segunda-feira, 2 de maio de 2022

Eu quero morrer?

Não, não, eu queria viver.

Mas, viver é ter de suportar só dor, só solidão, só fracasso, só tristeza?

Se é, acho que ninguém quereria viver, nem mesmo sobreviver.

Isso é castigo, carma, desgraça, praga, maldição, e viver, acho que não é só isso não.

Na realidade o que não quero, não posso, não consigo é viver numa desvida, embora saiba que o início principia o fim, acho que não gosto dessa morte em vida.

Parece, que nessa ilusão de liberdade, a que somos aprisionados, sentir, amar, sofrer e doer, viver ou não viver, morrer, definitivamente não é opção, mas falta.

Nada depende do querer, do desejo, das  tentativas, dos esforços concentrados e contínuos, mas, e principalmente, do acontecer.

Não adianta toda dedicação se não há talento, não adianta todo talento se não há oportunidade, não adianta oportunidade se não há reconhecimento, não adianta reconhecimento se não há surpresa... - seria possível prolongar o encadeamento, mas não precisa - não adianta surpresa se não há tesão e isso de pouco adianta sem paixão e amor.

Podemos pensar a escolha ser nossa, individual, que nós escolhemos, trilhamos, construímos, mas só respondemos a estímulos, a leis de compensação.

Perguntas são feitas, e desfeitas, apenas para as respostas conhecidas, reconhecidas e direcionadas pela percepção do alcance.

Esse raio é muito limitado, e é sim um estado de aproximação dado pelo sistema de probabilidades, mais ainda possibilidades determinadas por nossas habilidades, conhecimentos, pelas noções de capacidade adquiridas e desenvolvidas.

Só nos apaixonamos e amamos quem conhecemos, admiramos, aproximamos, trocamos, por quem nos dá prazer de estar, faz sonhar e promete, promete ser ainda melhor quando juntos.

A promessa, comumente, é quase sempre melhor que a realidade.

Todavia a realidade existe, se toca, se reconhece, se realiza e a promessa só promete.

Por isso é tão difícil arriscar, ter coragem de apostar e poder perder o que se tem para tentar o que falta.

Para amar é preciso conhecer, reconhecer e se reconhecer merecedor capaz de desejar esse amor.

Sobretudo esse amor parecer ser, por mais difícil e improvável, possível.

O principal motivo de amar é...


Sei que não tem nada a ver, ou haver.

Mas tem gente de tão especial que não cabe num foi, nem no será, sempre e só existe no é.

É pra sempre. E, a sede não acaba depois que a gente bebe água.

Sacia, por um tempo, mas inúmeras vezes se será necessário saciar.

Repetir, reviver, recordar.

A gente aprende que essa memória está para nossa história assim como nossa história está para a existência.

Mais que lembrança aquece o viver no lembrar e não conseguir esquecer.

As vezes é preciso tentar ou, mais bem, aprender a conviver com a improbabilidade do acontece não acontecer.

Essas pessoas tão especiais que não pertencem a um pertencer, a um estar, e só a temos ao não vê-las somente num lugar, limitadas, após compreender esse ser solto no ar, compreender o amar.

Pra essa gente a sensação da gente é de receber até quando dá.


Ninguém jamais conseguirá ser completamente feliz, mas pode todo dia sorrir, sentir alegrias, se iludir e tentar enganar a máxima, a lógica, se acreditar.

A chave está na crença, não precisa entender por não precisar explicar.

Não é o objetivo, mas o subjetivo. A promessa é sempre muito melhor que a realidade e a realidade é uma bosta.


A mentalidade do guardião, de todo e qualquer guardião, aquele que guarda, deve se baser no princípio do respeito e da responsabilidade. O guardião, fundamentado nesses valores, não impõe a força, a violência, o conflito. Muito pelo contrário, com a sua atuação e presença impede, reduz, evita tais modelos, ações, respostas.

A única resposta plausível para a guerra, a paz, se constrói com inteligência, conhecimento, responsabilidade, compreensão e alternativas.

O enfrentamento, última...

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