Quando a gente olha para a outra, pessoa, sempre pede dela o que a gente quer pra gente, o que acha ser conveniente, o que sente dela querer.
Poucas vezes a gente se pergunta o que da gente ela quer. De que maneira podemos dar, ajudar, tentar a fazer ser menos triste, mais alegre, o que a gente pode dar da gente, o que pode poder.
Não quero mudar alguém, gosto do jeito que é, apenas quero descobrir o que posso fazer para não fazer mal, até, e se puder, talvez fazer bem.
Todas as vezes quero falar, dizer, ser sincero, mas pra ser sincero sinto não ter muito a dar, mais ainda, desconfio poder tirar, tirar a energia, o bom humor, a alegria, e de um modo fazer mal.
Por isso, para não gerar o mal estar que temo, falando dos meus fracassos, das minhas decepções, angústias, tristezas, dores, precisoes, paixões, igual a sofrimento, prefiro calar, limitar meus barulhos, silenciar.
Tenho a sensação de se não posso fazer bem, contribuir, tenho nada a fazer.
Não quero tirar, ou acrescentar o indesejável, desconfortável... enfim.
Acho que se só apresentar problemas, deficiências, fraquezas, vai fazer afastar de mim.
Ao mesmo tempo, sinto em silêncio, distante, isso também acontecer.
Mesmo assim, prefiro sofrer sozinho, chorar sozinho, esvaziar, ficar vazio, sentir a falta, a provocar algum mal em quem só quero bem, preciso, respeito, admiro, amo.
Peço desculpas, mas se não posso fazer sorrir, tento, acho, evitar fazer chorar.
A gente acha, se pudesse, faria melhor que o destino, que o devir. Só esquece, fosse desse jeito muita gente não aconteceria na nossa vida. Não acontecesse, certamente não saberia como viveria a vida sem você. E, provavelmente não entenderia como poderia uma vida viver tão mais vazia.
Não posso prometer dias só de sorrisos, mas sorrisos todos os dias…
Muito foi dito sobre o amor, sobretudo sobre amar, mas o que é o amor?
Como disse o poeta, amor não se pode explicar, se tiver explicação não é amor, mas se possível fosse uma definição para essa coisa doida que altera a pulsação, descontrola o sentir a emoção, reverbera a sensação, descompassa o coração e o faz bater mais forte... tivesse, talvez, pudesse ser:
Amor, amar, é reconhecer uma existência que modifica, sintoniza e faz fazer sentido a sua própria existência.
Quando alguém vai embora, a gente chora.
É verdade, a gente chora pois vai sentir saudade, mas chora ainda mais por achar que ela não irá voltar, porquê ela se foi e a gente ficou.
Sem ela, ficou sozinho...
A gente chora por ela e muito mais pela gente.
A gente sempre chora pela gente.
Mas, uma flor não se joga fora.
Aliás, flores nunca morrem, se transformam, viram outra energia.
Tal qual elas, as pessoas, gente que faz parte e tá dentro da gente, e a gente pode até não ver nunca mais, possuem essa mesma magia, elas aparecem, inexplicavelmente voltam a acontecer, no feitio de lembrança, de saudade, de surpresa, de alegria.
Quando a gente menos espera, silenciosamente, elas acendem um sinal... não tem explicação, seja numa nuvem, numa estrela, numa imagem, ou miragem, numa esperança, numa sensação…aí você ouve uma música, que toca, e ela surge na canção.
Não dá pra explicar como elas acontecem, mas elas acontecem, ao certo não se sabe onde está, mas são e na gente estão, há tempos passaram a viver livremente no ser ao mesmo tempo prisioneiras do seu ar…
Elas acontecem todas as vezes que a gente lembra, que a gente que não esquece quiser lembrar, elas acontecem como acontecer. E como isso acontece, não dá pra dizer…
Essa gente a gente ama e...Amar é um giro que a gente dá no nosso próprio eixo, sem sair do lugar, e descobre o que somos ganhar sentido e maravilhosamente se transformar.
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