As vezes, na maioria das vezes, eu queria dizer tanta coisa, mas não sei se alguém, poupando, merece ouvir, ler, saber.
Também não sei se o que me importa pode importar.
Nunca me achei importante e só encontrei importância no outro.
Queria dizer que chorei ontem, mas esse choro de ontem vira de hoje e depois do amanhã.
A gente não consegue tapar as faltas, as ausências os buracos que o tempo faz no peito, mas devia conseguir preencher, ocupar esses espaços, com amor para essa superposição empurrar, deslocar, dilatar a carne até fechar e só ter lugar para cicatrizes.
Sabe, lá no fundo, de verdade, e nem sei se acredito em verdade, eu não quero deixar triste com a minha tristeza.
Por isso, em silêncio, resignado, calado, depois de várias vezes ter falado e mal produzir, tento driblar a falta de alegria, a falta de energia, boa.
Me perdoa se parece egoísmo, talvez até seja, ainda não consegui perceber e acho que pode não ser.
Pra ser sincero, muito sincero, sempre fui muito triste, muito sozinho, muito chorão, mas a alegria do outro me contagiava, dava esperança.
Tanto tempo sozinho me deixou só comigo e nem sei quando ou se outro dia outro, outros, terá.
Não quero e nem posso perguntar se alguém sabe o que é ser, estar e se sentir sozinho…
Se sentir sozinho no meio de tanta gente, se sentir só consigo e não gostar só da sua...companhia...podia ser compania???
Nunca gostei de caminhar sozinho, mas caminhava para encontrar, de tanto me perder, de em vão andar, acho que já não gosto mais de caminhar…
Não posso desistir, nem de mim, tá difícil mas não é justo com, com, as pessoas, mas não faço nenhuma objeção se rápido chegar a hora da vida desistir de mim…
Não vou me matar, mas não me importo com meu viver. Pra ser sincero, acho que vivi mais que mereci, desmerecendo, há tempos sinto que morri, só não desisti, ainda, de esperar a morte chegar.
Pra ser exato, já não aguento mais chorar.
Até quando tudo parece bem, para quem olha, não esta, tenho feito muita força para sorrir.
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