Eu.
Eu e muitos.
Eu e todo mundo.
Eu e tantos outros.
Todo mundo e eu.
Eu e toda gente.
Eu não sou gente de bem.
Eu não sou gente de mal.
Eu, tenho defeitos, tenho virtudes.
Tenho defeitos que são virtudes.
Tenho virtudes que são defeitos.
Sou o equilíbrio de defeitos, de virtudes, de boas e más ações.
Entre o meu bem e o meu mal há muitas faces e facetas, situações, condições, conjunturas, ações.
Não somos só bom.
Não somos só mau.
Nós somos bom, mau e tudo o que tem entre essas, supostas, extremidades.
Entre o bom e o mau muito mais há.
Não sou gente de bem.
Não sou gente de mal.
Eu sou, ele é, tu és, nós somos, só e tudo gente.
Dizem, frequentemente, "a vida imita a arte", mas será?
Arte é criação da criatura, do ser humano, do ser vivo, é do criador e principalmente do admirador.
É expressão e representação de experiências, de sensações, de conhecimento, de reconhecimento, de criatividade, do poder de transformar o que seres vivos vivem, querem e imaginam viver ou fazer vida.
Sendo assim, a vida, o acontecer, é incapaz de qualquer coisa imitar, coisa que, por sua parte, a arte também não é capaz de fazer.
Para sermos mais razoáveis, a arte representa, apresenta, manifesta sentimentos de gente que vive ávida a vida e assim a aviva.
A vida não imita a arte, nem a arte reproduz, copia, imita a vida.
Simplesmente, a arte convida, enviva, enfeita, encanta, confeita, respira o ser vivo, com vida, inspirado viver a vida.
O mundo é inundado por produções com ênfase em violência, em matança, em mortes.
Matadores, ladrões, criminosos são colocados como os heróis que matam outros matadores, ladrões e criminosos inimigos, rivais, supostamente, vilões.
Enquanto isso, a realidade em que heróis sem fama para sobreviver desafiam as probabilidades, a crueldade, é desprezada.
Heróis são as pessoas que trabalham para criar filhos, construir casas, fazer bem ao outro, sobreviver honestamente, sem matar, roubar, cometer crimes.
Heróis são as pessoas que amam, cuidam, protegem, amparam, recebem, acolhem, estudam, vence as probabilidades através das suas possibilidades, mesmo sem oportunidade.
Esses heróis, repletos de humanidade, de caráter, de ética, moral, responsabilidade, solidariedade, de ensinamento, de aprendizado, salvadores de vidas, que eu gostaria de ver nas produções, nos filmes.
Heróis, sem violências, mas heróis de decência, com defeitos e virtudes, com bondade, com amigos, que respeitam leis, o outro, valorizam vida e humanidade.
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