domingo, 21 de agosto de 2022

Desde pequeno eu fujo da solidão.

Não gosto de andar sozinho, de beber sozinho, de comer sozinho, de viver sozinho, de ficar sozinho, mas acho estar sempre só.

Quem me conhece, se pudesse, me ver sozinho, me acompanhar sem eu saber, quase certo, não ia me reconhecer.

Sozinho sou mais triste do que sou…


E se a gente não morresse???


O mundo não se importa para o que você sabe, mas o que consegue provar, comprovar e publicizar…


Única... especial... exclusiva…


O que irá acontecer quando a gente matar tudo aquilo que nasceu pra morrer?

Vai acabar a vida e até o ser que mata, como também nasceu pra morrer, vai desaparecer.

Quem para e repara a vida sabe bem que matar é coisa muito diferente de morrer.


O mundo, as pessoas que habitam a terra, está envolvido por uma retícula onde abunda a indiferença, o egoísmo, típico de idiotes, ganância e vaidade, em consequência a desumanidade de seres humanos prolifera.

Por exemplo, para que serve o ouro?

Alguém come ouro, fora algumas aplicações destinadas pela ciência, pela inteligência, o ouro salva vidas?

Por usar um objeto feito com ouro alguém fica mais bonito, outro conceito que precisa ser repensado, consegue alcançar o que importa como o amor?

Valor é uma equação efêmera, o valor de algo é definido pelo grau de necessidade, de quanto se precisa de algo, logo após saciado o ser humano chega até a desprezar o que lhe é tão caro, fundamental, necessário.

As vezes penso, falam muito em construir e muito pouco em valorizar o construído. Reconhecer, cuidar, preservar, conservar um valor pode garantir que demorará muito a faltar.

Ao invés de insistir tanto em novas construções, igualmente importantes, as vezes de forma acelerada e rasamente pensadas, quando não e por impulsos, improvisadas, exceto em casos de extrema urgência, seria mais produtivo e inteligente descobri-las, analisa-las, aperfeiçoa-las, deixa-las acontecer.

O problema da habitação e da fome, entre outros, ocorre em função da péssima distribuição dos recursos, da desigualdade fundante do capital.

Ao invés de construir novas moradias, fazer campanhas para tentar diminuir a fome, podemos pensar no mais simples. O mais simplesmente é redistribuir, cuidar, diminuír o desperdício do existe.

Plantar é muito importante, mas se não esgotarmos o plantado, as novas plantas, naturalmente não sacrificam os limites, a qualidade, pois as mesmas devolvem com seus excedentes parte do que foi tirado, cuida, preserva, poderão crescer aprendendo que ganhar é igual a receber e dar.

Não é dar para receber, isso é o interesse, mecânico, mas a espontânea e lógica sucessão sustentada em receber para poder dar e assim fundear o permanecer através do multiplicar.

A natureza ensina, a gente até aprende, mas somos obrigados a desaprender.

Salvo raras excessões, não preciso comer cenoura quando não é tempo de cenoura, preciso comer.

A bebida mais deliciosa, para quem tem sede, é a água. A comida mais deliciosa, para quem tem fome, é a que sacia.

Fora vaidades, desnecessárias, preciso só do preciso.

Até a vaidade pode ser saciada com criatividade. O problema é que fetiches crescem, inclusive os mesmos podem ser atendidos com uso da mesma fórmula.

Não, para se sentir bem não é necessário ferir, julgar, desprezar, desvalorizar o outro. Se for, algo errado existe com você, o outro que meu olho vê.




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