segunda-feira, 2 de maio de 2022

Quando eu partir, por favor, guarde o que viveu, no seu melhor lugar, e me conte tudo o que quiser, se eu voltar…

Quando eu voltar…

Eu acho que todas as respostas do mundo estão dadas no próprio mundo e nos cabe apenas fazer as perguntas.

Tenho perguntado muito, o que resta quando a gente pensa que tudo acabou?

Não sei se ainda resta alguma coisa, acho que pode restar…


A distância, falta de contato, não permite viver o mesmo tempo, congela a lembrança num momento que foge por não ser avivada, acessada, tocada, atualizada ao esquecimento.

Faz do que antes era necessário necessariamente ser substituído pelas necessidades.

A racionalidade acha que tudo o que é imprescindível para você, afetos, sentimentos, identidades, representatividades, quando não mais a toca deixar de se-lo. 

E, mesmo assim, se insistentemente ainda o for, se precisa é essa energia que ama e compõe o amor desse ser, te manda a terapia, obrigam a desistir, a esquecer, a não ser o que é você...


Tudo no mundo dos humanos tem um nome. Botam nome em bicho, botam nome em planta, botam nome nos seres humanos, na gente …

Até o sentimento que ninguém consegue explicar decidiram denominar, chamam de amor e quando a gente ama todo mundo sabe que estamos a amar.

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