sábado, 11 de setembro de 2021

Altruísmo

As vezes acho, não gosto da certeza, o altruísmo ser a forma mais egoísta do ser. É uma espécie de masturbação, um voyeurismo, você sentir prazer em supostamente fazer o bem sem saber se sequer faz bem. É quando não há troca, quando o outro que tanto importa parece não importar, ou não ser tão importante.

Onde a ação, embora deseja a reação, parece ser maior.

Não sei bem se o bem que se faz no altruísmo é mais bem.

Ainda bem que só acho, pois se tivesse certeza seria um tanto quanto desconfortável. Saber que a ação, o fim, supera a finalidade das relações, as reciprocidades, a rede de interdependência. Que o eu promete realização com uma dependência independente do sentimento do outro.

Certo modo, parece, ser uma contradição a realização do si sem nada esperar para si do outro. Rompe com a lógica da aproximação, da união das diferenças, da conexão.

Acho que desconsidera o movimento bi, tri, pluri e celebra uma espécie de unilateral.

Ser criança é aprender.
Tá, não é só isso, mas além de um tanto de tudo, ser criança é experimentar pelas primeiras vezes, conhecer, descobrir, aprender.
Mesmo sendo coisa de criança, continuo a perceber e aprender a chuva como lágrimas a verter. Talvez, por isso não seja difícil pensar e compreender as águas do mar, dos rios, "vazar duma paixão"...mas, presta atenção, lágrima não nasce da tristeza, não surge da alegria, lágrima é a representação líquida da vida na forma de emoção.

presta atenção, lágrima não nasce da tristeza, não surge da alegria, lágrima é a representação líquida da vida na forma de emoção.
Quando a gente ama - eu  acho e ainda bem que não tenho certeza - por mais que não precise é sempre preciso dizer te amo... então te amo mulher...

presta atenção, lágrima não nasce da tristeza, não surge da alegria, lágrimas são a representação líquida, na forma de vida, da emoção
Não sei qual a dimensão da minha loucura....

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Meu existir sempre foi atormentado, de uma compreensão incompreensível, conformado, mas insatisfeito. Até poderia dizer ser insaciável, se soubesse pelo menos um dia o que me sacia.

Não é difícil o não sei no meu dizer. Quase sempre eu não sei, mas tenho vontade de saber. E, por mais que saiba, sei muito bem que ainda não sei.

Não faço nada com excelência, e sei que nunca vou fazer. Mas, mesmo sabendo das minhas limitações, me esforço com o que sei  para fazer o melhor do que não sei.

Não sou meio esquisito, mas completamente, mas as vezes penso esquisitos serem os outros...a única coisa que sei é que não sei além do que sei e que nunca vou saber o que não seii.

Não sei falar inglês, mas me esforcei, consigo ler, entender, mas não consigo pensar para poder falar inglês. É até um milagre eu falar, pois pensar é muito difícil. Nunca penso numa coisa, mas a partir dessa coisa surgem vias, linhas, conexões. Umas parecem ótimas, lógicas, mas o problema é cada coisa abrir e multiplicar possibilidades que se multiplicam progressivamente, abrem veios e mais veios, quaduplicam vias, até me perder e não conseguir voltar...

Finais felizes só existem enquanto não chegam ao fim.

As pessoas vivem pedindo uma chance, mas o que elas fazem com essa chance?
Nem sempre aproveitam. Na verdade, quase nunca aproveitam.
Saber por qual razão?
Sempre acham que merecem uma chance. Então, depois da chance pedida ser perdida acreditam que merecem uma chance.
Nunca contabilizam as chances recebidas, e sempre parece ser apenas uma, que embora sempre contem apenas uma, elas são mais uma, foram inúmeras e não são infinitas.
Não dá para saber quando será a última chance, felizmente não dá. Não dá para saber quando acabou, felizmente não dá.
A gente sempre vai pedir uma chance, só uma, mais uma, mas infelizmente ela pode não ser dada.
O bom disso, é que quando é negada essa chance, automaticamente são oferecidas outras oportunidades, que podem ser chances. 

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Desistir não é opção, mas quando acabam as forças, os recursos e os motivos, para resistir, é a falta dela.

