A única certeza é a gente precisar de gente para ser gente.



Nenhum comentário: