Embora quisessemos, pareça o cenário ideal, não se cura, felizmente, a dor do sentir, por não ser doença, por sentir incluir, mas ser diferente de dor.
Ainda, não tem remédio rápido para o desconforto, muito pela razão de não ser rápido, de demorar, de se somar, se dividir, subtrair e se multiplicar, de crescer, desenvolver, ser maior, pior, melhor e nunca ser menor, de ser sentimento, que acontece a medida do tempo.
Sentimentos acontecem, aparecem e tomam formas, não desaparecem, se transformam, se deformam, degeneram, regeneram...
O problema não é sentir, mas não mais sentir, ser indiferente, insensível...
Às vezes desencanto, desespero, desesperança fazem a gente achar que parou de sentir.
Mas, se isso nos incomoda é sinal que se sente, e sinto muito.
Quando o tanto faz quanto tanto foda-se se estabelece e pouco importa falar, dizer, contar, ouvir e escutar estamos diante do verdadeiro problema, do não sentir.
Por mais que pareça mínimo, o sentimento é sempre o máximo e a vida que agente vive, com altos e baixos, progressos e retrocessos, encantos e desencantos, só sente vivo.
As vezes demora para gente entender que o amargo também é sabor.
Regeneração...
Curiosa a dualidade, mas dentro desses pares há sempre milhares de pequenas partes, das experiências, de surpresas, das repetições... então, dizer que são pares é só uma forma de simplificar e de não conseguir explicar o que nem sempre tem explicação.
Criar referência não deveria ser objetivo, mas as vezes isso acontece, e quase nunca é por acaso, mas pelo reconhecimento de outras, de outres, do outro.
Existe fórmula para criar referência?
Merecer deferência?
Acho que não. A genialidade acontece naturalmente e, não raro, deixa de ser imediatamente reconhecida.
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