Reset

Vivemos um momento de grande risco a Democracia e ela, infelizmente, não respira por aparelhos.
Talvez esse modelo, ao qual chamamos democrático, não seja de fato a tão quista e consagrada Democracia. Há tempos, os princípios democráticos definham e são desfigurados em função de vírus com alto poder de contaminação e degradação.
Para consertar, se possível, esse arremedo remendado é necessário muito esforço, muito trabalho e muito amor. As instituições, sem exceção, assim como todos os setores, e por todos entendam todos, empresarial, religioso, segurança, acadêmico, imprensa, patrões, trabalhadores, civis, militares, estão doentes e sem a razão da sua finalidade primordial que é pública.
A única solução para essa epidemia que mina caráter, moral, ética, justiça, fraternidade, liberdade e igualdade é um reset. Talvez como feito no exemplo de Sodoma e Gomorra. Todos fomos corrompidos e corroídos pela ganância, egoísmo e idiotice.
É preciso sim um rebbot, começar de novo, novamente, outra vez. Os três poderes apodreceram, mas não só eles. A sociedade, como representação, como sociação, falhou.
Nada e ninguém é confiável.
O quadro pintado parece caótico, mas toda tinta disponível ainda será pouca para aproximar da realidade que é muito pior.
O Brasil se demole e se consome para alimentar governantes, desonestos, despreparados e desprezíveis, mas a culpa é muito mais de uma sociedade imatura e, novamente, de idiotes em larga escala.
Não queimamos só o filme, a imagem, a amazônia, nos queimamos e não estamos mais vivos.
Se faz urgente a autocrítica, apenas um reset, necessário, talvez não seja suficiente.
Precisamos amadurecer como gente, pessoa, se não quisermos amar, o ideal, deveríamos aprender a respeitar o outro, tudo aquilo que não se define como eu. Desse modo, outro é, primeiramente, o indivíduo, mas também a natureza, o ambiente, as instituições e, assim por diante.
Para eu existir é preciso e preciso o outro. 


segunda-feira, 6 de setembro de 2021

É esquisito quando você sente melhor não haver amanhã.
Quando você não se importa se vai haver outro dia. E que tanto faz se agora fosse embora.
É muito ruim sentir que você tanto faz, e que não vai poder ver mais quem queria, quem gostava, quem amava, com quem se divertia.
É péssimo quando você ainda gosta de um monte de coisas, mas para tanto precisa estar sujeito a tudo. É fato que ninguém gosta de tudo, mas nem considera em função do que importa.
É foda, saber que ainda tem coisas que importam, pessoas que muito importam, mas como você não se acha tão importante para elas, pouco importa, ou mais nada importa.
Tem dias que acordo querendo resistir, faço forças para enfrentar e seguir, mas a cada hora que passa e nada acontece, que não acontece nada, sinto não estar perdendo tempo, mas me perdendo no vácuo, no...deve ter uma palavra para definir esse buraco, gap, lapso...
Mas não consigo mais me perder, isso não é bom, por não me encontrar para poder me achar...
Sabe pouco importa, ainda importa, mas cada dia o menos importa fica maior...
Os dias vão e aquele dia, aquele em que poderia dar certo, acontecer, não vem. A cada dia fico mais convicto, começo ter  certeza, e nunca gostei de ter certeza, que nunca virá.
Não estou perdendo tempo, não se pode perder o que não se têm, mas sem sacanagem, tô meio e muito cansado de querer acreditar na miragem...
Todo dia, que ainda acordo, penso nas últimas palavras que vou escrever...ainda não sei, mais pensei: Aqui jazz, blues, rock, MPB, samba, etc e roll... A música Toca até quando não toca mais...Quanto nunca mais ficou e nem vai tocar mais...
Eu nem sei se acreditei, mas amei até não mais poder...para acabar ia escrever amar, mas... não importa, não vai adiantar.
Sabe, é tanto trem partindo, assim rapidamente lembro do trem das onze, olho o trem, o último da estação, o trem da história, o trem das cores, o trem para as estrelas, o trem caipira, o trem da alegria, o Crazy train, o último vagão, do trem azul...
Trem da central, o trem fantasma, o trem da des ilusão... é o trem da despedida, da desistência...e eu disse que desistir de mim não é desistir de mim, mas desistir de você...
Você nunca vai saber o que eu não disse e você não quis entender...
Mas você não tem culpa, nem eu acho ter...

domingo, 5 de setembro de 2021

 As coisas que as pessoas procuram permitem encontrar as pessoas que procuram as coisas.

As coisas, grosso modo, propiciam o encontro das pessoas.

As pessoas não se procuram, o que por si só é um erro, mas se encontram por intermédio de coisas, mais que erro.

As pessoas se estabelecem ao redor de coisas, as coisas são nucleares, atraem e repelem as pessoas, as integram e as desintegram.

Pessoas podem e deveriam serem atraídas e repelidas em função de pessoas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

 "Tudo estava brilhando, mas você brilhava mais que tudo".

Até quando tudo brilha, você brilha mais que tudo...

Tudo brilha, mas você brilha mais que tudo...

Você brilha mais que o brilho.

Mais que o brilho, você brilha...

Tem uma razão para não te dar meu coração: não posso dar o que é seu desde o primeiro dia quando ele bateu.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Experiência

 "Experiência não é o que acontece com um homem; é o que um homem faz com o que aquilo lhe acontece." (Aldous Huxley)

Não sei se concordo com Huxley, provavelmente não.

A vida é experiência e experiência, obviamente, é a vida.

Não importa o que se faça com o que acontece, a experiência do viver é acontecer, mesmo quando parece que não acontece, quando nada se parece fazer, ainda assim se experimenta e somos experimentados pelo vida, pela experiência enquanto viver.